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Refletir

Não questiono a necessidade e ou a importância de se discutir temas inovadores para o ambiente de gestão de projetos, a evolução da área se faz discutindo novas abordagens e novos pontos de vista dos envolvidos. Ocorre que existem muitos temas que ainda não foram, sob a minha ótica, devidamente trabalhados neste ambiente das redes sociais. Minha proposta é conversarmos sobre estes temas, que num primeiro momento parecem batidos, porém, de alta relevância para o pleno exercício do gerenciamento de projetos, utilizando-se das melhores práticas propostas pelo PMI.

 


Publicado em: 09/06/2016


Refletir sobre o Escopo

De uma leitura apurada no PMBOK, pode-se obter que tanto o escopo, como o custo e o prazo, utilizando-se das melhores práticas propostas, sua abrangência e definição no projeto, são concluídas ao final do processo de planejamento e formalizado como meta na reunião de Kick-off com o cliente. Nota-se que o PMI propõe, como melhor prática, que tanto fornecedor como cliente adentrem ao processo de planejamento com claros requisitos do que se pretende “construir” no que tange ao escopo, vislumbrando prazos e custos acessíveis à necessidade do cliente e utilizando-se do processo de “ondas sucessivas” no planejamento, entender-se-á melhor a necessidade, sua possibilidade de desembolso, entende os stakeholders envolvidos e firma-se um objetivo de escopo + prazo + custo sustentável e exequível para ambas as partes, minimizando os riscos do projeto.

Ocorre que no relacionamento costumeiro entre fornecedor e cliente na aquisição de objetivos obtidos através de projetos, o escopo, o custo e o prazo são definidos na assinatura do contrato / proposta em tempo da fase de iniciação e o planejamento, em geral, é utilizado para saber como atender a necessidade firmada entre as partes, quando iremos (equipe de projeto) realmente conhecer o ambiente do cliente e seus stakeholders. A relação a partir daí é o cliente procurando rentabilizar ao máximo o custo do projeto, buscando que o fornecedor entregue algo a mais do que não está claro na proposta, maximizando seus custos e minimizando os lucros do fornecedor. O cliente sempre guarda a impressão de que pagou caro pelo resultado e que precisa otimizar em melhores e mais resultados / entregáveis o projeto.

 


Publicado em: 10/06/2016


Refletir PMBOOK

Notem que as melhores práticas do PMI grafadas no PMBOK não são utópicas, como comumente dizem os iniciantes estudiosos da melhores práticas do PMI, ocorre que as melhores práticas estão sendo negadas / contrariadas em aspectos preponderantes do processo proposto e que precisaremos também nos adaptar e maximizar o processo de planejamento para minimizar estes aspectos herdados do processo de venda do projeto.

Durante o processo de venda, como é característica do vendedor, estará sempre vendendo soluções e facilidades para o cliente, facilidades que nem sempre são quantificáveis e exequíveis no prazo e no custo propostos e a fase de planejamento precisará equalizar a expectativa dos stakeholders para esta finalidade e objetivos.

Para minimizar os riscos comprados durante a fase de venda do projeto, precisaremos durante a fase de planejamento potencializar o alinhamento dos processos de “coletar os requisitos”, visto que devo informar ao cliente quais requisitos foram considerados para o projeto. Apresentar no Kick-off ao cliente com clareza qual é a “declaração de escopo” e os entregáveis previstos no projeto. O ideal era que a proposta comercial já contemplasse estas características, porém nota-se que os agentes, no atual estágio de mercado, procuram efetividade e rapidez no tempo consumido para a referida venda. Não querendo e nem podendo generalizar estas características, porém são aspectos existentes no comportamento humano em função de sua formação profissional inicial e práticas mercadológicas. Vale lembrar que, em geral, as empresas que vendem “projetos”, para facilitar o uso de estatísticas vigentes, participam de 100 ofertas de mercado para conquistar 9% (dados históricos) e que se a empresa não tiver um processo de gestão de portfólio implementado com critérios bem definidos que permitam aplicar esforço nos projetos que realmente a empresa pretende conquistar, poderá aplicar esforço para detalhamento em projetos que serão perdidos e ganhar projetos que tiverem pouco esforço, no sentido de detalhamento junto ao cliente. Este projeto precisará de maior esforço da equipe do projeto para, em tempo de planejamento, o cliente entende já esta em tempo de execução, detalhar aspectos que, as boas práticas propõem que sejam feitas antes de firmar o contrato, não havendo muito espaço depois do contrato assinado para determinadas negociações para o escopo x prazo x custo do projeto.

 


Publicado em: 10/06/2016


Refletir soluções

Não posso ser simplista e inconsequente de afirmar qual postura deva ser adotada na situação apresentada, muito comum encontrada no mercado, porque há a necessidade de análise mais acurada de vários aspectos do ambiente corporativo da empresa e do processo existente, propondo algumas mudanças que poderão refletir ganhos substanciais e minimizando riscos que permitirão ganhar algum tempo para implementar soluções mais robustas e duradouras.

A estratégia passa por identificar pontos do escopo do projeto que se deseja vender, partindo do princípio de que o mesmo é replicável, torná-lo mais claro no texto da proposta, algumas vezes usando mão de ferramentas mais didáticas de explanação do escopo como maquetes e ou exemplos de como o resultado será apresentado. Enquanto ganhamos algum resultado em ações deste calibre, buscamos paralelamente ou implantar uma gestão de portfólio ou aprimorar o existente na empresa buscando melhorar a relação de esforço aplicado no detalhamento da proposta junto aos clientes que consideramos prioritários, conforme a gestão de portfólio para ganhar a venda. Vale lembrar que em geral não temos condições de aplicar esforço em todas as campanhas de vendas em que participamos, porém devemos buscar a maior assertividade entre as campanhas que mais aplicamos esforços para detalhamento em tempo de venda e aquelas que realmente iremos ganhar a venda. Com certeza o risco será menor durante a fase de execução do projeto.

 


Publicado em: 10/06/2016


Refletir relacionamento

Outra ação importante que deve ser analisada com o board da empresa é tentar entender como e de que forma podemos construir relacionamentos mais maduros e confiantes com nossos clientes. Vou explicar melhor qual lógica estou usando para este comentário. Conversando com vendedores e clientes de vários ramos de negócio, fiz a seguinte pergunta: Se você tivesse a oportunidade de conseguir um cliente crédulo em suas apresentações e de alguma forma até ingênuo no trato com as contratações que faz dos seus projetos, qual seria sua postura? Em geral a postura seria “potencializar minhas vendas de produtos e serviços”… Nenhum deles afirmou buscar construir um relacionamento duradouro de confiança… todos em geral responderam que iriam potencializar suas vendas, ou seja, tentariam vender a qualquer custo e de qualquer forma….. Novamente não posso e nem devo generalizar, porém sabemos que em geral é isto mesmo que pode ocorrer.

Hoje o mercado consciente desta postura, pois temos sempre vendedores em nossa casa procurando “potencializar” suas vendas em clientes com bom relacionamento, acabamos por construir uma relação baseada no duelo de força, onde abandonamos as melhores práticas em projetos, que poderiam nos propiciar menores custos e prazos dos projetos e um melhor entendimento do escopo, em troca de relacionamentos baseados em “cabo de guerra”, muito causados por esta impressão destrutiva de que se puder o vendedor vai “potencializar” suas vendas em detrimento às necessidades reais do cliente. Com uma relação comercial contaminada por este vício de mercado, dificilmente conseguiremos construir relacionamentos em que o escopo x custo x prazo sejam objetivos definidos entre o fornecedor e o cliente ao final da fase de planejamento, conforme propõe as melhores práticas do PMI. Continuaremos por contaminar o processo de execução de riscos baseados num escopo vendido mal entendido pelo cliente e uma solução requerida pelo cliente pouco entendida pelo fornecedor.


Publicado em: 10/06/2016


Refletir tratamento dos riscos

Importante ressaltar a questão de menores custos para os projetos, partindo do princípio que muitas são as ações efetuadas no cliente que são implantadas através de projetos e a busca incessante por menores custos para execução de maiores mudanças, considerando o requisito atual do mercado de agilidade contínua forçada pelos consumidores e ou nossos concorrentes. É lógico que no processo atual de venda de soluções baseado em projetos, que o custo ofertado para o cliente contemple um valor, que varia de acordo com o histórico de “desvio” e lições aprendidas de projetos anteriores, para suportar riscos identificados neste tipo de projeto. Este % de custo adicional varia de projeto para projeto e de cliente / ambiente para cliente / ambiente. Se o relacionamento com o cliente pudesse ser norteado pelas melhores práticas do PMI e fechássemos o planejamento com o custo do projeto baseado apenas no valor necessário para sua execução (Material e Mão de obra). Os riscos identificados pactuados entre cliente X fornecedor, visando seu monitoramento durante a execução do projeto e o firme propósito de ambos trabalharem pela não ocorrência destes riscos, com certeza terminaríamos o projeto com “save” de custo baseado no valor não gasto relativo aos riscos que não ocorreram ou foram evitados, devolvendo este valor para o Board utilizar na implantação de outros projetos. Esta é a forma mais produtiva e baseada num relacionamento Ganha x Ganha entre cliente e fornecedor que deveríamos aplicar esforços por implantar.

 


Publicado em: 10/06/2016


Refletir – Fornecedores

Partindo da premissa de que nas ações propostas e aplicadas no ambiente de projetos, conseguiremos “enjaular” o escopo do projeto, ou seja, conseguimos garantir que o escopo foi bem definido e bem esclarecido com o cliente e a equipe de projetos, liberando-nos para focar na sua construção e implantação, minimizando riscos embutidos ou escondidos dentro da própria especificação do escopo. Agora temos que avaliar o ambiente da empresa para definir a melhor prioridade a ser atacada, pensemos na hipótese de que temos fornecedores confiáveis e parceiros para as várias disciplinas, porém em pouca quantidade, permitindo que numa situação de venda de vários projetos e execução simultânea, corremos o risco de não termos mão de obra suficiente para atendimento dos prazos e qualidade definidos para os projetos. Se este foi um cenário mapeado na sua empresa, o PMO precisa, em conjunto com a área de Suprimentos da empresa, discutir uma estratégia de identificação de novos fornecedores para as disciplinas em risco e trabalhar por qualifica-los para atuar nos projetos da companhia. Este processo de qualificação passa por verificar quais clientes foram atendidos por este fornecedor, qual o nível de satisfação obtido, tipo de escopo atendido, qualificação técnica dos profissionais do fornecedor, muitas vezes seus clientes requerem profissionais com certificações específicas em disciplinas para permitir sua atuação no projeto. Após esta avaliação inicial, onde se verifica também, pela equipe disponível no fornecedor, qual é a capacidade / quantidade de projetos que podem tocar simultaneamente, uma expectativa ao menos, passamos para o passo de contratação direta do referido fornecedor para atendimento de pequenos escopos dentro de projetos que não estejam em risco de prazo e qualidade. Esta avaliação se faz necessária para analisar a forma de atendimento deste fornecedor para este pequeno escopo e dando condições de analisar qual será sua postura no atendimento de escopo maior e de mais criticidade. Durante a fase de teste verifique como o fornecedor e sua equipe lida com pressão imposta por atendimento de prazo e custo. O processo de aquisição de materiais e serviços para o atendimento dos projetos cada dia mais precisa ser encurtado e maximizado em termos de custo, prazo e qualidade, precisando construir parcerias que permitam estes resultados liberando mais tempo para a execução do projeto e no atendimento de desvios que normalmente ocorrem durante sua execução.


Publicado em: 22/06/2016


Refletir os Stakeholders

Precisamos atuar continuamente em duas frentes de trabalho, uma via PMO junto aos GPs e equipe de projeto, visando aprimorar as melhores práticas propostas pelo PMI e adequadas ao tamanho e complexidade dos projetos, visando dar a todos os Stakeholders do projeto visibilidade adequada do status atual do projeto, procurando obter de todos a melhor participação e ação de atendimento e ou de correção necessárias. Toda vez que um Stakeholder tiver uma visão distorcida do status atual do todo ou parte do projeto, este estará atuando positiva ou negativamente em relação ao projeto, em geral tentando corrigir o que entende estar errado ou manter o que entende estar certo, porém nem sempre colaborando de forma adequada para o melhor resultado para o projeto. A outra frente de trabalho deveria estar ligada ao esclarecimento junto à área comercial da empresa fornecedora conscientizando-os de que construir estes relacionamentos comerciais baseados em atendimento da necessidade do cliente através de projetos deverá ser construída em uma base mais sólida, visando implantar a melhor prática de fechar o escopo X prazo X custo somente ao final da fase de planejamento. Não estou aqui propondo uma ação ingênua e simplista, pois o relacionamento entre as empresas, baseado em atendimento via projetos, já está bastante desgastado, porém suficientemente maduro para fazer as duas partes entenderem a necessidade de melhorar este processo e construir melhores relacionamentos, resultados e menores custos para os projetos.


Publicado em: 30/06/2016


Refletir – Riscos compartilhados

Importante ressaltar a questão de menores custos para os projetos, partindo do princípio que muitas são as ações efetuadas no cliente que são implantadas através de projetos e a busca incessante por menores custos para execução de maiores mudanças, considerando o requisito atual do mercado de agilidade contínua forçada pelos consumidores e ou nossos concorrentes. É lógico que no processo atual de venda de soluções baseado em projetos, que o custo ofertado para o cliente contemple um valor, que varia de acordo com o histórico de “desvio” e lições aprendidas de projetos anteriores, para suportar riscos identificados neste tipo de projeto. Este % de custo adicional varia de projeto para projeto e de cliente / ambiente para cliente / ambiente. Se o relacionamento com o cliente pudesse ser norteado pelas melhores práticas do PMI e fechássemos o planejamento com o custo do projeto baseado apenas no valor necessário para sua execução (Material e Mão de obra). Os riscos identificados pactuados entre cliente X fornecedor, visando seu monitoramento durante a execução do projeto e o firme propósito de ambos trabalharem pela não ocorrência destes riscos, com certeza terminaríamos o projeto com “save” de custo baseado no valor não gasto relativo aos riscos que não ocorreram ou foram evitados, devolvendo este valor para o Board utilizar na implantação de outros projetos. Esta é a forma mais produtiva e baseada num relacionamento Ganha x Ganha entre cliente e fornecedor que deveríamos aplicar esforços por implantar.


Publicado em: 18/07/2016


Refletir – Prioridades da empresa

Partindo da premissa de que nas ações propostas e aplicadas no ambiente de projetos, conseguiremos “enjaular” o escopo do projeto, ou seja, conseguimos garantir que o escopo foi bem definido e bem esclarecido com o cliente e a equipe de projetos, liberando-nos para focar na sua construção e implantação, minimizando riscos embutidos ou escondidos dentro da própria especificação do escopo. Agora temos que avaliar o ambiente da empresa para definir a melhor prioridade a ser atacada, pensemos na hipótese de que temos fornecedores confiáveis e parceiros para as várias disciplinas, porém em pouca quantidade, permitindo que numa situação de venda de vários projetos e execução simultânea, corremos o risco de não termos mão de obra suficiente para atendimento dos prazos e qualidade definidos para os projetos. Se este foi um cenário mapeado na sua empresa, o PMO precisa, em conjunto com a área de Suprimentos da empresa, discutir uma estratégia de identificação de novos fornecedores para as disciplinas em risco e trabalhar por qualifica-los para atuar nos projetos da companhia. Este processo de qualificação passa por verificar quais clientes foram atendidos por este fornecedor, qual o nível de satisfação obtido, tipo de escopo atendido, qualificação técnica dos profissionais do fornecedor, muitas vezes seus clientes requerem profissionais com certificações específicas em disciplinas para permitir sua atuação no projeto. Após esta avaliação inicial, onde se verifica também, pela equipe disponível no fornecedor, qual é a capacidade / quantidade de projetos que podem tocar simultaneamente, uma expectativa ao menos, passamos para a etapa de contratação direta do referido fornecedor para atendimento de pequenos escopos dentro de projetos que não estejam em risco de prazo e qualidade. Esta avaliação se faz necessária para analisar a forma de atendimento deste fornecedor para este pequeno escopo e dando condições de analisar qual será sua postura no atendimento de escopo e criticidade maiores. Durante a fase de teste verifique como o fornecedor e sua equipe lida com pressão imposta por atendimento de prazo e custo. O processo de aquisição de materiais e serviços para o atendimento dos projetos cada dia precisa mais ser encurtado e maximizado em termos de custo, prazo e qualidade, precisando construir parcerias que permitam estes resultados, liberando mais tempo para a execução do projeto e no atendimento de desvios que normalmente ocorrem durante sua execução.


Publicado em: 15/08/2016


Refletir – Habilidades interpessoais

Habilidades interpessoais - Soft Skills - tem se mostrado cada vez mais prioritárias desenvolver para o sucesso dos GPs em seus projetos. Os projetos e as pessoas envolvidas estão ficando cada vez mais complexos

Partindo da premissa que o PMO continuará atento para identificar dificuldades adicionais que possam afetar negativamente a execução dos projetos, como por exemplo, melhoria de custo/prazo/qualidade de um entregável do projeto, atuação para mitigação prévia de riscos recorrentes nos projetos, melhoria contínua da qualificação técnica de participantes da equipe do projeto, entre outras questões mapeadas, agora vamos focar os comentários nas habilidades interpessoais do GP e da equipe de projetos. Como é bem sabido por todos que atuam em projetos, as pessoas são, em sua maioria das vezes, o foco da solução dos problemas, mas também a causa de muitos dos problemas enfrentados. Principalmente por questões relativas aos aspectos comportamentais da equipe do projeto. Vamos destacar alguns pontos de relevância para nossa conversa:

  1. Liderança e tipos de liderança;
  2. Identificar o que motiva as pessoas envolvidas no projeto;
  3. Habilidades interpessoais:
  4. Resiliência;
  5. Negociação;
  6. Comunicação;
  7. Raciocínio lógico e analítico;
  8. Administração de conflitos;
  9. Solução de problemas;
  10. Organização e administração do tempo;
  11. Capacidade de delegação de tarefas;

É verdade que muitas destas características acima destacadas podemos ter pessoas que nascem com algumas delas mais desenvolvidas que outras, porém precisamos saber onde estão nossas deficiências e ter a certeza de que conseguiremos melhorar do estágio que estamos para outro acima, mesmo que não tenhamos estas habilidades bem estruturadas em nossa personalidade. Tenham a certeza de que todos os temas acima destacados têm peso e importâncias relevantes para uma boa gestão de projetos, na busca pelos resultados mapeados/definidos. Similarmente, quando um fisiologista identifica num jogador de futebol uma musculatura não adequadamente forte para suportar o esforço empreendido em certos jogos, causando lesões frequentes no jogador, propõe para o jogador alguns exercícios específicos para fortalecer a referida musculação fragilizada, da mesma forma, habilidades pouco desenvolvidas nas pessoas que atuam em projetos podem ser melhoradas, se houver o esclarecimento destes pontos, para obter bons resultados e daí definir um padrão de “exercícios” para melhorar o desempenho. Se sua empresa tem um prêmio por atingimento de metas, estas habilidades específicas devem fazer parte do prêmio deste profissional, visando motivá-lo a buscar os resultados e eleger uma forma justa e adequada de medir, se houve evolução nestes aspectos que serão objeto de prêmio. Existem várias formas de ajudar as pessoas a identificar suas fragilidades, muitas delas através de dinâmicas de grupo, palestras sobre certos aspectos, onde fazemos crescer a percepção de que esta habilidade é importante e fará diferença adquiri-la no mais breve possível. Depois de identificadas as fragilidades, verificar quais são mais prioritárias melhorar, prover um programa que permita elaborar este desenvolvimento e medi-lo para a devida parabenização do profissional pelas metas atingidas.

Vale lembrar que o GP não é o único “ator” que deve ter estas qualificações desenvolvidas ou melhoradas, hoje já temos suficiente conhecimento de que o trabalho do projeto é em equipe e que ter um bom maestro não garante ter uma boa sinfonia. Precisamos dos músicos “afiados e bem treinados”. Precisamos identificar fragilidades nos participantes da equipe de projeto, especialmente se sua empresa é projetizada, ou seja, obtêm a receita de sua subsistência através da venda de serviços entregues através de projetos. Uma empresa projetizada está a todo o momento mobilizando e desmobilizando equipes envolvidas em projetos e precisa melhorar as qualificações dos participantes para atuarem de forma mais eficiente, buscando os melhores resultados.

As habilidades interpessoais cada vez mais propõe que o GP saiba trabalhar em equipe e mobilizá-la para o cumprimento dos objetivos do projeto


Publicado em: 17/08/2016


Refletir – Comunicação

Vamos falar sobre uma das características mais importantes que precisam ser desenvolvidas tanto no GP como na equipe do projeto para obtermos bons resultados em projetos à A comunicação. Um orientador meu me disse e nunca mais esqueci esta máximaè Comunicar não é o ato de falar, mas sim o ato de se fazer entender.

Desta máxima assim colocada, quem precisa passar uma informação / notícia / orientação e requer que seja bem assimilada, precisa também se preocupar com o público a que estará fazendo esta comunicação, visando saber qual será a melhor forma de fazê-la e também como poderá avaliar se foi bem assimilada pelos participantes. Se o público é numeroso, mais de 10 pessoas poderá requerer de você que verifique a diversidade de formação e características no grupo e quanto mais importante for que todos entendam a comunicação, que você separe-os em grupos menores por perfil, visando permitir que a comunicação seja dada de forma adequada para cada um dos grupos. Caso não haja condições de agir desta forma, precisará ter condições de aferir quanto e o que cada um entendeu ou absorveu da comunicação aplicada. Existem dificuldades até em comunicações simples do dia a dia, pois precisamos ter condições de nos comunicar eficientemente nestas pequenas comunicações diárias e existem projetos que são fortemente afetados por erros no entendimento de diretrizes que precisamos adotar e que se mal entendidas, causarão prejuízo aos resultados do projeto. Pensemos na forma que cada pessoa percebe seu meio e analise qual será a melhor forma de passar a sua comunicação aos envolvidos. Vale a pena lembrar que existem diferenças entre as pessoas e que caracterizam a forma como ela entende e absorve seu meio. Buscando auxílio na Psicologia, temos o visual, o auditivo e o sinestésico, algumas das características que podem ser consideradas para analisar seu público alvo. Existem outras formas de analisar seu público alvo, algumas mais complexas e outras menos complexas, só citei para fazer perceber que apesar de parecer fácil nos comunicar, dependendo da importância e da complexidade do que se deseja comunicar e o grau de entendimento que se deseja que a comunicação tenha, precisamos estudar nosso público alvo e fazer algumas adaptações em nosso “discurso” para que sejamos corretamente compreendidos e os resultados sejam obtidos conforme a necessidade requer no projeto.


Publicado em: 17/08/2016


Refletir – Comunicação – continuação…

No texto anterior coloquei a seguinte frase que quero retomá-la para uma breve reflexão de como é importante este aspecto da comunicação nos projetos:

“Existem dificuldades até em comunicações simples do dia a dia, pois precisamos ter condições de nos comunicar eficientemente nestas pequenas comunicações diárias.”

Imaginemos a seguinte situação simples de se parabenizar um profissional por uma boa atitude ou resultado obtido num projeto. Vamos considerar a seguinte característica analisada e intrínseca ao comportamento humano, estudado pela psicologia e superficialmente apresentado por mim a seguir:

Pessoas visuais à pessoas que fazem a leitura do meio que vivem fortemente em função do que vêm.

Pessoas auditivas à Pessoas que fazem a leitura do meio que vivem fortemente em função do que escutam.

Pessoas sinestésicas à pessoas que fazem a leitura do meio que vivem fortemente em função da experimentação que fazem.

Uma psicóloga diz que uma pessoa sinestésica precisa treinar fazer o que lhe é ensinado, não aprende direito só com apostilas e explicações de lousa, por exemplo.

Retomemos a proposta inicial de parabenizar um profissional da equipe do projeto. Se a pessoa for uma pessoa sinestésica, precisaremos abraça-la ou no mínimo apertar sua mão, pois do contrário não ficará caracterizado, por ela, que foi parabenizada. Uma pessoa auditiva se fizer da mesma forma, poderá não gostar da postura, pois gostaria de ter ouvido mais do que ter sido tocada. Notem como simples comunicações do dia a dia, criando-se desvios e estes acumulados através do prolongamento do relacionamento em um projeto de longo prazo, podem afetar positiva ou negativamente o projeto. Analisando desta forma conseguimos entender um pouco porque as equipes estão tão desgastadas ao final dos projetos e parece ser uma boa postura revigorar a equipe fazendo a troca de alguns componentes para seguir para outro projeto. Vamos refletir em nosso dia a dia este aspecto de nos comunicarmos adequadamente considerando o nosso interlocutor e com certeza estaremos minimizando vários problemas que ocorrem em projetos ou no mínimo postergando a incidência de problemas que costumam ocorrer mais cedo em função da má qualidade da comunicação efetuada.


Publicado em: 16/09/2016


Refletir – Sinergia nas áreas “meio”

Outro aspecto relevante para as boas práticas em projetos, que gostaria de compartilhar com vocês, é a questão da sinergia entre as áreas que executam os processos técnicos / administrativos que dão suporte aos resultados necessários dos projetos. Estou falando das áreas suporte para o projeto, tipo área de compras / suprimentos, fiscal, contabilidade, almoxarifado, comercial, entre outras áreas “meio” que fazem o projeto evoluir de forma direta ou indiretamente. Sempre que possível devemos ter um evento que dá “GO” (Kick off) no projeto dentro da área executora do projeto. Neste evento devemos identificar os “atores” importantes para os resultados do projeto, informando-os do “papel” que devem assumir e os prazos que devem cumprir. A área meio deve cumprir prazos e a área executora deve disponibilizar informações e ou recursos para que a área meio tenha tempo exequível para entregar suas obrigações para o projeto.

Os Stakeholders que participam da equipe do projeto via atuação nas áreas “meio, precisam ser convidados a participar dos resultados que a área fim deve produzir, onde geramos a receita para a sobrevivência da empresa. Precisamos ter estes Stakeholders comprometidos e alinhados com o cronograma do projeto, precisamos da equipe do projeto o alinhamento dos prazos que estas áreas precisam atender com os processos estruturados para as várias necessidades que o projeto requer.

Toda vez que um destes Stakeholders não é conscientizado / comprometido com os prazos e resultados que é o responsável, o projeto pode consumir mais tempo do que foi previsto em cronograma. Não existe milagre, ou como diz um ditado bem popular, “não existe almoço grátis”. Ao confeccionarmos um cronograma no início do projeto, considera-se um prazo para que alguns processos sejam executados para que outros sucessores possam também ser executados. Se o prazo previsto não for atendido ou o resultado não é o que inicialmente foi requerido, precisando ser retrabalhado, os próximos prazos precisarão ser menores para não atrasar o prazo final do projeto, especialmente se estas atividades participarem do “caminho crítico” do projeto.

Uma das anomalias mais fortes identificadas nas empresas hoje é a característica de “feudalização” das áreas, característica que marca fortemente a estanqueidade das áreas, ria dificuldades e não permite que o projeto consuma o prazo previsto inicialmente no cronograma. Precisamos conscientizar todos os participantes de cada área que trabalhamos numa empresa projetizada e que os componentes destas áreas, seja em que processo for, é agente deste projeto e precisa trabalhar para o cumprimento dos prazos pactuados com o cliente, prazos estes  que invariavelmente foram comprometidos através do cronograma do projeto. Não há como atingir metas ou ter o cumprimento de prazos finais do projeto se os prazos intermediários não forem também cumpridos. O que mais tem afetado os projetos é o efeito “sanfona”, que ocorre quando as atividades iniciais ou intermediárias do projeto começam a atrasar, criando outros caminhos críticos no projeto, como invariavelmente não conseguimos repactuar com o cliente uma nova data final de projeto, precisamos apertar as atividades futuras para serem executadas em prazos cada vez menores, daí o efeito “sanfona” que vamos aplicando nas atividades futuras do cronograma, apertando-as indefinidamente, até que o prazo não se torne mais exequível com os recursos previstos e precisamos repactuar o prazo ou o custo aplicado para sua execução.

Reitero a importância de que haja palestra / Workshop com os componentes das áreas participantes do projeto, visando esclarecê-los destes aspectos, conscientizando-os dos impactos que podem causar e convidando-os a participarem de forma pró ativa no cumprimento dos prazos do projeto.


Publicado em: 23/09/2016


Refletir – Planejamento

Devemos aplicar muito cuidado ao processo de planejamento do projeto, do contrário iremos ter muito retrabalho durante a execução do projeto. Este tempo adicional com certeza não foi previsto

Agora gostaria de compartilhar com vocês um aspecto interessante das melhores práticas em gerenciamento de projetos. Sou instrutor em cursos regulares em gerenciamento de projetos e costumo fazer um pergunta, que considero interessante, visando esclarecer a questão que tanto falamos em “planejamento”.

A pergunta é simples e busca respostas simples, pois conseguiremos tirar o resultado, apesar da simplicidade das respostas obtidas ao grupo que costumo questionar. Normalmente questiono ao grupo de alunos (10 a 20 participantes em geral), para que me sintetizem em 3 palavras o que entende por planejamento. Encorajo os alunos a pensar simples e sintetizar em poucas palavras. Acabo coletando um conjunto de em média 10 a 15 palavras ou frases que visam, sob a ótica dos alunos, sintetizar o que seja planejamento. Normalmente recebo as seguintes palavras ou frases:

  1. Organizar
  2. Planejar as atividades
  3. A partir de um escopo definido, fazer a entrega dentro do prazo e do custo
  4. Estruturar as atividades para um objetivo
  5. Identificar meios para atender os requisitos no prazo e custo
  6. Etc…..

Após esta coleta de palavras ou frases no grupo, que acaba não consumindo mais que 15 minutos, pergunto-lhes se posso misturar todas as frases e palavras ditas numa panela e disto tudo poderia tirar o planejamento? Ou seja, posso excluir algo dito como não sendo parte do processo de planejamento? Se não foi hábil suficiente ou se o tema é complexo o suficiente para sintetizar em 3 palavras, a junção de todas elas, se não forem contestadas, e normalmente não são, todas somadas completam o que é “planejamento”, apesar de não encerrar o tema por completo.

Após este exercício e partindo do princípio que todos pensaram no processo, eu questiono se fizéssemos outra dinâmica, dando a cada participante o mesmo projeto e partindo da síntese apresentada e entendida pelo grupo teria o mesmo resultado no planejamento solicitado a cada aluno? Mesmo que eles trabalhassem na mesma empresa??

Chegamos à conclusão de que não teríamos o mesmo resultado, mesmo que todos trabalhassem na mesma empresa, pois cada um tem um conceito diferente ou procura executar o planejamento por meios diferentes, apesar de buscar o mesmo resultado.

Após algumas discussões acaloradas, conseguimos chegar à conclusão que, partindo do conhecimento adquirido na empresa, os processos estabelecidos e as melhores práticas implementadas em gerenciamento de projetos, deveríamos ter o mesmo resultado ou muito próximo de todos os participantes. A princípio a diferença deveria ser pela experiência e habilidade maior do GP que estivesse à frente do processo de planejamento, porém deveríamos ter os mesmos entregáveis previstos no processo.

Após algumas outras discussões acaloradas, conseguimos chegar à conclusão que, o processo de planejamento, para que fosse o mesmo para todos os profissionais da empresa, deveria ser um roteiro compilado com as melhores práticas da empresa e do ramo de negócio, visando dar orientação dos passos e entregáveis que precisam ser gerados para que o planejamento, como é entendido, pensado e adquirido com a experiência, deveria ser um roteiro contendo cada passo a ser executado para obtenção destes resultados requeridos num processo de planejamento. Conseguimos entender um pouco isto, quando pensamos que cada empresa tem processos de negócio e internos diferentes, que precisam ser atendidos para que os resultados comecem a se materializar. Muitas vezes não fazer as coisas de acordo e na ordem devida, pode consumir mais tempo e as vezes nem obter os resultados objetivados.

Façam uma experiência, procurem desenvolver um roteiro com o passo a passo para obter estes resultados, compilado da experiência de todos os GPs da empresa, considerando os processos necessários para atender cada passo, gerar os resultados conforme requerido por cada área envolvida e produzir os entregáveis que as melhores práticas em gestão de projetos propõem.

Poderíamos ficar falando a respeito deste tema muito mais tempo, mas ficarei por aqui, esperando que façam esta experiência proposta acima e procurem elaborar um roteiro para orientar os envolvidos a produzirem os melhores resultados no seu processo de planejamento.

O planejamento não deve ser um processo livre na empresa e sim um processo estruturado, de orientação e que aprende constantemente, registrando o aprendizado das lições aprendidas


Publicado em: 02/12/2016


Refletir – Check-list e MMPO

Se agora, além de confeccionarmos um roteiro para obter o melhor resultado num processo de planejamento de um projeto, partíssemos também para confeccionar um “check-list” considerando as melhores práticas em gerenciamento de projetos identificadas na sua empresa, para cada área de conhecimento ou pelo menos para as mais importantes e este check-list fosse utilizado pela equipe de gestão para obter os melhores resultados no gerenciamento, o que acham que ocorreria? Nossa experiência nos mostrou que, se não fosse a dificuldade de coletar estas informações manualmente e depois compila-las para uma análise analítica e sintética, visando entender se estamos realmente aplicando as melhores práticas em gerenciamento de projetos, obteríamos melhores resultados nos nossos projetos, sem dúvida alguma. Já ficou caracterizado que o check-list permite que não esqueçamos de passou importantes requeridos para a empresa e que se o GP ou a equipe discordam, há um questionamento que normalmente gerará aprendizado para todos os envolvidos na situação. Ocorre que exigir que um processo como este, necessário e benéfico para obter melhores resultados em gerenciamento de projetos, cobra um custo operacional do GP e de sua equipe que é de difícil pagamento operacional.

Pensando nisto foi construída uma aplicação que permite trabalhar com este conceito de forma otimizada, utilizando-se de parâmetros ou métricas para gerar indicadores de que as melhores práticas estão ou não sendo atendidas e ou aplicadas durante o processo de gerenciamento do projeto e fica à disposição e consulta numa aplicação na Nuvem. A aplicação além de facilitar o registro da evolução e atendimento da execução destas boas práticas em gerenciamento de projetos, permite também acesso futuro ao histórico do projeto e elaboração mais confiável das lições aprendidas, tão faladas pelo mercado e tão pouco aplicadas, por falta de subsídio e postura do seu tratamento.

MMPO


Publicado em: 29/12/2016


WBS – Entregáveis e processo de fabricação

Umm cronograma baseado numa WBS bem elaborada é o primeiro passo para o sucesso num projeto

 

O QUE É UM PROJETO?

Projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único.

Iniciei nossa reflexão recordando a definição do PMI para projeto. Apesar de ser um serviço ou resultado único, muitos dos projetos que executamos em nossa empresa são repetições (entregáveis) de projetos anteriores. Se sua empresa vende projetos, posso sugerir um número de 80% no mínimo é repetição (entregáveis) de projetos anteriormente já executados. Não posso assumir esta postura como regra geral, porém tampouco que não pode ser utilizada como premissa para muitas empresas no mercado. Se sua empresa pode ser analisada por esta ótica, considerando navegarmos este percentual entre 90% e 20% de “repetições” (entregáveis) de outros projetos, poderemos refletir sob a ótica que apresentarei abaixo e concluirmos alguma coisa interessante.

Uma WBS bem elaborada auxilia todas as demais disciplinas estudas pelo PMI a obterem sucesso

Utilizando uma WBS genérica (exemplo acima) e se pudermos identificar que 80% ou boa parte dos entregáveis já foram providenciados em projetos anteriores, considerando que o tamanho e o esforço aplicado pode ser diferente entre os entregáveis dos projetos diferentes, porém o processo produtivo que o confecciona e a responsabilidade de execução pode ser a mesma. Se conseguimos determinar para entregáveis iguais de projetos diferentes um processo de “fabricação” e um responsável pela execução / gestão deste entregável, estaremos diminuindo consideravelmente as surpresas do seu projeto e buscando a cada projeto / entregável obtido, produzir não só o entregável, como também métricas para sua confecção relacionadas ao tamanho e esforço aplicados.

Com o tempo boa parte dos entregáveis do seu projeto estarão debaixo de processos conhecidos pela empresa e com conjunto de atividades conhecidas, com métricas que podem ser estimadas com bastante precisão e que auxiliarão na confecção de cronogramas mais acurados e aderentes, bem como a identificação de riscos rotineiros e lições aprendidas para a melhora do processo produtivo em questão.

Este trabalho proposto nesta reflexão pode parecer difícil e exaustivo, porém reconhecendo que a WBS dos projetos é uma estrutura estável, pois se os projetos se repetem, os entregáveis em geral também se repetem, identificar e construir processos produtivos para confecção destes entregáveis, que se repetem, poderá ser feito na linha do tempo, gradualmente à medida em que os projetos são executados, melhorando os resultados dos projetos futuros, enquanto testa a eficácia daqueles que estão sendo confeccionados através dos processos já prontos e comparados com os outros que ainda não tem, permitindo concluir que o esforço de completar os demais trará ou não os resultados previstos.

As melhores práticas propostas pelo PMI, quando bem executadas, trazem resultados positivos para os projetos


Publicado em: 05/01/2017


Refletir – Efetividade em gestão de projetos

Projetos similares deveriam, desde que os resultados anteriores tenham sido positivos, basear-se na mesma metodologia para obter os mesmos resultados

Não podemos negar que a frase abaixo explicitada é verídica e altamente impactante.

Um projeto bem sucedido garante não somente vantagem competitiva, mas é uma experiência gratificante e estimulante para toda a instituição.”

Os projetos ao longo do tempo passaram de obras ou empreendimentos únicos, simples, para obras ou empreendimentos múltiplos extremamente complexos, onde prazos, preços e qualidade são fundamentais. Os projetos modernos envolvem, não somente, uma grande diversidade de profissionais, mas também diversas empresas. Essa complexidade torna a tarefa de gerenciar projetos uma difícil missão.

Altos investimentos em tecnologia e capacitação de pessoal não têm mudado sensivelmente essa realidade.

Pesquisa realizada junto a executivos responsáveis ou engajados em esforços de projetos, sobre o tipo de problema possível na condução de um projeto mostrou um foco em ferramentas e coordenação com pouca preocupação de nível mais estratégico. Ai está o resultado. (Gartner)

grafico_pizza    Ferramentas   66%

  Coordenação 19%

Estratégia     15%

Nota-se fortemente que projetos similares na empresa, gerenciados por pessoas diferentes, não deveriam abdicar das melhores práticas já utilizadas e testadas em outros projetos similares executados na empresa. Ocorre que não é bem isto que acontece, os dois projetos serão gerenciados, apesar da metodologia vigente, da forma que o GP e sua equipe se sentem mais confortáveis e com os valores já absorvidos por eles. Muitas empresas são inflexíveis quanto a permitir a não utilização da metodologia vigente na empresa, porém mesmo assim nota-se que o gerenciamento é marcado por um personalismo muito forte dentro das equipes. Muitas vezes a boa prática acaba não sendo atendida por detalhes, cada gestor entende de forma diferente como executá-la ou evidenciá-la e aí teremos resultados diferentes. Vamos a um exemplo para esclarecer melhor à Como evidenciar que os 2 GPs e suas equipes de gestão validaram que o escopo contido na proposta foi integralmente transferido, na forma de entregáveis (WBS), para o cronograma? Muitas destas posturas, quando não evidenciadas e validadas, podem e com certeza proporcionarão problemas no futuro, podendo, neste exemplo, deixar um entregável de fora do cronograma e consequentemente não será produzido pela respectiva equipe de produção. Propomos também como estratégia de gerenciamento que o PMO ou alguém por ele definido, periodicamente valide estas evidências produzidas durante a execução da gestão do projeto e analise qual é o “índice” de qualidade apurado no processo, verificando os riscos de problemas futuros em função do baixo índice de qualidade da gestão do referido projeto. Vale lembrar que a gestão do projeto também precisa produzir entregáveis e estes, de forma periódica e sistemática, deveriam ser validados para saber quanto a equipe de gestão está “caprichando” na confecção dos resultados do processo de gerenciamento de projetos. Quando anteriormente comentamos sobre a confecção de um check-list para orientar o processo de gestão dos projetos, o processo de planejamento, por exemplo, propomos que cada item do check-list também contemple a forma que se espera que este “passo” ou “entregável” proposto seja evidenciado para futura análise de um processo de quality assurance. Pare para refletir e verificar que é necessário que a produção gerada pela gestão do projeto tenha qualidade e seja orientada a produzir as evidências corretamente, propondo que todos os gestores atuem para produzir a mesma entrega e com a mesma qualidade.

A efetividade em gerenciamento de projetos passa obrigatoriamente pela obtenção de maturidade das equipes envolvidas nos projetos


Publicado em: 16/01/2017


Refletindo novamente – habilidades interpessoais

As habilidades interpessoais dos gerentes de projeto têm sido cada vez requeridas visto o aumento da complexidade dos resultados e dos Stakeholders envolvidos

De tudo que apresentamos nos textos anteriores, quase a totalidade requer que o GP e a equipe de gestão do projeto tenham habilidades interpessoais desenvolvidas, tipo disciplina, boa capacidade de comunicação, sempre lembrando que comunicar não é o ato de falar e sim o de ser compreendido. Enfim, não adianta termos templates prontos para facilitar a aplicação da metodologia de gestão do projeto, se o GP e sua equipe não aplicam disciplina em preencher os templates com informação concisa e aderente ao que está ocorrendo no projeto. Já participei de processos de auditoria na metodologia de gerenciamento de projetos e o que li em diversos dos templates preenchidos não me deixaram satisfeito do resultado que entregaram. Há a necessidade de se discutir o tamanho da metodologia que deverá ser adotada considerando o tamanho e complexidade do projeto, porém mesmo assim procedendo previamente, não há a garantia de que o conteúdo preenchido nos templates mínimos definidos terá a qualidade que o processo de gestão requer para obtermos o melhor resultado do projeto.

Quando não atentamos para algumas características da metodologia de gestão de projetos, por exemplo, a qualidade da informação registrada nos templates, estamos gerando riscos para o projeto que nem estão sendo mapeados. Por exemplo, algum stakeholder poderá requerer resultados diferentes do que foram acordados e somente o registro bem efetuado poderá dirimir estas divergências ao longo do projeto, evitando que o ônus recaia sobre o GP e sua equipe, para justificar os custos e prazos adicionais que qualquer alteração exigir e que não conseguirmos justificar como responsabilidade do cliente.

Outro exemplo simples que posso citar e que ocorre rotineiramente. O preparo prévio para uma reunião com o cliente, onde devemos divulgar previamente a pauta da reunião, requerendo que cada responsável envie um representante que tenha “poder” para decidir sobre o tema em foco. Avaliar quais resultados precisará obter da reunião, de seus participantes e também procurar identificar quem ou quais participantes serão resistentes aos objetivos propostos, analisando o que poderemos propor como saída para um provável impasse que poderá se apresentar durante a reunião….. Muitas das reuniões com este perfil são postergadas porque não estarão presentes pessoas com “poder” de decisão ou porque o tema não foi divulgado previamente, gerando dificuldades para que os participantes tenham pensado antecipadamente no assunto, requerendo tempo adicional para isto. Tudo isto partindo do pressuposto que as pessoas estarão bem intencionadas para com o projeto, porém se algum stakeholder não quiser o resultado ou o encaminhamento para este resultado, terá facilidades, que o GP estará propiciando, quando não faz o devido preparo para a reunião, onde busca decisões importantes para a evolução do seu projeto.

Lembremos que nem todos os envolvidos estarão explicitamente dizendo quanto não concordam com os resultados do seu projeto, muitos perderão poder quando o projeto for implementado e não compartilharão desta sua preocupação, porém poderão trabalhar para que os resultados atrasem e ou não se justifiquem… Vale lembrar que seu cronograma nem sempre foi elaborado prevendo que uma determinada reunião vá precisar de muitos reuniões para se obter o referido resultado previsto. Este desvio com certeza provocará atraso ou risco, inevitavelmente. Ou seguramos as atividades futuras enquanto a decisão não ocorre ou liberamos algumas atividades prévias, correndo o risco de que a decisão seja diferente da orientação passada e teremos retrabalho. Seja qual for o caminho teremos perdas originadas na forma mesmo “disciplinada” de executarmos os registros do projeto e ou a execução de uma reunião de decisão do projeto.

Potencialize suas habilidades interpessoais (Soft Skills) buscando estudos adicionais e ou treinamentos específicos


Publicado em: 30/01/2017


Vamos Refletir – Aspectos políticos e processuais

Como é bem sabido por todos que atuam em projetos, as pessoas são, em sua maioria das vezes, o foco da solução dos problemas, mas também a causa de muitos dos problemas enfrentados. Principalmente por questões relativas aos aspectos comportamentais da equipe do projeto. Vamos relacionar abaixo alguns pontos de relevância:

  1. Liderança e tipos de liderança;
  2. Identificar o que motiva as pessoas envolvidas no projeto;
  3. Habilidades interpessoais:
    1. Resiliência;
    2. Negociação;
    3. Comunicação;
    4. Raciocínio lógico e analítico;
    5. Administração de conflitos;
    6. Solução de problemas;
    7. Organização e administração do tempo;
    8. Capacidade de delegação de tarefas;

Além dos aspectos acima apresentados que precisam ter prioridade de aprendizado / desenvolvimento e ou aprimoramento por parte do Gestor e dos integrantes da equipe de projetos, vale salientar também que outros conhecimentos gerais devem também ser foco de estudo por parte do Gestor e da equipe de projetos. Conhecimentos básicos dos processos contábeis da empresa, contas à pagar, à receber, auditoria, entre outros processos que caracterizam a operação de uma empresa. Pode parece exagero, porém quantas foram às vezes em que GPs e ou integrantes da equipe de projetos negligenciaram certos aspectos dos processos internos e acabaram por pagar preço altíssimo por esta postura. Quando pessoas ou áreas da empresa são chamadas a validar ou verificar os processos disparados pelo seu projeto, não vão relevar / considerar em que condições o seu projeto foi exposto para que se portasse desta ou daquela maneira. Serão rápidos em analisar se o processo está alinhado com as melhores práticas do mercado e com a orientação interna da empresa. Muitas vezes acabamos liberando a compra de um determinado componente / equipamento no projeto sem antes coletar formalmente o aval do especialista do tema. Pode ocorrer que em determinado estágio do projeto, em função de resultados inesperados obtidos, haverá a necessidade de apurar-se a responsabilidade pelas decisões adotadas para os resultados obtidos. Eventualmente a empresa poderá passar por processos de auditoria interna ou externa e precisamos ter em mente que nossos processos precisam permitir que sejam auditados, ou seja, precisamos confeccionar os processos de forma que permitam auditoria, permitam identificar o(s) aprovador(es) de cada estágio e também que as melhores práticas propostas foram adotadas, em caso diferente, precisa existir a justificativa e o contexto que propôs que houvesse a tomada de decisão diferente, bem como o aval de alguém que concordou que o processo evoluísse desta maneira. Quantas vezes verificamos situações em que o GP e os componentes da equipe de projeto pulam etapas visando obter melhores resultados para o projeto e posteriormente se veem às voltas com a necessidade de se justificarem pelas atitudes tomadas e convivendo com a dificuldade em apresentar as evidências que justifiquem as decisões adotadas.

Outro aspecto que também precisa ser relevado e corretamente apreendido é o “político”, ou seja, precisamos primeiro apreender o que é fazer política, não o que nossos políticos “profissionais” estão nos mostrando fazer no congresso nas várias instâncias do poder. (Federal / Estadual / Municipal)

Fazer política precisa antes de uma definição acadêmica, a qual apresento singelamente abaixo, adequada ao aspecto de comunidade / empresa.

Política à denomina-se a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados (comunidade ou empresa); a aplicação desta ciência aos assuntos internos da nação (comunidade ou empresa) (política interna) ou aos assuntos externos (política externa). O termo política é derivado do grego antigo e que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou Cidade-estado (comunidade ou empresa).

Quantos não são os exemplos que temos conhecimento de empresas familiares, não só nesta situação façamos a ressalva, que muitas vezes tornamos a empresa inoperante por falta de capacidade de fazer política para efetuar a transição entre pontos de vista diferentes ou interesses conflitantes. Todos acabam perdendo porque não sabemos exercitar a arte de fazer política “corretamente”, não da forma que nos é apresentada atualmente em nossos vários níveis da política partidária em nosso país. Vamos pensar um pouco mais nestes aspectos importantes e relevantes para o aspecto de gerenciamento de projetos visando nos tornarmos mais completos e interligados aos vários aspectos que regem e comandam todos os demais participantes (stakeholders) que são convidados a participar do processo de execução de nosso projeto na empresa.


Publicado em: 23/02/2017


Refletir – Gestão de Portfólio

O gerenciamento de portfólio objetiva melhoria dos resultados nos projetos e do atendimento das estratégias da empresa

O Portfólio, conforme o PMBOK, refere-se a projetos, programas, subportfólios e operações gerenciados como um grupo para atingir objetivos estratégicos. Na mesma linha do PMBOK, o Gerenciamento de Portfólios se refere ao gerenciamento centralizado de um ou mais portfólios para alcançar objetivos estratégicos. O gerenciamento de portfólios se concentra em assegurar que os projetos e programas sejam analisados a fim de priorizar a alocação de recursos, e que o gerenciamento do portfólio seja consistente e esteja alinhado com as estratégias organizacionais.

A partir da definição exposta acima quero compartilhar com vocês algumas ilações quanto ao que conseguimos perceber de maturidade ou de efetividade em gerenciamento de portfólio no mercado. Aqui não cabe nenhuma crítica, apenas uma reflexão do nível de maturidade percebida e para que os leitores possam refletir sobre a questão.

Nota-se que a gestão do portfólio já tem um grau de maturidade adquirida para o conjunto de projetos internos da empresa, ou seja, para os projetos que são gerados em alinhamento com os objetivos estratégicos internos da empresa. Por exemplo, a diminuição de custo de uma linha de produção ou a implantação de uma automação em determinada operação visando aumento de produção. O que não se percebe com a mesma orientação são os projetos vendidos aos clientes externos, ou seja, as empresas que geram sua receita total ou parcialmente através de projetos, ainda não percebemos uma postura de gestão deste subportfólio em relação ao subportfólio de projetos internos e ambos alinhados com os objetivos estratégicos. Até pelo momento em que passamos de “vacas magras” no mercado, a venda tem sido priorizada à preço de custo quase. Neste ambiente de baixa maturidade e venda em níveis de rentabilidade tão baixos, a maturidade na gestão de portfólio, que era pequena ou inexistente, tem sido relegada a prioridade ainda mais baixa.

Minha proposta de reflexão é que mesmo vendo a dificuldade que as empresas estão encontrando em vender e até vendendo projetos à preço de custo, que procurem fazer uma gestão de portfólio priorizando a seguinte visão, totalmente alinhada com o momento em que vivemos e bastante justificável diante dos executivos. “O gerenciamento de portfólios se concentra em assegurar que os projetos e programas sejam analisados a fim de priorizar a alocação de recursos, e que o gerenciamento do portfólio seja consistente …”. Notem que apliquei maior ênfase a alguns termos, até porque as empresas estão vendendo seus projetos à preço de custo, a alocação racional e dinâmica dos recursos, bem como uma gestão consistente entre os projetos vendidos, fará com que os resultados dos custos sejam minimizados e os da receita maximizados. Minha experiência tem mostrado que após a venda de um projeto para o cliente, quanto maior for a perspicácia do GP, da equipe de projeto e do comercial deste projeto, bem como a importância e capacidade de nos mobilizar do referido cliente, maior será a prioridade interna que este projeto ganhará da organização para sua execução. Não há, até o momento, um processo estruturado e maduro de gestão de portfólio que esteja preocupado minimamente com os aspectos acima destacados. Nossa experiência tem mostrado que após a venda do projeto para o cliente, temos uma equipe de projeto procurando minimizar os custos do projeto com o enjaulamento do escopo do projeto e o cliente procurando maximizar mais entregas neste escopo, pois entende que pagou caro pelo projeto e precisa minimizar o ganho do referido fornecedor. Como ainda fazemos propostas comerciais pouco detalhadas, pois o vendedor, mesmo de tecnologia, ainda procura vender para o cliente um resultado final sem considerar o detalhe de cada entrega específica, após a venda já temos o custo fechado, o prazo definido para término do projeto e temos a equipe de projetos procurando enclausurar o escopo através de um processo de detalhamento e o cliente no sentido contrário, procurando maximizar os resultados deste projeto obtendo mais entregas, especialmente aquelas que não estão claras que não são escopo. Com este cenário, a gestão de portfólio mínima, como acima comentado, ajudaria que a empresa olhasse o conjunto dos projetos e estruturasse as compras otimizadas para todos os projetos, visando economia de escala de materiais e equipamentos envolvidos, otimização de fornecedores de mão de obra, visando não contratar mais serviço do que o fornecedor poderá atender no prazo requerido pelos projetos. Tudo isto parece óbvio, porém uma breve visita a várias empresas poderá mostrar que estes aspectos não estão estruturados e nas poucas empresas que tinham algo em execução, acabaram perdendo muitos recursos internos no enxugamento que ocorreu nas empresas e perdeu também este pequeno avanço que já tinham obtido.

A estruturação dos projetos vendidos à clientes externos em portfólios tem-se se mostrado eficaz e obtido resultados financeiros promissores


Publicado em: 13/03/2017


Refletir – Efetividade em gestão de projetos II

A metodologia de gerenciamento de projetos, algumas vezes parece algo muito pesado de se carregar. Escolha uma parte dela que melhor lhe atende e gere evidências contundentes de tudo para permitir orientar e sustentar seus passos futuros

Tenho participado de simpósios e eventos onde os expositores e participantes têm discutido a aplicabilidade completa das melhores práticas compiladas no PMBOK. A maioria dos comentários mostra que o PMBOK apresenta a totalidade das melhores práticas compiladas pelo PMI no mundo. Existe unanimidade que o conjunto de “metodologia” que deve ser elaborada a partir do conhecimento compilado no PMBOK e aplicada em cada projeto depende do tamanho e complexidade do mesmo. Já trabalhei numa empresa de software que tinha apenas um padrão de metodologia, em 2002, tanto para projetos maiores e menores, provocando que os projetos menores, mesmo após seu término e entrega para o cliente, continuavam a gerar as evidências da metodologia, visto que a empresa era certificada ISO e não permitiria, da forma que estava definido, que os projetos não tivessem o conjunto completo da metodologia definida e ofertada para a certificação ISO. Nesta nossa conversa não quero falar sobre o conjunto metodológico adequado para cada tipo e tamanho de projeto, pois o tempo seria insignificante para resumir tamanho tema complexo e polêmico, sem considerar características específicas de cada empresa e ramo de negócio.
Quero conversar com vocês sobre um aspecto mais simples e prático do processo de gerenciamento de projetos. A “evidência” de que o “ato” de gestão foi executado, visando posteriormente validar e aprender com erros, em função da forma que o “ato” de gestão foi executado. Vamos facilitar o entendimento do que estou expondo. Imaginemos que sua metodologia requeira que você avalie se o escopo contido no cronograma (entregáveis) está igual ao escopo contemplado na proposta enviada para o cliente. Inicialmente precisamos saber se a proposta tem seu conteúdo estruturado em entregáveis e estes decompostos em sub-entregáveis. Note que esta ação é básica para o sucesso do projeto, pois o cronograma será o NORTE para o controle efetivo do que será executado para entrega ao cliente e “normalmente” não há por parte da equipe de gestão uma postura de “validar” se os entregáveis da proposta estão “todos” contemplados no cronograma do projeto. Notem que não estou falando em maior ou menor quantidade de metodologia para o projeto, mas uma ação efetiva de gestão que todos os projetos precisam ter e nem sempre temos as condições adequadas para assim proceder. O PMO deveria se preocupar e atuar na proposta comercial ou caso exista muita resistência da equipe de vendas, no mínimo atuar na reunião de Kick-off no cliente, visando apresentar uma estrutura de entregáveis previstos na proposta, validando com o cliente, visando sustentar que o cronograma contemple o monitoramento e controle desta entregas.
O PMO precisa atuar não só na metodologia necessária para o tipo, tamanho e complexidade do projeto, mas principalmente, identificar os pontos chaves do processo de gestão e garantir que exista uma forma de evidenciar que a “ação de gestão” foi bem executada e caso ao final do projeto identificássemos desvios, pudéssemos voltar às evidências do processo de gestão para identificar a causa, gerando um procedimento de aprendizado e correção do processo de gestão vigente.
Avaliem internamente estes aspectos e notem que muitos projetos, apesar da metodologia existente, acabam não atingindo os resultados objetivados em função do processo de gestão não ocorrer como necessário e também não haver a geração da evidência que permitirá posteriormente validar o resultado da “ação” de gestão e em caso de erro propor o aprendizado pela equipe e na empresa.

Gere as evidências do seu processo de gestão, seja ele de que tamanho e complexidade for, ao final terá melhores resultados a partir das evidências obtidas


Publicado em: 17/05/2017


Refletir – Monitoramento de maturidade de processos

Até agora temos falado de monitoramento de maturidade dos processos de gestão de projetos, visando dar às equipes de projetos a garantia de que todos estão conhecedores das melhores práticas adotadas pela empresa e de que as estão executando, principalmente entendendo como evidenciar cada passo do processo de gestão do projeto. Agora iremos refletir sobre os demais processos, sejam eles de auditoria, nas suas diversas áreas e ramos de negócio, como os processos estruturados para suportar a confecção de resultados pré-estabelecidos na empresa. Os processos destinados a confeccionar resultados nas empresas, até que ganhem maturidade, precisam ser monitorados e seu monitoramento deve gerar as evidências de que a execução está sendo efetuada como inicialmente previsto, até porque correções sempre serão bem vindas, porém devem ser aplicadas na real forma com que o processo foi executado. Podemos chegar a conclusão de que o processo não está errado ou requer adequações, mas sua execução foi mau entendida e consequentemente mal executada.

Temos os processos de auditoria, onde os profissionais, nas diversas área de negócios, precisam evidenciar que efetivamente passaram por todos os passos do processo e divulgar para os responsáveis envolvidos, quais foram os resultados verificados na auditoria.

Voltamos a apresentar a aplicação de monitoramento da maturidade como uma boa opção para ajudar a empresa e as equipes envolvidas na obtenção da maturidade nestes processos e entender os reais motivos dos desvios que serão identificados. Percebemos que a maturidade acaba sendo obtida mais tardiamente em função também do desvio de entendimento entre quem está propondo o processo e eu executor, quanto aos reais objetivos de cada passo proposto. Entendemos que se o processo é explícito, facilmente conhecido e que sua execução pode também facilmente registrar os resultados obtidos durante a execução do processo, conseguimos entre as partes envolvidas ter o melhor entendimento e por consequência obter os melhores resultados. Vejam abaixo algumas telas da aplicação e também a possibilidade de gerar um indicador semafórico relacionado com o grau de aderência da execução com o que foi proposto.

A caixa de texto aberta no meio da tela é uma orientação para uma das perguntas a serem atendidas do check-list elaborado, cada uma das frases tem uma orientação específica. Cada frase tem um peso específico no computo geral da aderência do indicador semafórico elaborado e seu total ou parcial atendimento calculará o peso respectivo para o resultado final. As perguntas são elaboradas a partir do processo existente, o peso dado a cada frase está relacionado a importância que o passo tem dentro do processo e o indicativo semafórico será definido pelo nível de maturidade exigido pela empresa para este processo, ou seja, a ferramenta consegue se adequar com o nível de exigência vigente na empresa para este processo e permitirá que uma nova versão do processo seja cadastrado e utilizado a qualquer momento.

Tela do PMOMM

Juntamente com o registro unitário do conjunto do processo, caso este processo seja repetitivo dentro da empresa, podemos guardar o conjunto dos mesmos e analisar o nível de assertividade entre cada execução, conforme histórico mostrado abaixo.

Tela do PMOMM_1


Publicado em: 08/06/2017


Refletir – Novas técnicas e modismos X técnicas consagradas

Este tema não vem para contestar as novas técnicas ou até aquelas rotuladas no mercado de “modismos”. Minha reflexão vai no sentido de analisar quando novas técnicas são benefícios à nossa empresa ou quando precisamos mesmo fazer com que as técnicas consagradas, ou seja, técnicas já demonstradas que funcionam e que ainda não executamos direito ou a empresa não as usa de forma integral em todos os projetos, nem por todos os GPs e participantes de equipes de projetos. Minha reflexão e experiências destacam o primeiro aspecto a se considerar…. relacionamento interpessoal entre os integrantes da equipe de projeto e os stakeholders envolvidos. Se não criarmos uma relação de confiança e compreensão entre os participantes, bem como um compromisso na busca dos resultados determinados no projeto, alinhados com o prazo, custo e qualidade inicialmente definidos, pouco conseguiremos obter de melhores resultados dos projetos utilizando-se de novas técnicas.

Se conseguirmos construir uma relação de confiança entre os participantes do projeto, conseguimos discutir com os mesmos no início do projeto as dificuldades mapeadas, sejam elas identificadas na elaboração do escopo ou outro aspecto, podendo buscar novas técnicas que auxiliem a coletar de forma mais simples o objetivo e entregas esperadas pelos Stakeholders. Se identificarmos dificuldades em elaborar a melhor solução, visto termos envolvidos stakeholders pouco experimentados com TI e a solução ser um desenvolvimento de TI, poderemos fazer uso de novas técnicas disponíveis no mercado para esta finalidade.

Ocorre que muitas dificuldades identificadas são geradas por não utilizarmos de forma estruturada e rotineira técnicas já validadas como a confecção da WBS do projeto. Quantos projetos são executados, que tem escopo similar, sejam projetos internos ou vendidos para clientes, que não tem pelo menos parte do escopo similar se utilizando de parte da WBS de outro projeto executado. Quando assim nos comportamos nos expomos a ter processos de construção do projeto sem parâmetro de métrica de prazos para execução das atividades, pois não temos paradigma anterior para nos referenciar. Não conseguimos aproveitar riscos anteriormente enfrentados e ou mitigados, pois os riscos são atribuídos e registrados comumente às entregas dos projetos. O mesmo ocorre para lições aprendidas, pois são também comumente registradas e atribuídas para entregas dos projetos. Só para exemplificar, nos projetos que gerenciei de construção civil procurei definir um entregável chamado “procedimentos legais” e os subdividi em “Prefeitura”, “Bombeiros” e “Ambientais”, desta maneira consegui mapear fornecedores específicos para cada sub-entregável e qual o processo que cada entrega deveria percorrer, identificando os requisitos requeridos do cliente, do fornecedor da solução e do contratante. Como fazíamos muitos projetos simultâneos e que muitos tinham no seu escopo a regularização do projeto junto aos órgãos legais, quando me fiz compreender que confeccionar um processo desta necessidade permitiria que os stakeholders envolvidos (Projetos, Compras e Gestão de obras) falassem a mesma língua ao solicitar sua execução.

Notem como o exemplo foi simples, porém elucidativo, muitos outros exemplos poderão ser destacados nas empresas e sua estruturação em entregáveis de uma WBS permitirá que a empresa atue nestes como sendo unidades fabris, que sabem o que fazer depois de disparadas as solicitações, tem responsáveis conhecidos e prazos acordados. Desta forma estas entregas terão menor possibilidade de “furo” durante a execução do projeto, sempre lembrando que esta entrega também tem seus riscos mapeados e que precisam ser monitorados e mitigados durante sua execução.

Nos contatos que fiz com projetos relacionados com hospitais nota-se fortemente o viés de contínuo processo de reformas para adaptar o ambiente restrito do prédio às necessidades que vão se apresentando ao longo do tempo. Ou são adaptações nas mesmas instalações para permitir algo a mais ou elaboração de novas instalações para permitir atender mais pacientes. Analisando com carinho e técnica estes projetos poderemos chegar a até 80% do escopo totalmente estruturado em entregáveis que poderão ser repetidos em outros projetos desta natureza. O que ganhamos com isto? Riscos, lições aprendidas, métricas entre outras informações úteis são guardadas e memorizadas para uma entrega conhecida e identificada que poderá, ao longo das várias execuções de projetos, ser melhorada e aperfeiçoada, tornando-se um processo praticamente de fabricação.

Poderia elencar outras técnicas a partir da elaboração da WBS e que poderá auxiliar a equipe de projetos e os stakeholders envolvidos obtenham melhores resultados dos projetos, porém vale realçar que tanto as técnicas antigas e consagradas, como as novas técnicas apresentadas no mercado, não vão solucionar integralmente a necessidade de que sua equipe de projetos e seus stakeholders construam uma relação de confiança e respeito mútuos visando buscar os resultados definidos nos projetos. As técnicas ou ferramentas podem sempre nos ajudar, porém como diz um ditado popular, até podemos apertar um parafuso com fenda em formato estrela com uma chave de fenda reta ou vice-versa, mas com certeza com muita dificuldade. Se tenho projetos com escopo 80% repetitivo e quero usar a PM Canvas para definir melhor o escopo, o que tem de errado nisto? Nada, apenas está gastando tempo adicional desnecessário se já tivesse estes 80% estruturados em entregáveis numa WBS formatada e gastaria tempo apenas para fechar os 20% do escopo através do uso do PM Canvas por exemplo. Notem que não estou desqualificando as novas técnicas, porém procurando otimizar o esforço aplicado neste processo. Espero que o tema auxilie os leitores a refletir no assunto e estruturar suas atividades e envolver seus pares.


Publicado em: 19/06/2017


Refletir – Uma ferramenta suportando uma técnica eficiente em gerenciamento de projetos

Vamos resgatar um tema conforme aparece no PMBOK para iniciar nossa reflexão neste texto, conforme segue:

Os fatores ambientais da empresa variam muito, em tipo e natureza. Os fatores ambientais da empresa incluem, mas não se limita, a: (vou apresentar somente alguns itens)

  • Cultura, estrutura e governança organizacional;
  • Normas governamentais ou do setor (p.ex.. regulamentos de agências reguladoras, códigos de conduta, padrões de produto, padrões de qualidade e padrões de mão de obra);
  • Sistemas de informações de gerenciamento de projetos….

Notem que um dos fatores ambientais está diretamente ligado à maturidade vigente em gerenciamento de projetos e que deveria constar e estar explícito, de alguma forma, da estrutura e governança organizacional. Ocorre que numa empresa onde temos vários GPs e os projetos se sucedem um após o outro, não dando espaço para reciclagem, troca de experiências e lições aprendidas entre os GPs, mesmo sem querer, acabamos criando vários níveis de maturidade dentro da empresa, mesmo considerando que todos sigam a mesma metodologia existente.

Vamos citar alguns exemplos para facilitar o entendimento do que estou falando, considerando que algumas atividades pertencentes ao nível de maturidade da empresa, nem todos estão explicitadas na metodologia utilizada e é uma boa prática evidenciar se houve atenção e tratamento à atividade:

Risco

  • O coordenador da obra tem consciência das tarefas que são fatores críticos para o sucesso ou fracasso do projeto? Informe quais são o fatores críticos para o sucesso.
  • Podemos afirmar que tratamos todos os eventos ou atividades que podem comprometer o prazo ou o faturamento da obra? Informe quais são os eventos ou atividades em risco.
  • Todos os fornecedores estão aptos e atendendo às necessidades propostas pelo projeto? Informe quais fornecedores podem estar em provável risco de não atendimento.

Fase de Encerramento

  • O processo de Start-up dos equipamentos e sistemas foi planejado, acordado com o cliente e divulgado a todos os envolvidos?
  • O processo de treinamento foi planejado, acordado com o cliente e divulgado a todos os envolvidos? A agenda foi elaborada e enviada aos participantes?

 Cronograma

  • Foram identificados os eventos de faturamento e definidos os pontos de controle no cronograma?
  • Os compromissos com data pré-definida pelo cliente, que afetam ou definam o cronograma, foram tratados?

Notem que os exemplos acima citados normalmente não constam dos modelos elaborados na metodologia, que podemos considerar como boas práticas em gerenciamento de projetos e se não explicitarmos aos GPs, alguns poderão lembrar e outros não, acabando por expor o projeto a riscos que a empresa já esperava não mais ser exposta.

Em função deste enfoque em atividades que não estão explicitadas nos modelos da metodologia, porém fazem parte da maturidade e boas práticas em gerenciamento de projetos da empresa, que estamos propondo a elaboração de uma lista de verificação onde consigamos explicitar as boas práticas já incorporadas e testadas no processo de gerenciamento dos projetos da empresa e eleitas como necessárias para obter os melhores resultados nos projetos.

Esta lista poderá ser elaborada por fase ou processo de gestão, não importa a subdivisão que se deseje aplicar, notou-se que ao final de um determinado tempo utilizando-se desta técnica para todos os projetos, obtemos que todos os GPs tenham o mesmo conhecimento da maturidade vigente na empresa. GPs contratados farão uso das mesmas listas de verificação e em breve tempo saberão quais pontos são importantes validar e dar tratamento.

Um importante aspecto a ser considerado é que os GPs gerem evidências de que a atividade foi executada, ou seja, comprovem de alguma forma simples, porém eficaz que a atividade de gestão foi executada.

Quando iniciamos a aplicar este método em projetos de grande envergadura, notamos que os resultados obtidos foram melhores que os antes, pois além de gerar questionamentos dos GPs, permitindo que a equipe do PMO esclarecesse os aspectos do requisito de gestão solicitado, notou-se que os resultados obtidos, inclusive considerando a evidência do evento executado, não davam dúvidas quando éramos questionados pelo cliente nestes aspectos, pois a evidências falavam por si só.

Depois que detectamos a melhora nos resultados com poucas listas de verificação implantadas, queríamos aumentar as listas e melhorar os resultados, porém esbarramos numa questão operacional. Como lidar com inúmeras listas para fases e momentos diferentes do projeto, como agendar e ou validar que as atividades foram executadas e as evidências geradas eram adequadas. Acabamos por criar uma pequena torre de Babel.

Como trabalhava na área de TI, não demorou muito para que um “iluminado” analisasse a situação e criasse uma ferramenta que permitisse automatizar estes passos acima citados e permitisse que tivéssemos um volume maior de listas de verificação sem com isto onerar o custo da gestão do projeto com atividades de registro do processo.

A apresentação da ferramenta ficará para um próximo artigo, porém adiantarei que a ferramenta recebeu o nome de “maturity monitor”, onde boa parte do que acima foi colocado e mais alguns aspectos foram implementados com sucesso e permitem que possamos equalizar a maturidade existente na empresa entre todos os GPs e permita pouco a pouco aumentar a maturidade através da inserção de novas boas práticas identificadas através das lições aprendidas, pois com esta ferramenta foi possível retroalimentar o processo de boas práticas pelas lições aprendidas. Os novos projetos não devem cair nos mesmos erros dos projetos anteriores.  Abaixo uma “palhinha” do que falaremos no próximo artigo em mais detalhes.

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Publicado em: 26/06/2017


Refletir – Treinamento padrão x customizado

Para quem tiver a curiosidade de avaliar meu CV no LinkedIn verá que sou instrutor também de cursos em gerenciamento de projetos baseados nas melhores práticas do PMI. Já ministro treinamentos regulares pela minha consultoria ou por outras empresas de treinamento desde 2006, bem como ministro aulas em cursos de pós-graduação na disciplina de gerenciamento de projetos neste mesmo período.

Sempre procurei estudar meu público presente nas turmas dos treinamentos regulares e oferecer exemplos e explicações didáticas dos conteúdos apresentados me referenciando ao ramo de atividade do aluno ou de exemplos fornecidos por eles, visando aumentar a absorção do conteúdo pelos presentes. Esta é uma boa forma de apresentar o conteúdo a uma gama muito grande de candidatos a GPs ou participantes de equipes de gerenciamento de projetos. Vale realçar que não só o candidato a GP precisa conhecer as melhores práticas do PMI, também a equipe do projeto poderá ser mais efetiva se entender estes postulados e como melhor aplica-los.

Hoje queria dar ênfase aos treinamentos customizados e os resultados adicionais que conseguimos obter junto ao grupo quando estudamos as fragilidades mapeadas do grupo ou da empresa onde os alunos atuam e conseguimos estruturar o treinamento das áreas de conhecimento que precisam deste reforço ou explicação mais detalhada. Estruturamos os cases a serem tratados no treinamento baseados em temas conhecidos pelos participantes ou dando enfoque às fragilidades que o grupo precisa fortalecer através do treinamento.

Apesar do esforço que sempre procuro dar aos grupos de alunos que procuram os cursos abertos em consultorias, buscando esclarecer o melhor possível dentro do ramo de atividade que atua e utilizando o melhor possível exemplos da sua área de atuação, nota-se que as turmas fechadas contratadas pelas empresas para treinar um contingente maior de pessoas, inclusive pessoas não candidatas a GP, mas que trabalham em áreas que prestam serviço aos projetos da empresa obtêm-se maiores e melhores resultados.

Durante a fase de contratação do treinamento verificamos com nosso ponto de contato as fragilidades identificadas, as áreas envolvidas, quantidade de pessoas e perfil, bem como coletamos especificidades do ramo de atividade da empresa, bem como exemplos ou até metodologia de trabalho para que os exercícios aplicados utilizem-se deste conjunto de informações e padrões adotados na empresa.

Durante o treinamento já se nota a diferença, pois como o treinamento é dirigido para situações vivenciadas e ou dificuldades relatadas, conseguimos fazer com que os participantes percebam as dificuldades dos participantes, onde temos o cuidado de construir equipes multidisciplinares com participantes de todas as áreas envolvidas nos projetos.

Discutimos pontos nefrálgicos identificados e que precisam ser corrigidos, porém sem a necessidade de culpar nenhum dos envolvidos, apenas apresentamos a teoria e algumas dificuldades identificadas nesta teoria, sendo que um ou mais problemas apresentados são as dificuldades vivenciadas pela empresa contratante.

Notamos ao final do treinamento que a forma que elaboramos o treinamento e a didática utilizada durante o treinamento faz com que os presentes passem a melhor entender as necessidades do projeto e a efetiva participação de cada componente (ator) nesta engrenagem que chamamos de “gerenciamento do projeto”.

Reflitam sobre isto e considerem o momento específico que o mercado passa, onde as empresas estão com suas equipes enxutas ao nível máximo, necessitando retirar delas o máximo rendimento, porém podem estar incorrendo em erros costumeiros por falta de sinergia entre os componentes / áreas da empresa que atuam na execução do projeto e o estresse do momento não permite que estes temas sejam tratados de forma aberta, como seria o recomendado.

Um treinamento de algumas áreas do conhecimento do PMI, nem precisa ser de todas, mas que estão mais requerendo efetividade nos projetos executados, já seria o pano de fundo para apresentar os problemas que precisam de tratamento e alinhamento entre os “atores” desta “peça” chamada “gerenciamento do projeto”.

Outra forma que pude vivenciar como propícia para ajudar equipes a atuarem de forma mais sinérgica é, através da dinâmica do treinamento, aplicar dinâmicas de grupo, através de exercícios simples que fazem realçar alguns aspectos que são problema nesta equipe e permitir que possamos discutir estes aspectos no ambiente da sala de treinamento.

Reflitam e sejam felizes no seu trabalho e na sua vida.


Publicado em: 27/06/2017


Refletir – Custo da não gestão adequada dos projetos

Custo da não gestão de projetos

Neste texto para reflexão resgatei gráficos atualizados de pesquisa do Mmgp – Darci Prado – de maturidade em projetos nas empresas. Como os gráficos foram produzidos utilizando-se do modelo de maturidade, cabe-nos qualificar como a entidade caracteriza o termo maturidade em gerenciamento de projetos, visando facilitar nosso entendimento e diálogo.

1 – Maturidade em Gerenciamento de Projetos

O conceito de maturidade é bastante intuitivo e tem aplicação em muitos aspectos do nosso dia-a-dia. No caso de gerenciamento de projetos, maturidade é ligada a quão capaz uma organização está de gerenciar seus projetos. O assunto entrou na moda há pouco tempo, mas já ocupa lugar de destaque: inúmeros artigos têm surgido nas revistas especializadas, palestras são proferidas abordando o assunto, estudantes de pós-graduação escolhem o tema para seu trabalho de conclusão de curso ou para tese de mestrado. Afinal, por que tanto interesse pelo tema? Claro que é inerente o fato de que organizações e processos evoluem e amadurecem e que existe uma relação intuitiva entre amadurecimento e sucesso. No caso de GP, diversas pesquisas e estudos realizados nos últimos anos têm demonstrado que maturidade e sucesso realmente caminham juntos.Maturidade em gerenciamento de projetos e Sucesso caminham juntosApesar da utilização de questionários para obter os resultados que permitiram confeccionar os gráficos, podemos sintetizar que maturidade em projetos, apesar de poder ser medido através de números e parâmetros estabelecidos é –> o conjunto de boas práticas adquiridas, que fazem ou não parte da metodologia adotada, e que permite obter os melhores resultados em projetos; (experiência adquirida no grupo de GPs e  equipes do projeto)

Obtenção do sucesso em função de investir na obtenção da maturidade no gerenciamento de projetos

Tenho participado de simpósios e eventos onde os expositores e participantes têm discutido a aplicabilidade completa das melhores práticas compiladas no PMBOK. A maioria dos comentários mostra que o PMBOK apresenta a totalidade das melhores práticas compiladas pelo PMI no mundo. Existe unanimidade que o conjunto de “metodologia” que deve ser elaborada a partir do conhecimento compilado no PMBOK e aplicada em cada projeto depende do tamanho e complexidade do mesmo.

Assertividade nos prazos de execução dos projetos a partir da maior maturidade obtidaGráfico de menor desvio de custo a partir da maior maturidade obtidaDisto podemos concluir que a maturidade em gerenciamento de projetos não depende da aplicação integral das boas práticas propostas pelo PMI e sim da aplicabilidade de um conjunto de boas práticas, executadas de forma correta e efetiva, que permitem a obtenção de sucesso nos resultados dos projetos da empresa.

Assertividade no escopo do projeto em função da maior maturidade obtidaA maturidade em gerenciamento de projetos, seja medido por qualquer um dos modelos existentes no mercado, acabará lhe dando um número que permitirá lhe dizer em que estágio está, mas não qual prioridade deve focar para buscar equilíbrio de maturidade entre os vários aspectos medidos na pesquisa. Quando recebemos o número 2,8, por exemplo, não quer dizer que todas as áreas de conhecimentos e processos estão no mesmo grau de maturidade. Alguns aspectos podem estar mais maduros que outros.

A maturidade em gerenciamento de projetos é obtida através da prática constante de boas práticasNeste instante que as equipes estão enxutas ao extremo para permitir passar pelo momento crítico que o mercado está vivendo, por que não contratar serviços externos de consultoria para lhe ajudar a identificar quais prioridades deve atacar e como melhor abordar estes aspectos junto às equipes de projetos multidisciplinares existentes na empresa??!!

Maturidade em gerenciamento de projeto permite atingir maior assertividade no atendimento do escopo, prazo e custos propostos inicialmente para o projetoUma das questões que conseguimos notar rapidamente é que a maturidade medida não está equalizada entre todos os GPs da empresa e nem em todos os participantes das equipes de projeto, ou seja, se solicitarmos que dois ou mais GPs façam o planejamento de um mesmo projeto, com certeza obteremos resultados diferentes em função do grau de maturidade de cada GP têm das melhores práticas disponíveis e vivenciadas por ele.

O sucesso no atendimento dos resultados dos projetos, cada vez mais, propõe o sucesso de toda a organizaçãoNossa experiência demonstra que vários processos deveriam se tornar roteiros que deveriam ser seguidos por todos os GPs e equipes de projetos, visando garantir que a maturidade, conquistada através do erros e lições aprendidas vivenciadas, fosse incorporada ao modelo de gestão aplicado aos projetos executados.

Os desvios acima apresentados nos gráficos são de difícil apuração nos projetos, mas fica aqui a pergunta para reflexão dos leitores…. Quanto custa para o projeto você prolongar o cronograma em 40% ou 50% do tempo inicialmente programado? Quanto custa para o projeto estar terminado e os clientes não estarem satisfeitos e identificando que as entregas não atenderam ao inicialmente proposto como solução?

Nossa experiência demonstra que investimentos pontuais em consultoria externa para mapear os pontos que podem ser melhorados e permitir acréscimo de maturidade nos processos de gestão irão economizar perdas substanciais nos projetos que automaticamente pagarão o investimento aplicado na consultoria.

Somos uma consultoria em gerenciamento de projetos que busca a excelência no processo de gerenciamento de projetos, que utiliza ferramenta inovadora de monitoramento da maturidade em projetos e que faz uso da técnica de mercado que melhor resultado trouxer para nossos clientes, não há compromisso de exclusividade com nenhuma delas, apenas com os resultados de nossos clientes.

 


Publicado em: 28/06/2017


Refletir – Fatores críticos de sucesso do projeto

Antes de comentar sobre os fatores críticos de sucesso dos projetos, vamos tentar definir o que podem ser. É muito comum dizer que um projeto teve sucesso se atingir as metas de custo e prazo projetados e entregar o escopo proposto. Normalmente ocorre para projetos de longo prazo de execução que a percepção de sucesso pelos stakeholders mude no transcorrer deste tempo. As necessidades do negócio estão muito voláteis e requerendo cada vez mais dinamismo dos gestores operacionais, então é muito normal que um projeto inicie com uma expectativa e durante o tempo de sua execução esta expectativa mude.

O sucesso no gerenciamento de projetos passa por identificar e tratar os fatores críticos do projeto

Então fatores críticos de sucesso são aqueles aspectos que foram definidos como requisitos de atendimento do projeto. Imaginamos a seguinte solicitação abaixo.

  1. Precisamos que o escopo, que foi validado, seja entregue impreterivelmente até a data limite informada, do contrário perderemos o momento chave e seremos multados. Maiores custos serão permitidos, mas não prorrogação da data de entrega do resultado.
    • Notem que no descritivo acima o prazo e o escopo são fatores críticos de sucesso, apesar da ênfase maior dada ao prazo.

Este texto não visa fazer teste para avaliarmos se conseguimos identificar os fatores críticos de sucesso em frases bem elaboradas por mim, minha reflexão vai a outro sentido.

Há a percepção de que nas reuniões iniciais do projeto, onde deveríamos deixar claro para todos os envolvidos, internos ou externos, quais são os fatores críticos de sucesso deste projeto, deixamos a desejar. Nos contatos iniciais com o cliente mapear quais fatores é críticos e quais poderão ser renegociados à medida do enfrentamento de dificuldades durante a execução. Os fornecedores internos e externos precisam ter plena consciência destes fatores críticos de sucesso, pois precisam dar foco no pleno atendimento do que foi contratado fortemente respeitando estes fatores….

Normalmente o cliente dirá que tudo é importante, porém após algumas reuniões você poderá perceber quais fatores são mais importantes do que outros. O que conseguimos notar é que se dá pouca atenção aos fatores críticos de sucesso ou quando são mapeados não são compartilhados ou validados com os stakeholders do projeto.

Quando comentamos acima de que projeto de longo prazo tende que o cliente mude sua percepção de atendimento incialmente requerido, se não validarmos formalmente os fatores críticos de sucesso do projeto logo nas primeiras reuniões com o cliente, podemos ter que enfrentar, ao final da entrega, uma insatisfação do cliente por expectativas frustradas.

Faça uma reflexão rápida e note que as equipes de projeto, em sua maioria, ao receberem os projetos, especialmente os de escopo repetitivo, acabam priorizando a execução, visando antecipar resultados e deixando estes aspectos para 2º plano, permitindo que riscos ligados a estes aspectos sejam criados e maximizados durante a execução do projeto. Por mais delicado que possa ser, precisamos ter a capacidade de alinhar as expectativas, os fatores críticos de sucesso, saber dizer não às expectativas que não foram contratadas no escopo e informar sua equipe as expectativas que precisam ser atendidas. Já identificamos que várias vezes os executores não tinham conhecimento das expectativas de sua entrega e acabaram entregam o costumeiro, sem ater-se à mudança solicitada, que não seria problema atender, desde que tratada durante a execução. Agora requerendo retrabalho e desgaste com o cliente e equipe do projeto.

Vamos refletir com cuidado estes fatores críticos de sucesso e alinhar com os principais Stakeholders do projeto, formalizando que todos tenham conhecimento o que o projeto deve ou não deve atender, mesmo que ao final ocorra insatisfação, saberemos demonstrar que os objetivos reclamados não foram inicialmente acordados, do contrário será sua palavra contra a do cliente e sabe qual será mais preponderante???!!!!

Tratamento dos fatores críticos de sucesso do projeto alinhado com a obtenção de maturidade no gerenciamento de projetos é o melhor resultado


Publicado em: 07/07/2017


Refletir – Lições aprendidas e evidências dos eventos de gestão do projeto

Lições aprendidas auxilia o processo de maturidade da gestão de projetos

No PMBOK consta a seguinte informação relativo às lições aprendidas:

No encerramento do projeto ou da fase, podem ocorrer as seguintes atividades:

  • Documentar as lições aprendidas;

          Figura 4-7. Diagrama do fluxo de dados do processo de Orientar e gerenciar o trabalho do projeto

            As atividades de Orientar e gerenciar o trabalho do projeto inclui, mas não estão limitadas a:

  • Coletar e documentar lições aprendidas e implementar as atividades de melhorias nos processos aprovados;

5.3.1.4 Ativos de processos organizacionais

Descritos na Seção 2.1.4. Os ativos de processos organizacionais podem influenciar como o escopo é definido. Os exemplos incluem, mas não estão limitados a:

  • Lições aprendidas em fases ou projetos anteriores;

Tanto o GP como a equipe do projeto é fortemente “dirigido” ao cumprimento do prazo, custo, escopo e qualidade do projeto, ou seja, serão altamente cobrados pelos desvios que ocorrer em uma destas áreas de conhecimento do projeto. A experiência demonstra que as lições aprendidas, quando identificadas, sejam elas ocorrências no âmbito do processo de gestão ou da execução do projeto, acaba ficando relegado para 2º plano, em função da prioridade e foco fortes aplicados nas quatro áreas de conhecimento “ditas” principais do projeto.

Na medida em que aumentamos a maturidade no processo de gestão dos projetos, adquirimos durante a capacidade de melhor identificar e registrar os eventos que deveriam ser mais bem analisados e documentados como lições aprendidas do projeto. Este é um tema ainda que precise aplicação de esforço e prioridade da empresa e das equipes dos projetos para que haja evolução nas empresas.

Vejamos o exemplo da seguinte abordagem de uma lista de verificação considerando um dos temas pertinentes ao bom gerenciamento do projeto:

  • Podemos afirmar que foi elaborada uma lista com todas as aquisições previstas para este projeto?

Sim – Anexe cópia da lista – Não e Parcial – Justifique

  • Podemos afirmar que todas as aquisições têm fornecedores previamente qualificados pela área de compras da empresa?

Não e Parcial – Informe quais itens e Justifique porque

  • Podemos afirmar que houve reunião com a área de Compras para elaborar estratégia de aquisição dos itens deste projeto com outras aquisições de outros projetos da empresa?

Sim – Anexe ata da reunião e deliberações definidas – Não e Parcial – Justifique

 

Sendo esta lista de verificação validada durante o processo de planejamento e posteriormente revista durante o processo de execução, as evidências geradas destes “passos” do processo de gestão, quando identificados desvios em resultados originados destes processos, com certeza serviriam de base para elaboração das lições aprendidas, bem como um roteiro de orientação da equipe de projetos e stakeholders envolvidos para bem executar estas atividades.

Poderá você questionar a viabilidade prática de aplicar estas listas de verificação para cada ponto importante do processo de gestão ou execução do projeto??!! Eu devolvo a pergunta, como o GP ou o PMO da empresa conseguirá identificar as lições aprendidas e no caso de identificá-las, conseguirá repassar o que foi aprendido para os projetos futuros se não tivermos listas de verificação ou roteiros que possam ser alterados considerando o aprendizado efetuado e desta forma os futuros projetos possam aproveitar deste aprendizado ocorrido?

Quanto à viabilidade operacional de aplicar estas listas de verificação e a praticidade de registrar as evidências de cada passo do roteiro ou da lista de verificação, posso ajudar com uma sugestão. Abaixo apresento imagens da ferramenta que permite registro das listas de verificação, aplicar níveis de peso de aderência para cada item da lista e posterior nível de aderência para construção de um semáforo que permitirá verificar se temos o mínimo de aderência solicitada para o processo apresentado.

Ferramenta que potencializa a maturidade em gerenciamento de projetos

A ferramenta permite cadastrar a lista de verificação / roteiro, conforme necessidade e maturidade da empresa e atribuir o peso requerido pela experiência e preponderância da empresa, requererá anexar as evidências de cada evento, de forma simples, porém orientada a demonstrar que o passo ocorreu. Permite inserir texto livre para explicar algo relativo ao momento da execução, bem como permite que ocorram vários processos seguidos (semanalmente) visando obter a evolução de cada passo neste período e registrar ao final o status definitivo obtido. Estes registros permitirão obter a seguinte visão abaixo:

Maturidade em gerenciamento de projeto obtida através de ferramenta específica

Com as evidências obtidas durante a execução e os resultados atingidos ao final da execução diferentes do que originalmente foram previstos, permitirá que consigamos analisar o que ocorreu no processo, identificar lições aprendidas e modificar para os próximos projetos a lista de verificação / roteiro, buscando repassar o aprendizado obtido.

Avaliem se nossa proposta de solução é aderente e muito eficiente para obtermos real aprendizado no processo de gestão ou de execução, obtendo correção e real aprendizado para os projetos futuros, pois permite que a lista de verificação ou o roteiro seja alterado e oriente a equipe a proceder diferente e incorporar a lição aprendida do projeto anterior.

Sucesso em gerenciamento de projetos potencializado por aplicação específica


Publicado em: 11/07/2017


Refletir – Processo de planejamento do projeto

Técnicas para potencializar o processo de planejamento do projeto

Agora quero retornar a um tema que já tratamos em outro artigo, porém desta vez quero refletir com um pouco mais de profundidade e detalhes, vamos à contextualização…

Quero compartilhar com vocês um aspecto interessante das melhores práticas em gerenciamento de projetos. Sou instrutor em cursos regulares em gerenciamento de projetos e costumo fazer um pergunta, que considero interessante, visando esclarecer a questão que tanto falamos à “planejamento”.

A pergunta é simples e busca respostas simples, pois conseguiremos tirar o resultado, apesar da simplicidade das respostas obtidas do grupo que questionei. Normalmente questiono num grupo de alunos (10 a 20 participantes em geral), para que me sintetizem em 3 palavras o que entende por planejamento. Encorajo os alunos a pensar simples e sintetizar em poucas palavras. Acabo coletando um conjunto em média 10 a 15 palavras ou frases que visam, sob a ótica dos alunos, sintetizar o que seja planejamento. Normalmente recebo as seguintes palavras ou frases:

  1. Organizar
  2. Planejar as atividades
  3. A partir de um escopo definido, fazer a entrega dentro do prazo e do custo.
  4. Estruturar as atividades para um objetivo
  5. Identificar meios para atender os requisitos no prazo e custo
  6. Etc…..

Após esta coleta de palavras ou frases no grupo, que acaba não consumindo mais que 15 minutos, pergunto-lhes se podem misturar todas as frases e palavras ditas numa panela e disto tudo poderia nortear o planejamento? A junção de todas elas, se não forem contestadas, e normalmente não são, todas somadas se completam no que é o “planejamento”, apesar de não encerrar o tema por completo.

Após este exercício e da reflexão que todos fizeram, eu questiono em outra dinâmica, dando a cada participante o mesmo projeto e partindo da síntese apresentada pelo grupo se teria o mesmo resultado no planejamento solicitado a cada aluno? Mesmo que eles trabalhassem na mesma empresa??

Chegamos à conclusão de que não teríamos o mesmo resultado, mesmo que todos trabalhassem na mesma empresa, pois cada um tem um conceito diferente ou procura executar o planejamento por meios diferentes, apesar de buscar o mesmo resultado.

Após algumas discussões acaloradas, conseguimos chegar à conclusão que, partindo do conhecimento adquirido na empresa, os processos estabelecidos e as melhores práticas implementadas em gerenciamento de projetos, deveríamos ter o mesmo resultado ou os mesmos entregáveis de todos os participantes. A princípio a diferença deveria ser pela experiência e habilidade maior do GP que estivesse à frente do processo de planejamento, porém deveríamos ter os mesmos entregáveis previstos no processo.

O planejamento pode, quando bem feito, pode potencializar o sucesso do projeto

Após algumas outras discussões acaloradas, conseguimos chegar à conclusão que, o processo de planejamento, para que fosse o mesmo para todos os profissionais da empresa, deveria ser um roteiro compilado com as melhores práticas da empresa e do ramo de negócio, visando dar orientação dos passos e entregáveis que precisam ser gerados para que o planejamento, como é entendido, pensado e adquirido com a experiência, deveria ser um roteiro contendo cada passo a ser executado para obtenção destes resultados requeridos num processo de planejamento. Conseguimos entender um pouco isto, quando pensamos que cada empresa tem processos de negócio e internos diferentes, que precisam ser atendidos para que os resultados comecem a se materializar. Muitas vezes não fazer as coisas de acordo e na ordem devida, pode consumir mais tempo e às vezes nem obter os resultados objetivados.

Refletindo no exposto acima, verifiquei com algumas pessoas que conversamos a respeito do texto inicial, que seria interessante detalhar um pouco mais o processo para que ficasse mais fácil o entendimento do que estava colocando para reflexão. Potencializar opções para bem fazer o planejamento do projeto

Então busquei, numa das empresas em que estruturei o PMO e propus ao diretor da área de engenharia, um roteiro compilado a partir da experiência que coletei de vários participantes do processo de planejamento de um projeto recorrente na empresa. Retirei algum detalhamento que só diz respeito a empresa específica e troquei alguns termos também específicos da área de negócio. Abaixo apresento o roteiro onde na 1ª coluna estão descritos os passos que devem ser executados para elaborar o planejamento de um projeto recorrente desta empresa. Na 2ª coluna existe no documento original quais são os entregáveis que devem ser entregues em cada passo, vários são participantes da metodologia da empresa, outros ainda não. Na 3ª coluna deveria ser utilizada para informar observações relativas a execução para obtenção de cada entregável e os resultados obtidos.

Confeccionar um roteiro pode potencializar os resultados positivos no processo de planejamento do projeto

Está é a 1ª versão do referido roteiro, outras mais completas e mais aderentes ao que os especialistas e gestores entendiam como melhores práticas deveriam ser executadas e obtidas para ter um bom processo de planejamento de um projeto recorrente da empresa.

Compor uma boa solução para melhor planejar seu projeto

Minha ideia é propor a reflexão no tema e não elaborar o roteiro, pois muitas características e especificidades devem ser consideradas na sua elaboração, porém acaba sendo uma ótima ferramenta para orientar que projetos similares, de escopo recorrente, passem pelos mesmos passos no processo de planejamento e ao final da execução, caso identifiquemos desvios ocorridos e consigamos elaborar lições aprendidas, estas podem afetar diretamente o processo de planejamento melhorando sua eficácia e resultados, visando evitar estes desvios identificados no final.


Publicado em: 01/08/2017


Refletir – Habilidades interpessoais e técnicas do GP

Habilidades interpessoais potencializadas por técnicas em GP

A versão final da 6ª edição do PMBOK está com data prevista de entrega ao mercado para Setembro de 2017, no idioma inglês e nos demais 10 idiomas. Em minha opinião a ênfase maior foi dada ao papel do GP, visto ter aberto um capítulo próprio para este tema. O processo que faz a revisão do PMBOK a cada quatro anos detectou no mercado esta preocupação e necessidade de destacar estas características para a melhor formação do GP, informando-o das várias facetas requeridas para tonar-se num profissional completo.

Estruturalmente os capítulos 1,2 e 3 foram reescritos e compilados em dois capítulos apenas, 1º e 2º, deixando o 3º capítulo disponível para conter o “papel do GP”, focando no triângulo de talentos, já utilizados para atribuir as PDUs dos GP certificados e que agora será objeto de um capítulo específico para melhor explicar a todos qual será o enfoque requerido.

Habilidades interpessoais requeridas para um GP

Gerenciamento técnico de projetos = Contempla o conhecimento, habilidades e atitudes relacionados com domínios específicos de Gerenciamento de projetos, Programas e Portfólio. Opções de educação nas habilidades deste domínio incluem cursos contendo: gerenciamento avançado de projeto, técnicas para melhorar EAPs, como reunir e documentar requisitos, práticas ágeis, gerenciamento de riscos, ferramentas de gerenciamento, etc…

Liderança = Conhecimentos, habilidades e atitudes orientadas para a liderança que ajudam uma organização a alcançar seus objetivos de negócios. Opções de educação nas habilidades deste domínio incluem cursos contendo: negociação, comunicação, motivação, resolução de problemas, resolução de conflitos, etc…

Gerenciamento estratégico e de negócios = Conhecimento e experiência na indústria ou organização na qual você trabalha, buscando melhorar o desempenho e proporcionar melhores resultados de negócios. Opções de educação nas habilidades deste domínio incluem cursos contendo: conhecimento do produto, conhecimento da indústria, análise de negócios, alinhamento da estratégia de inovação, alinhamento da estratégia do mercado, finanças, marketing, etc…

Os GPs, que obtiveram alguma certificação pelo PMI, precisarão apresentar suas PDUs organizadas e justificadas pelos vários temas destacados para tal (vide imagem abaixo) e agora com forte ênfase na educação estruturada no triângulo de talentos acima apresentado.

Habilidades requeridas para obter PDUs para renovar a certificação PMP

Neste texto venho convidá-los a refletir nas habilidades técnicas e interpessoais que o mercado irá requerer dos candidatos a GP. Notem que até pouco tempo atrás a certificação PMP era um diferencial nos anúncios de vagas, porém estamos cada vez mais notando vagas colocando a certificação como pré-requisito.

Da forma que o mercado tem se tornado mais criterioso e exigente, não vai demorar muito para que as áreas de RH (os psicólogos de plantão) apliquem testes específicos para “medir” algumas habilidades interpessoais dos candidatos visando avaliar se estas habilidades existem ou foram trabalhadas pelo candidato.

Então fica aqui o alerta aos GPs, sejam novos ou experientes, pois deve ser característica dos GPs desenvolver algumas habilidades técnicas e interpessoais. Temos vários exemplos no mercado de GPs que, em função da correria do dia a dia, acabam relegando para 2º plano estas características, que devem fazer parte da postura do GP e quando não desenvolvidas e aplicadas, acabam criando embaraços para a boa gestão dos seus projetos.

A certificação PMP não encerra o processo de busca de habilidades essenciais para exercer a função


Publicado em: 01/08/2017


Refletir – Automatizar alguns semáforos no cronograma pode ajudar

Otimização de semáforos no MSProject - cronograma

Hoje queria conversar com vocês sobre quanto tempo gastamos analisando um cronograma de tamanho considerável, depois de atualizado, pois precisamos identificar quais atividades estão com desvio negativo e quais estão em dia. Uma análise considerando somente o que uma ferramenta como o MSProject nos fornece como padrão é suficiente para administrar os resultados no cronograma, porém não conseguimos ser rápidos em identificar quais atividades estão com desvio no cronograma, imaginemos uma cronograma de 600 linhas por exemplo. Talvez no início do projeto, com poucas atividades em andamento, podemos ter rapidez e assertividade na análise, porém quando já tivermos muitas frentes abertas simultaneamente, esta tarefa consumirá um tempo que talvez não tenhamos e provavelmente poderá expor sua análise a erros ou perda de informação importante em função da quantidade de linhas a analisar.

Para fazer uma ideia do que estou falando vou colocar abaixo uma imagem de um cronograma, algumas linhas, com esta percepção que comentei e depois outra com uma visão adicional para comparação e conclusão do que estou propondo criar para auxiliar.

O MSProject nos disponibiliza algumas funções adicionais que podemos criar campos calculados a partir de informações fornecidas pelo operador do cronograma e também por informações calculadas pela aplicação, visando tirar conclusões a partir delas.

Cronograma sem semáforos customizados

Analisando a visão acima num cronograma de aproximadamente 600 linhas, onde temos seis meses de prazo do projeto e estamos entre o 2º e o 3º mês do projeto, temos muitas frentes abertas e poucas informações disponíveis para saber quais atividades estão mais ou menos atrasadas, considerando a versão acima apresentada. Necessário analisar com carinho e detalhe todas as atividades iniciadas e não terminadas para se ter uma visão de quais estão atrasadas e qual é o atraso de cada uma.

Uma das formas e não a única, pois temos outros campos que podem ser gerados da mesma forma e que auxiliam bastante esta análise, apresentarei abaixo, para ilustrar, visando exemplificar uma forma adicional de controle e auxílio na análise deste cronograma.

Vou criar um campo numérico, pois o MSProject permite algumas variáveis para esta finalidade, com a seguinte fórmula abaixo, que visa construir uma status colorido para informar algumas situações interessantes para quem precisa analisar o status de cada atividade do cronograma.

Expressão customizada no MSProjectStatus customizados no MSProject

A fórmula apresentada é da coluna nomeada STATUS acima onde têm círculos coloridos representando cada cor uma situação diferente. Azul significa atividade normal no prazo, amarela em atraso provavelmente recuperável, vermelho atrasado e precisa ser replanejada, verde atividade executada e branca atividade futura, com data de início maior que a data de status do cronograma.

Note que na fórmula estou utilizando campos confeccionados pela aplicação, que tem significado específico, para que eu possa tomar decisões e gerar o referido status para auxiliar o controlador do cronograma a dar foco nas atividades em desvio.

Normalmente orientamos que sejam tratadas as atividades com status vermelho, atrasadas. Desta forma conseguimos, de forma lógica, fazer a aplicação trabalhar para nós e nos poupar tempo e prováveis equívocos.

Temos outros campos que podem ser elaborados para nos facilitar este controle e análise.

Em outra oportunidade, sob consulta, poderemos falar sobre estes campos adicionais que podem nos ajudar a validar a qualidade de informação inserida nas linhas do cronograma e auxiliar na análise dos resultados obtidos conforme recebe atualizações relativas ao avanço da execução das mesmas e é alterada a data de status do projeto.


Publicado em: 14/08/2017


Refletir – Desemprego ou falta de oportunidades

Tenho visto muitos posts no LinkedIn discorrendo sobre o momento em que ficam desempregados e que acabam descobrindo quantos e quais são os verdadeiros amigos…. Muitos são os comentários concordando com o exposto e muitos adicionando experiências vivenciadas. Veja parte de um post que recuperei hoje…

Desemprego_1

Prefiro não cobrar que resolvam meu problema, até porque muitos dos que considero amigos, estão passando por problemas semelhantes, ou acham que quem ainda está empregado está numa boa??? Conheço pessoas que participam de empresas que tiveram as equipes reduzidas e trabalham 12 horas por dia sob uma carga de dificuldades e desafios absurdamente grandes. É claro que ao final do mês não têm a preocupação de como pagar suas contas, mas tenham a certeza de que não estão felizes, apenas suas preocupações são diferentes…..

Aproveitemos o momento para refletir sobre em que apostei meu tempo e esforço no último emprego que tive. Não que não devesse investir, mas como somos responsáveis pela nossa carreira profissional, será que não podíamos ter percebido mais cedo que o barco iria afundar? Que melhor seria já ir procurando enquanto estávamos no relacionamento diário com outros pares? Outros aspectos relevantes a considerar é a poupança obrigatória para momentos de crises, quando percebemos que o mercado poderá ficar crítico, deve ser rapidamente iniciada e com todo o vigor possível. Outro aspecto importante é rever nossas despesas recorrentes, tipo o plano do celular e da TV a cabo, telefone fixo, pois descobri que sempre há como diminuir estes custos quando dizemos que vamos trocar de operadora.

Outro aspecto importante a relevar é que não devemos ser profissionais específicos para esta ou aquela empresa e sim profissionais de mercado, ou seja, não adianta nos especializarmos somente no que a empresa onde trabalhamos faz ou requer, se o mercado está, para nossa função profissional, requerendo outras habilidades, conhecimentos ou certificações. Devemos paralelamente à especialização que buscamos para a empresa onde atuamos e verificar nos classificados o que o mercado está mais requerendo e também buscar, pois numa eventual mudança, suas qualificações não deixarão a desejar.

Aproveitemos o momento que o mercado está vivendo para pensar em oportunidades que se abrem para as pessoas criativas e descoladas. Na área de TI existem infinitas oportunidades na área IoT. Na área de ONGs que atuam complementando funcionalidades para os governos locais das três esferas pulsam oportunidades. Aproveitemos para buscar conhecer estes novos ambientes, verificar como podemos participar e nos recolocar profissionalmente. Aproveitar a parada para ler sobre estes ambientes e as técnicas / tecnologias em uso, bem como cursar inúmeros cursos gratuitos que estão à disposição na NET.

Se não conseguiu se preparar para esta fase difícil previamente, busque minimizar ao máximo seus custos recorrentes e manter-se ativo lendo material disponível sobre o que identificou importante, bem como os cursos gratuitos. Paralelamente agregue os valores novos adquiridos pelas leituras e cursos ao seu CV e divulgue. Se pintar alguma oportunidade de voluntariado, não deixe passar sem participar, verá que lhe fará muito bem as energias emanadas do processo, o contato com outras pessoas, bem como as dificuldades enfrentadas durante o processo.

Nunca desista, ontem coloquei um post no linkedIn bastante significativo para fechar este artigo e que reproduzo abaixo.

felicidade


Publicado em: 24/08/2017


Refletir – Monitoramento de maturidade de processos II

Maturidade em gerenciamento de projetos

Retornando ao tema em função de sua relevância para a área de gerenciamento de projetos, notamos que temos um sonho de consumo difícil de atingir, mas que notamos que os profissionais da área buscam fortemente atingir. Muitas empresas tem seus processos de gerenciamento de projetos quase que completamente estruturados em processos e outra parte ainda atendidos de forma Ad Hoc, ou seja, conforme o entendimento, prioridade e postura do gestor e de sua equipe, nada estruturado.

A busca do sonho de consumo é conseguir atingir que todos os entregáveis requeridos para o sucesso de um projeto sejam ou estejam contemplados em processos estruturados na empresa executora, ou seja, a equipe de gerenciamento do projeto tem para cada entregável do projeto um processo estruturado na empresa para solicitar, sabem como fazer e tem os prazos requeridos para sua obtenção, bem como possíveis desvios mapeados e especialistas designados em cada área para atender e participar do referido processo.

O que ocorre é que este sonho de consumo depende de uma série de fatores para que possamos atingir, muito relacionado com a maturidade da empresa e dos profissionais envolvidos com o gerenciamento de projetos. O Tournover da empresa não ajuda muito o aspecto de atingir a referida maturidade, pois a entrada de pessoas novas, apesar de trazer algumas contribuições positivas ao ambiente, oxigenando ideias e posturas, também retarda a obtenção da maturidade porque faz repensar algumas situações vivenciadas, fomentando a reflexão dos envolvidos e sugerindo novas práticas em substituição às já existentes.

Nossa proposta de reflexão quer sugerir que os processos que puderem ser implementados, assim devem ser e a partir disto passar ao monitoramento constante para a busca da melhoria contínua do mesmo, ou seja, podemos durante a execução do processo, notar que uma determinada situação não foi contemplada e aplicar adequações no processo visando melhorá-lo neste aspecto para os próximos projetos.

O que fazer com os entregáveis que não estão estruturados ou atendidos por processos na empresa? E as partes do projeto que são solicitações Ad Hoc, ou seja, são entregas que até agora não tinham sido objeto do escopo de atendimento de nenhum de nossos projetos anteriores?

Nossa proposta é fazer uso de listas de verificação, as famosas “check lists”, com frases ordenadas cronologicamente à ordem de execução, propondo que a equipe gestora tenha a preocupação de “navegar” por todos os pontos considerados importantes e relevantes, até este momento do estágio de maturidade atingido. Este check list não só deve conter a frase que orienta o passo ou objetivo a ser obtido, mas também requer que a equipe gestora informe o resultado obtido e descreva s dificuldades encontradas ou vivenciadas para atingimento do referido passo / resultado.

Nossa experiência nos demonstra que conseguimos através das várias equipes de gerenciamento de projetos uma uniformidade de postura diante do que não está estruturado em processos, bem como as lições aprendidas são melhor identificadas e posteriormente mais facilmente disseminadas nas demais equipes, visto que só precisamos mudar o check list com o “ganho” obtido na lição aprendida para outras equipes passem a fazer uso desta orientação.

Uma forma que fizemos uso desta prática, para pequenas situações foi através de listas elaboradas no formato word, sugerindo esta postura proposta cima, vejam um exemplo abaixo.

Gerenciamento de projetos utilizando-se de roteiros para potencializar o processo

Um método interessante para potencializar a maturidade em gerenciamento de projetosNa medida em que temos muitos entregáveis sendo atendidos através do uso de “check lists”, este proceder manual através da impressão da lista acima ficará prejudicado operacionalmente. Teremos problemas de validar o que ocorreu e decorrente disto obter lições aprendidas relevantes.

Quando a quantidade de listas for grande passamos a utilizar uma aplicação que permite operacionalizar as listas e facilitar o acesso aos resultados obtidos pelas equipes gestoras dos projetos, bem como quantificar cada resultado a partir de um peso atribuído ao seu pleno atendimento e disto obtermos um resultado semafórico que permite analisar o compliance da equipe ao check list proposto e por sua vez à qualidade da gestão das entregas não estruturadas ou atendidas por processos pela empresa. Caso tenha interesse em conhecer de perto a aplicação e suas características funcionais, acesse nosso site www.projetividade.com.br, onde encontrará várias formas de fazer contato. Agende uma visita que iremos mostrar como conseguimos registrar de forma digital e mais facilmente os resultados obtidos, bem como obter o nível de aderência / compliance ao referido “passo” dado.

Maturidade em gerenciamento de projetos potencializada pelo uso de roteiros customizados


Publicado em: 04/09/2017


Refletir – Nossos direitos e deveres como cidadão – Gestão

No artigo de hoje vou chamar a atenção para nossa postura como cidadão, enquanto profissional dentro da empresa em que trabalhamos e como participante integrado e ativo da sociedade que compomos. Muitas vezes conseguimos dissociar estas duas participações, onde corriqueiramente abdicamos do papel como cidadão enquanto agente social e reclamamos nossos direitos, postura válida, pois nossos representantes eleitos parecem gostar de se atribuir mais direitos do que aos que os elegeram. Ocorre que apesar e até em função dos nossos direitos vilipendiados, não podemos como reflexo esquecer e negligenciar nossos deveres diante de nosso papel como cidadão deste agrupamento que chamamos de sociedade Brasileira.

Não sou favorável às pessoas robotizadas, porém para que a vida em comunidade seja mais leve e prazerosa, há a necessidade de que assumamos algumas disciplinas, que não precisamos ir muito longe, para identificar que estamos deixando de agregar tais disciplinas em uma parcela muito grande do grupo social.

Vamos enumerar algumas disciplinas simples de serem adotadas abaixo:

  1. Jogar o lixo no lixo, como exemplo, a butuca do cigarro não deve ser jogada no chão, pode parecer pouco, mas quando somamos a quantidade de fumantes, que devemos agradecer que está diminuindo, percebe-se que o volume físico destes pequenos objetos vai acabar entupindo os canais onde devia passar só água e esgoto. Outro dia estava no metrô, dentro do vagão, uma garota jovem abriu uma bala e quando a porta do vagão ia fechar para iniciar a viagem para a próxima estação, ela jogou o papel da bala no fosso da via do trem. Vamos refletir quantas ações similares que fazemos desta natureza e vamos nos disciplinar a corrigir, vale lembrar que não importa reclamar que não há cestos de lixo próximo de você, guarde seu lixo contigo até chegar ao próximo cesto disponível. Só agindo assim de forma distribuída num grande grupo social, parece pouco, mas com certeza gastaremos menos com a limpeza pública. Será possível gastar menos com estes serviços e direcionar esta verba para outros objetivos. Sei que você deve estar pensando que os políticos terão mais dinheiro para desviar, porém este é outro “papo” que teremos que agir como cidadãos para coibir, mas a parte que nos cabe fazer deve ser feita.
  2. Tanto o motorista, seja de carro, bicicleta, motocicleta, ônibus e caminhões, como os pedestres precisam respeitar mais as regras de trânsito estabelecidas, pois se seguidas, diminuirão significativamente os acidentes na cidade. O pedestre só atravessar na faixa no momento apropriado, os veículos andarem em velocidade adequada nos diversos ambientes para garantir possibilidade de agir quando de um imprevisto na via. Os ciclistas também precisam requerer seu espaço na cidade, porém precisam também ser mais respeitosos com as regras estabelecidas, pois todos ganharão. O volume de acidentados no trânsito de São Paulo é muito grande e se baixarmos 50%, por exemplo, imaginem quantos eventos serão retirados dos hospitais e clínicas médicas, que poderão focar em outros problemas diferentes e não diretamente relacionados à nossa indisciplina no trânsito!! Notem que nossa postura, como cidadão, poderá ajudar significativamente muitos dos problemas que temos reclamado dos gestores dos serviços públicos. Isso não dispensa que nossos gestores devam ser mais bem preparados para exercer estas funções, devam ser mais honestos e íntegros. Novamente continuaremos a exercer nossa postura de exigir dos políticos e gestores que façam melhor suas atividades, porém nossa disciplina auxiliará o processo e a diminuição dos custos incorridos, permitindo novamente que esta sobra seja aplicada na reformulação do sistema de saúde, pagando melhor os profissionais, entre outras coisas.

Poderemos enumerar outros temas de simples análise e de mais fácil aplicação que com certeza seus resultados serão altamente impactantes no custo dos serviços públicos. Precisamos nos deter na reflexão de que mais do que palavras o nosso exemplo no dia a dia é muito mais educativo para a disciplina do conjunto. Precisamos coibir o outro cidadão com nosso exemplo. Outro dia vi uma pessoa jogando um lixo na via pública e passando por ela, me abaixei e recolhi, discretamente consegui fazer-me notar e joguei no próximo lixo. A pessoa notou e acabou se desculpando pelo ocorrido, justificando a correria do dia a dia. Imagino que pensará duas vezes em proceder da mesma forma outra vez, ou precisará de mais exemplos em seu dia a dia, pois existem pessoas que tem mais dificuldade para absorver novas disciplinas. Não desanime de fazer a sua parte direito porque os outros não fazem a deles.

Este proceder em pequenas disciplinas criará um “círculo virtuoso”, fazendo com que outras pequenas, médias ou até grandes disciplinas sejam percebidas e incorporadas em nossa postura do dia a dia. Este novo proceder irá influenciar outras pessoas à sua volta e novamente criamos outro “círculo virtuoso” provocando que novas mudanças ocorram nas pessoas à nossa volta.

Maturidade social se obtém através do melhor e mais preparado auxiliando o menos preparado, através do exemplo. É só pesquisar os livros relativos à psicologia ou antropologia disponíveis para obter esta convicção.

Pode parecer que troquei meu tema da água para o vinho, quando apresentei o texto acima, ou seja, apresentava temas relacionados à gestão de projetos e agora apresentei este relativo à disciplina de cada cidadão. Ocorre que enquanto gestor preciso através da postura influenciar os pares dentro do projeto a se comportarem de forma a colaborar com os resultados do projeto e não há como convida-los a fazerem coisas que nós mesmos não praticamos. Tenha calma, se eu mesmo a perco nos primeiros problemas enfrentados. Colabore com os resultados, porém quando sou chamado a colaborar, me comporto de forma contrária. Percebam que estou apenas transpondo esta postura que todo gestor precisa trabalhar em suas habilidades interpessoais dentro do ambiente do projeto para o ambiente de convivência social. Precisamos entender que de alguma forma acabamos sendo gestores parciais ou totais dos ambientes em que vivemos e para tal precisamos dar nosso exemplo para obtenção dos resultados relativos ao ambiente sadio e produtivo que tanto reclamo precisar, que tenho minha responsabilidade e nem sempre faço integralmente minha parte.

Solicito sua análise e que extrapole o que foi acima apresentado para exemplos mais específicos de seu dia a dia visando atuar positivamente. Nossa disciplina mais participativa não cairá do céu e só será incorporada em nossa postura se investir nosso tempo em refletir, identificar quais são e como serão modificadas, resultando em postura repetidamente executada até que o novo proceder seja incorporado como parte da sua nova rotina.

cidadania


Publicado em: 14/09/2017


Refletir – Mudanças nos próximos anos

Gerenciamento de projeto buscando auxiliar o processo de inovação

Revendo alguns tópicos do Fórum que ocorreu este ano em São Francisco, conforme replico abaixo, gostaria de propor algumas reflexões e quem entender necessário alguns contrapontos aos meus comentários.

Resumo do Singularity University Global Summit 2017 em São Francisco, CA/US

O evento trata sobre o futuro dos negócios, da tecnologia e da humanidade.

Para profundas reflexões!!!!

Somente os tópicos que vou refletir neste texto:

  1. São 600 participantes do mundo inteiro. 70% são estrangeiros. A maior delegação é do Brasil.
  2. Parece que temos muita gente preocupada e tentando entender e acompanhar o “futuro dos negócios, da tecnologia e da humanidade”.
  3. Em 2030, mil dólares vão comprar poder computacional equivalente ao cérebro humano. Em 2050, mil dólares vão comprar poder computacional equivalente a todos os cérebros humanos juntos.
  4. Para que em 2030 isto se torne possível teremos um barateamento do hardware envolvido no poder computacional e também uma explosão de capacidade no software que vai suprotar a equivalência de poder computacional equivalente ao cérebro humano. Não há como um andar sem o auxílio do outro. Podemos de este tema deduzir que a área de software deverá ter, nos próximos 13 anos, uma evolução substancial, sem precedentes para poder suportar esta previsão.
  5. Em 2010 1.8 Bilhões de pessoas estavam conectadas à internet. Em 2017 são 3 Bilhões. Entre 2022 e 2025 será o mundo inteiro. Com mais conexões, mais oportunidades, mais gênios.
  6. Se olharmos para o Brasil, os gênios com certeza aparecerão, não duvido, porém sem que façamos em conjunto uma reforma na Educação, o número será muito menor do que poderia ser. Não digo reforma no MEC somente, mas principalmente na forma que os alunos absorvem a informação e transformam em conhecimento. O processo vigente de passagem das informações pelos professores e o auxílio para que os alunos transformem em conhecimento é muito ruim hoje, há exceções, mas poucas. Neste ambiente precisamos aplicar uma inovação de disruptura para que não percamos a onda que esta conectividade vai propiciar. Precisamos direcionar nossa juventude a identificar melhor o que tem valor e o que não tem valor nesta evolução de conectividade e disponibilidade de informações, visando que possam evoluir e não ser manipulado por um tsunami de informações.
  7. As próximas duas décadas serão diferentes de qualquer coisa que vivemos nos últimos cem anos.
  8. Os itens acima de aumento substancial da capacidade computacional deve aumentar a velocidade com que diminuímos o uso dos notes, transferindo a importância cada vez mais para o celular, tablets e outros equipamentos menores que aparecerão. A forma de interagir com vários serviços existentes vão mudar substancialmente. Muitas atividades novas serão criadas, porém outras muitas serão eliminadas em função desta forma nova de relacionamento dos serviços prestados.
  9. Podemos prever empregos que serão absorvidos pela tecnologia. Mas não podemos prever quais empregos vão surgir a partir da tecnologia. A dificuldade é a velocidade com que isso está acontecendo.
  10. Uma das mudanças significativas que ocorrerão, conforme citado no item 4 acima, será a absorção de muitas atividades braçais, executadas por pessoas, passando a serem executados por robôs. Como os robôs terão maior capacidade de executar tarefas menos repetitivas, onde há necessidade de aplicação de lógicas simples, outro tanto de atividades executadas por pessoas serão substituídas por robôs. O grande galho não é perder postos de trabalho para a tecnologia, o maior galho é não saber quais postos novos serão criados em função destas mudanças adicionais que ocorrerão na forma de nos relacionarmos em função da tecnologia aplicada. Ainda não temos muito ideia de quais serão as novas funções que serão criadas, apesar de já termos alguma ideia das que poderão ser eliminadas.
  11. 130 milhões de pessoas no mundo estão satisfeitas com o seu trabalho. Parece muito, mas em termos mundiais é nada.
  12. Um estudo da ONU revela que a população global atual é de 7,6 bilhões, analisando os dados da população economicamente ativa em países considerados sem problemas graves de desemprego, nota-se que temos em torno de 60% a 70% deles ativos economicamente. Se utilizarmos uma média de 55%, fazendo uma conta rápida temos 4,6 bilhões de ativos e se compararmos com os 130 milhões que estão satisfeitas, veremos que realmente é nada. As mudanças irão impactar fortemente pessoas que hoje já estão insatisfeitas com o seu trabalho e precisarão reaprender a trabalhar em função das mudanças que a tecnologia irá propor.

Peguei somente alguns pontos para analisar junto com vocês, não sei se olhei todos os aspectos que poderiam ou deveriam ser analisados, minha conclusão é que precisamos ficar antenados, sem angustia ou ansiedade, apenas analisando as propostas que virão nos próximos anos e escolher com inteligência e bom senso qual será a “onda” que vamos querer surfar neste mar de reformas que a tecnologia irá propor.

Uma ótima reflexão a todos e forte abraço.

Gerenciamento de projeto uma boa opção para potencializar a inovação


Publicado em: 31/10/2017


Algumas razões para escolher treinamentos customizados

Treinamentos customizados trazem resultados adicionais

No Brasil, a crise econômica sem precedentes, exige mais criatividade e posturas inovadoras dos colaboradores das empresas. Cada vez mais a empresa precisa de mudanças mais rápidas e aderentes aos requisitos identificados nos clientes e propostos pelo mercado. Todas estas mudanças são implementadas através de projetos específicos, por uma equipe multidisciplinar e muito ajustada a enfrentar desafios.

Os mercados externos estão propondo disrupturas em vários mercados considerados estáveis. Tão logo saíamos do ambiente mais crítico da crise, precisaremos rapidamente nos adaptar às disrupturas que serão propostas e que impactarão nossa área de atuação, poucas áreas escaparão deste impacto.

No treinamento padrão em gerenciamento de projetos conseguimos apresentar todos os aspectos que são importantes para um bom gerenciamento de projetos. Estes conhecimentos serão absorvidos pelos participantes e logo serão sentidos em suas posturas diárias, visando melhoria do que já era feito.

Ocorre um melhor aproveitamento quando o treinamento é customizado e conseguimos verificar junto a empresa as deficiências, conflitos e fragilidades identificadas, que podemos inserir como pauta durante o treinamento, Esta postura adotada nas dinâmicas do treinamento, trará consciência ao grupo, propondo reflexão e possível encaminhamento de solução no dia a dia, sem precisar buscar culpados ou propor punições.

Analisem com carinho essa proposta de treinamento customizada às necessidades identificadas e não somente ao teor e conceitos das boas práticas em gerenciamento de projetos. Os resultados têm-se mostrado muito acima e surpreendido os envolvidos.

Treinamento customizados trazem melhor aproveitamento do conteúdo


Publicado em: 31/10/2017


Alguns motivos para usar técnicas consagradas aos modismos!!!

Maturidade em gerenciamento de projetos

Neste momento as empresas estão enxutas, muitas pessoas estão fazendo as tarefas acumuladas de várias pessoas e procuram, na medida do possível, focar no que é imprescindível ser feito. Existem 2 aspectos interessantes a considerar. Se uma atividade deixou de ser feita e não se sentiu falta, ótimo, conseguimos otimizar um processo, porém muitas das atividades que estão sendo deixadas de lado fazem parte da maturidade obtida pela empresa.

Para que suas equipes enxutas não percam a maturidade obtida nos últimos anos em gerenciamento de projetos, estamos propondo elaboração de check-lists ou roteiros específicos para nortear os processos que confeccionam os principais entregáveis relativos ao gerenciamento do projeto. Pode parecer antigo esta proposição, porém o roteiro ou check-list tem se mostrado muito útil para compartilhar as melhores práticas, considerando também o turn-over alto que as empresas estão propondo para redução dos salários dos profissionais envolvidos com o gerenciamento dos projetos.

Se precisar de ajuda nesta empreitada faço contato que temos a expertise necessária para auxiliá-lo nestes objetivos.

Parceira ideal para obter maturidade em gerenciamento de projetos


Publicado em: 31/10/2017


Mais reflexões sobre o futuro bem próximo

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Singularity University Global Summit 2017 em São Francisco, CA/US

O evento trata sobre o futuro dos negócios, da tecnologia e da humanidade.

Revisitando mais alguns tópicos propostos pelo Fórum que ocorreu este ano em São Francisco, gostaria de apresentar algumas reflexões.

Minha especialidade é na área de gestão de projetos e fica claro que haverá, na sua vida e no mundo civilizado, um grande projeto a ser implantado, onde o escopo ainda não é bem conhecido e vai depender, em parte, de como a comunidade vai reagir às mudanças, quais riscos se apresentarão e que precisarão de tratamento.

  1. Em 2030, mil dólares vão comprar poder computacional equivalente ao cérebro humano. Em 2050, mil dólares vão comprar poder computacional equivalente a todos os cérebros humanos juntos.
  2. Em 20108 Bilhões de pessoas estavam conectadas à internet. Em 2017 são 3 Bilhões. Entre 2022 e 2025 será o mundo inteiro. Com mais conexões, mais oportunidades, mais gênios.
  3. As próximas duas décadas serão diferentes de qualquer coisa que vivemos nos últimos cem anos.
  4. Podemos prever empregos que serão absorvidos pela tecnologia. Mas não podemos prever quais empregos vão surgir a partir da tecnologia. A dificuldade é a velocidade com que isso está acontecendo.

Quando as empresas são direta e fortemente impactadas pelas mudanças, os impactos podem afetar um ramo de negócio ou uma empresa específica, porém quando esta mudança ocorre na forma com que as pessoas vivem e se organizam, os impactos são imprevisíveis. Consideremos pequenas comunidades refletindo uma forma peculiar de pensar e reagir ao meio em que vivem. Enquanto minorias tendem a se portar de uma maneira, agora com a conectividade que existirá em todo o mundo, com certeza encontrarão outras comunidades que reflitam a mesma peculiaridade, tenderão a ganhar força e propor mudanças relacionadas com sua peculiaridade e que antes não proporiam.

Cada dia mais terá que conviver com a diferença e o diferente, sem considerar se é certo ou errado, mas apenas diferente de nossos padrões e valores. Precisaremos saber alinhar condutas básicas de civilidade, sem com isto impor nossa forma de pensar e agir para estes grupos peculiares.

Novamente precisaremos organizar grandes programas dentro do país e entre países visando estruturar minimamente formas de convivência básica e pacífica respeitando nossas particularidades. Como vemos hoje em relação à Espanha e a Catalunha, continuaremos a presenciar processos separatistas similares, muito em função de poder, mas também em função da identidade que estas comunidades têm e entendem que se distinguem do todo que hoje vivem.

É verdade que comunidades menores são mais e melhor administradas, isto é evidente, porém como comunidades menores cada vez mais precisarão saber se relacionar com as demais comunidades para desenvolver o comércio complementar e o bom relacionamento, pois não conseguirão produzir tudo que precisam para sua sobrevivência e nem viver numa bolha.

Todas estas mudanças comportamentais serão mais bem gerenciadas se forem identificadas previamente e conseguirmos propor projetos que permitam o desenvolvimento destes relacionamentos antes que as peculiaridades se tornem tão gritantes que evoluam para processos separatistas ou conflitos impactantes. Se perdermos o “bonde” de propor a unificação como solução e convivência harmoniosa de nossas peculiaridades, então que sejamos aptos a trabalhar por uma pacífica transição entre o estado atual e o proposto futuro, sempre lembrando que até este momento participarmos da mesma comunidade, dos mesmos ideais e que a relação construtiva e produtiva será o melhor caminho a ser adotado, não a guerra, como normalmente é proposto.

Inicialmente parecia que as mudanças iriam impactar fortemente o meio produtivo, de comércio e serviços, porém pode-se notar que as mudanças vieram também fortemente para o ambiente político, governamental e social, com certeza propondo mudanças que devem ser analisadas previamente e tratadas como projetos na sociedade, visando uma transição mais equilibrada e pacífica….

Os especialistas em gerenciamento de projetos devem se preparar, ficar atentos às mudanças e prontos a auxiliar os vários níveis de governo a discutir suas necessidades e propor a melhor forma de transitar entre o ponto em que estão e o futuro, mesmo sem termos claro qual será o escopo desta mudança.

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Publicado em: 31/10/2017


Como o Futuro pode afetar a educação….

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O evento trata sobre o futuro dos negócios, da tecnologia e da humanidade.

Revisitando mais alguns tópicos propostos pelo Fórum que ocorreu este ano em São Francisco, gostaria de apresentar algumas reflexões.

Uma de minhas especialidades é ser instrutor de cursos / treinamento em gerenciamento de projetos, bem como professor em disciplinas específicas na graduação e pós-graduação. Quando li e refleti nos tópicos abaixo, fiz uma autoanálise e verifiquei que realmente mudanças precisam ocorrer no processo educacional de todos os níveis, da criança ao adulto da universidade.

A internet já permite buscar informações relativas a qualquer assunto que se deseja saber! O desafio não é achar a informação, porém saber se a fonte é confiável e se é verdadeira. Vejamos os tópicos e reflitamos junto seu conteúdo…

  1. Ensinamos da mesma forma há cem anos. Sistema educacional é resistente a uma mudança disruptiva. Que tal dá um tempo na educação?
  2. Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro.
  3. As instituições de ensino que existem hoje, em sua maioria, foram criadas com pressupostos de 60 anos atrás. O ensino médio é a chave para mudar todo o sistema educacional.
  4. O principal problema da educação é cultural. Há cem anos é igual. Muitos falam de customizar ensino para crianças, mas a chave é customizar ensino também para os professores. Um a um. Até a mudança ocorrer. Enquanto a instituição de ensino, o professor e o aluno estiverem presos a padrões antiquados de aprendizado e avaliação, teremos muita dificuldade para renovação deste ambiente de ensino. Precisaremos elaborar propostas diferentes para ambientes diferentes, viando buscar os mesmos resultados, ensinar o aluno a aprender consultando e estudando com as informações disponíveis e sabendo distinguir a fonte confiável e a informação sustentável, efetuando, por exemplo, cruzamento entre fontes diferentes para esclarecer a autenticidade, entre outras formas de obter aprendizado confiável. A sala de aula também precisa ser revisto seu objetivo e propósito dentro deste novo contexto. Os especialistas em gerenciamento de projetos devem se preparar para os desafios que este ambiente educacional vai propor e identificar a melhor forma de transitar entre o ponto em que estão e o futuro, avaliando os protótipos confeccionados em ambientes menores e mais controlados.

 

Não estou aqui dando a última palavra neste tema, por isso proponho que os especialistas em educação e em gerenciamento de projetos possam em conjunto encontrar propostas adequadas, testar em ambientes controlados e posteriormente efetuar a implantação em ambientes maiores e mais complexos, sabendo melhor o que ocorreu num ambiente menor e mais controlado.

Necessário se faz que especialistas em educação reflitam as mudanças que o momento requer, verificando as ferramentas que já temos disponível e as que podemos acessar facilmente, considerando a amplitude deste nosso país continental, junto com especialistas em gerenciamento de projetos para construir planos estruturados para implantação de ilhas de mudanças, visando validar os resultados obtidos com esta nova formatação do ensino.

Toda vez que entro em sala de aula, especialmente na graduação ou pós-graduação, os alunos não questionam qual será minha forma de apresentar o conteúdo que precisam absorver, mas sim como será minha forma de avaliação, pois estão interessados em obter a nota que permitirá passar nesta disciplina.

Enquanto a instituição de ensino, o professor e o aluno estiverem presos a padrões antiquados de aprendizado e avaliação, teremos muita dificuldade para renovação deste ambiente de ensino.

Necessário se faz que especialistas em educação reflitam as mudanças que o momento requer, verificando as ferramentas que já temos disponível e as que podemos acessar facilmente, considerando a amplitude deste nosso país continental, junto com especialistas em gerenciamento de projetos para construir planos estruturados para implantação de ilhas de mudanças, visando validar os resultados obtidos com esta nova formatação do ensino.

Precisaremos elaborar propostas diferentes para ambientes diferentes, viando buscar os mesmos resultados, ensinar o aluno a aprender consultando e estudando com as informações disponíveis e sabendo distinguir a fonte confiável e a informação sustentável, efetuando, por exemplo, cruzamento entre fontes diferentes para esclarecer a autenticidade, entre outras formas de obter aprendizado confiável. A sala de aula também precisa ser revisto seu objetivo e propósito dentro deste novo contexto.

Não estou aqui dando a última palavra neste tema, por isso proponho que os especialistas em educação e em gerenciamento de projetos possam em conjunto encontrar propostas adequadas, testar em ambientes controlados e posteriormente efetuar a implantação em ambientes maiores e mais complexos, sabendo melhor o que ocorreu num ambiente menor e mais controlado.

Os especialistas em gerenciamento de projetos devem se preparar para os desafios que este ambiente educacional vai propor e identificar a melhor forma de transitar entre o ponto em que estão e o futuro, avaliando os protótipos confeccionados em ambientes menores e mais controlados.

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Publicado em: 31/10/2017


Qual é o melhor método em gerenciamento de projetos ?

Reflexão sobre o melhor método em gerenciamento de projetos

Tenho acompanhado nas redes sociais algumas discussões acaloradas sobre defensores e detratores deste ou daquele método de gerenciamento de projetos. A percepção que fica é que o novo só conseguirá se posicionar ou será valorizado se desmerecer o mais velho ou mais usado no momento no mercado.

Precisamos notar que muitos dos motivos que fizeram novos métodos serem criados foi a característica diferente de uma parcela significativa dos usuários finais, que deveriam adotar este método e várias histórias de implantações frustradas, tanto por características do método quanto pela complexidade da situação no ambiente ou até pela fragilidade da equipe de gestão. Este conjunto de situações somadas acabou por propor que precisava existir outras opções interessantes. Foi o que aconteceu, novas técnicas e métodos foram elaborados, foram conquistando profissionais competentes e bons de marketing, permitindo que fossem rapidamente absorvidos em várias empresas.

Hoje entendo que as empresas, para não se complicarem como o que ocorreu quando consultávamos especialistas de ambiente Windows e Unix, ambos Xiitas em relação ao outro, não conseguiremos retirar o melhor considerando as características específicas do meu negócio e de cada método disponível para o gerenciamento dos projetos nas diversas áreas da minha empresa.

Se você pegar um método ágil e propuser implantar num grupo que não se faça aderente às características específicas deste método, muito provavelmente não será o método o problema, mas a escolha errada considerando o público alvo.

O mesmo ocorrerá para métodos não ágeis ou com características diferentes que foram propostos para ambientes, tipos de negócio ou características dos grupos envolvidos que não forem aderentes ao seu tipo de dinâmica, de controle e disciplina, por melhor que seja implantado, com o tempo será abortado ou colocado em desuso.

Os profissionais de gerenciamento de projetos devem gastar um tempo a mais analisando as características da empresa, sua cultura, das pessoas envolvidas diretamente no método e aplicando o melhor das suas qualidades interpessoais desenvolvidas e empatia, definir qual dos métodos disponíveis será o melhor e se fará uma implantação parcial ou integral do que é proposto, perdendo alguns resultados / objetivos num 1º momento, porém obtendo outros que não tinha antes, podendo optar por uma 2ª fase de implantação mais complexa e completa posteriormente….

A equipe de gerenciamento de projetos deve analisar com muita perspicácia as características envolvidas para melhor decidir qual estratégia adotar.

Muitas ferramentas estão disponíveis para melhor gerenciar seus projetos


Publicado em: 31/10/2017


Transformação digital – Uma reflexão necessária ….

Transformação digital ocorrerá melhor no trabalho em equipeSe pensarmos numa empresa produtora de cana de açúcar, onde a cana é insumo básico para geração de açúcar e álcool combustível, veremos que sua visão de transformação digital é a capacidade de entender o campo sem estar no campo 100% do tempo, otimizar os resultados de aplicação de fertilizantes em função da análise sistemática dos solos recolhidos, controlados pelos sistemas e visando a redução drástica dos custos envolvidos nesta produção, maximizando os lucros da produção. Nesta indústria já não cabe mais a aplicação igual e sistemática de fertilizantes, um insumo muito caro, sem considerar a análise e controle apropriado do solo, tudo isto através de sistemas digitais de controle de geomapeamento das várias áreas de plantio da empresa. Este é apenas o início do processo de transformação digital nesta área de negócio.Computação cognitivaComputação cognitiva - um caminho viável

Hoje existe uma transformação digital que recebeu um rótulo diferente visando distingui-la das demais que virão, pois tem características muito específicas e importantes para se deixar num “rótulo” único e abrangente. IoT à Internet of Things

Hoje com o armazenamento fantástico de informações sobre tudo que é possível, os BigData, com a disponibilidade barata de capacidade computacional e com algoritmos mais complexos que foram desenvolvidos, foi possível ter o ambiente necessário para a IoT. Mesmo considerando pequenos cenários, a ideia é fazer com que o computador atue ou raciocine como um cérebro nestes ambientes circunscritos, nem sempre pequenos se considerarmos o Watson da IBM.

Visão computacional à Câmeras, sensores e scanners.

Tecnologia para permitir que máquinas enxerguem como humanos

A minha ideia não é estressar o tema, nem mesmo ensinar ninguém, mas sim trazer para discussão e disseminação neste ambiente de compartilhamento de conhecimento e relacionamentos algo tão importante e que vai impactar significativamente a forma de nos relacionarmos profissionalmente num futuro bem próximo, bem como a forma de viver nosso cotidiano.

As pessoas que estão em pleno exercício de suas funções nas empresas, que para efeito didático chamaremos de tradicionais, precisam atuar no sentido de entender o que virá nos próximos (máximo) 10 anos, para que possam preparar as empresas onde trabalham para se adaptar ao que for necessário na perenidade delas, bem como preparar sua força de trabalho a transitar entre o estágio atual e paulatinamente, se assim for possível, migrar para novos estágios de maturidade onde vai vigorar algum tipo de transformação digital.

Como gestores de todos os matizes, precisamos parar com a ideia de rotular a transformação digital como sendo mais um modismo, como tantos outros que nos chegaram. Alguns modismos foram ferramentas úteis para fazer a transição de um ponto A para B apenas, daí terem sido rotuladas de modismos, porém agora as mudanças iniciarão mais simples, tímidas em algumas áreas, porém muito rapidamente mudando o paradigma que as pessoas estão acostumadas a transitar e agir em várias situações.

Somos um grupo heterogêneo e multidisciplinar que poderá auxiliá-los com ações produtivas, por exemplo, Open Talk, visando esclarecer alguns pontos e prepara-los para esta importante e inevitável transição digital.

Consultoria multidisciplinar para ajudar empresas na busca de soluções

 


Publicado em: 17/11/2017


Refletindo sobre a reforma trabalhista

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A reforma trabalhista aprovada e que passou a vigorar a partir de 11/11/2017, tem causado muitas discussões acaloradas entre seus debatedores. Se recordar o relacionamento entre capital e trabalho desde o início da era industrial, pós-feudal e anterior ao capitalismo, notará que esta relação sempre foi conflitante visto o antagonismo momentâneo dos objetivos que as partes cultivam e remonta bem antes da implantação do capitalismo como o conhecemos hoje. Não há como atribuir ao capitalismo, rotulado de “selvagem” nos dias atuais, a questão do conflito entre capital e trabalho. Existe uma tentativa, algumas vezes frustrada, de regrar o relacionamento.

Se olhar para o consumidor final, especialmente dos últimos 30 anos, notará que sua postura de escolha no mercado propõe às empresas a busca constante por melhores custos de produção, pois precisa competir e oferecer melhores preços finais para seus clientes.

Algumas expertises específicas de mercado serão mais bem atendidas se puderem ser terceirizadas através de empresas que detenham o conhecimento destas especialidades e possam oferecer talentos apropriados a cada necessidade específica do cliente e ajustando o custo à complexidade que o talento exigir.

O mercado estará em constante mudança nos próximos anos e as empresas precisarão, através de seus colaboradores, buscar otimizar seus processos produtivos e administrativos visando diminuir os custos operacionais, pois a concorrência e o cliente final exigirão cada vez mais competitividade de preços.

Temos um grupo heterogêneo de profissionais voltados para o pleno gerenciamento de projetos e conseguimos atuar junto às necessidades de nossos clientes buscando adaptar a expertise requerida à complexidade apresentada pelo projeto.

Buscamos entender a necessidade do cliente e aplicar a mão de obra apropriada a cada situação, sem com isto desconsiderar o apoio técnico e operacional de um staff que poderá dar suporte às equipes de campo para superar os diversos desafios que se apresentarem.

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Publicado em: 17/11/2017


Refletindo na transformação digital

Transformação digital em curso

Nas últimas semanas tenho focado muito o tema da transformação digital, de que forma ela poderá afetar nossas vidas e de reforçar que esta transformação deverá ser focada nas necessidades específicas da empresa ou do ramo de negócio / cliente, algumas situações especiais podem ser destacadas para reflexão.

Esta semana precisei me deslocar até um banco que ficava na quadra seguinte a uma estação do metrô, então não tinha porque ir de carro, fazendo uso de ônibus e metrô. À medida que viajava no ônibus e o trajeto ia sendo vencido, algumas reflexões acabei fazendo. O motorista do ônibus dirigia de uma forma que não havia segurança de nenhum passageiro no veículo em função não só nas partidas, como os solavancos que dava durante todo o trajeto.

Agora reflitamos, imaginem quando o ônibus autônomo for oferecido para as empresas de ônibus, demonstrando que terão menores custos e melhores resultados. O único empecilho para que esta renovação ocorra mais ou menos rápida, serão os próprios usuários do serviço, que sabendo o impacto que a medida acarretará para diversas famílias e pela qualidade do serviço prestado, resolvam não aceitar a mudança e arcar com eventual custo adicional para manter a situação vigente com os motoristas empregados.

Agora reflitam comigo, que vontade os usuários terão de ir contra esta mudança, caso o serviço prestado pelos ônibus autônomos forem melhores neste aspecto que o hoje prestado. Com certeza o software que dará a autonomia ao ônibus não terá solavancos e falta de tato com os mais idosos como costumamos ver hoje. Entendo que se os sensores que serão colocados para medir a presença do usuário nos seus diversos pontos de acesso ao ônibus estiverem em perfeito funcionamento, o serviço será prestado com mais cuidado e qualidade.

Notem que muitas revoluções digitais virão mais ou menos rápidas na mesma medida da qualidade e compromisso dos que prestam o serviço atualmente. Claro que haverá serviços novos criados a partir da revolução tecnológica, existirá serviços que serão remodelados pela tecnologia, mais rapidamente substituídos ou haverá resistência do usuário na mudança muito em função da qualidade do serviço prestado hoje.

Precisamos compartilhar com esta massa trabalhadora que atua nestas atividades foco de eventuais disrupturas tecnológicas que se hoje estão reclamando da reforma trabalhista, muitos com razão do que reclamam e outros nem tanto, no futuro poderão não ter mais a função disponível simplesmente porque o usuário optou por comprar o serviço sem a sua presença.

Nestes casos só restará a requalificação dos profissionais para atuarem em novos postos e serviços que serão criados ou que ainda não foram afetados pelas novidades tecnológicas.

Aqueles que atuam mais próximos aos processos de transformação tecnológica nos vários ramos de atividade profissional poderão, sempre que possível e permitido pelos envolvidos, explicar a necessidade urgente de conquistar a fidelidade do seu cliente para que sua função no mercado se torne mais longeva e você ganhe mais tempo e condições para a migração para novas funções que serão apresentadas.

Divulgar a transformação digital


Publicado em: 29/11/2017


A transformação digital impactando as lojas físicas….

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Venho compartilhando pequenos artigos com vocês a respeito de impactos vislumbrados através da transformação digital em curso no planeta. Recentemente recebi dois links que gostaria de compartilhar com vocês a seguir…

Este no mercado americano – http://conteudo.startse.com.br/tecnologia-inovacao/felipe/warren-buffett-alerta-o-varejo-que-voce-conhece-esta-para-morrer/

Este no mercado brasileiro – https://www.google.com.br/amp/s/www.secnet.com.br/blog/e-commerce-no-brasil-2016/amp

No mercado brasileiro existe até uma tendência de crescimento em dois mercados específicos, assim como cita o 2º artigo – “Para quem está pensando em começar um negócio online, setores com maior promessa de procura são os que ainda estão se desenvolvendo no mercado brasileiro, como o de vestuário e de alimentos.”

Note que estes dois setores vão impactar fortemente as lojas como as conhecemos hoje. Um dos desafios a ser superados será conquistar a confiança do consumidor quanto à necessidade de experimentar a roupa e a consequentemente troca do item caso o produto não atenda após a entrega. Este será um tema desafio para os especialistas em tecnologia de plantão…. O outro desafio será mostrar os alimentos numa determinada condição e garantir que será entregue conforme exposto, pois na loja física é assim que ocorre, o cliente só compra o produto porque viu o produto e concordou com seu aspecto e qualidade, outro desafio para os especialistas em tecnologia e logística de plantão.

Notem quantos desafios estão sendo apresentados nesta avaliação superficial que fazemos, imaginem quantos mais serão apresentados quando mergulharmos nos detalhes de cada situação.

Cada vez mais precisaremos trabalhar em equipes multidisciplinares, verificando todos os aspectos envolvidos nas mudanças ou como está sendo sugerido no mercado, implementar rapidamente mudanças simples e verificar junto aos clientes efetivos qual é sua opinião e mudar rapidamente o que estiver errado ou equivocado.

Notem que aquela ideia inicial de que o mercado receberia soluções pensadas e estruturadas antecipadamente está mudando, a start-up está ai para mostrar que precisamos interagir rapidamente com o mercado e aprender com ele o que melhor se adaptará e será aceito. O aprendizado é mútuo, pois nem o cliente sabe ao certo o que quer, está aprendendo à medida em que usa e verifica a praticidade e adquire confiança na solução.

Vou deixar abaixo um link para pensar e tratarmos num próximo artigo – https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1531425640274320&id=100002206970980

Um aperitivo para refletir que consta no artigo – “A Tesla ainda afirma que o caminhão possui um piloto automático avançado e tecnologia para se conectar a sistemas de gerenciamento de frotas, o que auxilia em viagens.

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Publicado em: 29/11/2017


A tecnologia impactando nosso deslocamento e o consumo de combustíveis fósseis…

Gestão auxiliando no processo de criatividade

No texto anterior finalizei apresentando o link de divulgação da Tesla para seu caminhão elétrico, preço e características, ou seja, realidade que já permite fila de espera para entrega. As várias versões disponíveis já constam com um piloto automático avançado e tecnologia para se conectar a sistemas de gerenciamento de frotas, o que auxilia em viagens…

Reproduzo o link a seguir para que possam acessar o texto completo à https://conteudo.startse.com.br/tecnologia-inovacao/taina/tesla-anuncia-os-precos-dos-seus-caminhoes-eletricos-revolucionarios/

Já existem estudos que poderão impactar ainda mais a forma que nos deslocaremos e também consumiremos combustíveis fósseis. Existe boa expectativa que nos próximos 10 anos a tecnologia já identificada, permita confeccionar a custo acessível os componentes necessários para a substituição dos pneus dos carros, entre outras finalidades possíveis. Já imaginaram o impacto que será em nossa forma de viver termos automóveis autônomos, possível e em fase de implantação para os próximos 5 anos? O automóvel que hoje exige do motorista alto grau de comprometimento com o processo de dirigir, poderá se tornar um ambiente mais adequado para execução de inúmeras outras atividades mais proveitosas?!!

Viajando um pouco mais no tema, podemos imaginar que sem a necessidade dos pneus, como meio obrigatório para o deslocamento, poderemos imaginar que conjugado com o automatismo vigorando nos automóveis e caminhões, pensar em várias vias suspensas, onde hoje temos apenas uma via de tráfego, em função do capeamento aplicado.

Link da matéria que fala da tecnologia que poderá substituir o pneu dos automóveis no futuro à

http://tecnologiaporummundomelhor.blogspot.com.br/2016/01/projetado-aparelho-para-produzir-e.html

Se for esta ou outra tecnologia que permitirá esta substituição, ainda é uma incógnita, o que podemos afirmar com certeza, o que parecia ficção científica ou utopia há 20 ou 30 anos atrás, hoje já faz parte de nosso imaginário como possível e breve.

Gestão patrocinando melhor o trabalho em equipe


Publicado em: 29/11/2017


Como as novas tecnologias estão impactando a postura do Gerente de projetos ….

Gerente de projeto - Herói ou mau necessário

Estamos presenciando o amadurecimento de inúmeras Boas Práticas que estão impactando positivamente a forma que gerenciamos os projetos nas empresas brasileiras à Lean Kanban, Six Sigma, Métodos ágeis, PMI, PRINCE 2, PRINCE 2 Ágile, CPMA e me desculpem outras que acabo não citando, pois não é o foco neste momento citar todas, mas focar a postura do GP num ambiente de inúmeras inovações tecnológicas.

A Internet das Coisas (IoT), a Inteligência Artificial afetando atividades diárias de forma bastante forte, RPA (Process Automation), BlockChain, enfim estamos sendo atropelados por novas tecnologias, as mais variadas e que impactarão fortemente como as empresas atuam no seu dia a dia.

Lembrando uma definição vigente de projeto, “Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo.” misturada com esta revolução tecnológica em curso no mercado, verificaremos que o GP estará sendo fortemente impactado, pois as empresas se ressentem de mudar tão fortemente em tão pouco tempo e os GPs serão os “maestros” com perfil inovador e precisará mobilizar seus pares para participar deste ambiente de novidades constantes e tão impactantes.

Outro dia conversava com um grupo de profissionais que atuam em PMOs e verificamos um consenso que o GP é um profissional híbrido que vem suprir uma “falta” que as empresas têm em função do volume grande e impactante de inovações e a necessidade de estar se recriando constantemente no ambiente de negócios para se perpetuar como empresa. Salvo as Startups, que já nascem com o DNA da mudança frequente, as demais empresas se ressentem que seus processos internos tenham que se adequar às novas necessidades apresentadas, imaginem o que se desenha no horizonte em função das inovações tecnológicas.

Precisamos entender melhor de que forma nossa empresa ou ramo de negocio será impactado nos próximos anos e auxiliar no processo de renovação dos processos internos, bem como patrocinando as inovações que serão propostas e que sem elas não haverá como dar longevidade à empresa neste ambiente de extrema mudança.

Sejamos conscientes desta necessidade, vamos nos mobilizar para fomentar estas preocupações e especialmente que nos preparemos em auxiliar nossos pares em efetuar a travessia requerida para uma nova forma de atuar onde as mudanças sejam implementadas mais rapidamente e menos impactantes no ânimo e determinação das demais pessoas da empresa.

Habilidades em gerenciamento de projeto


Publicado em: 05/01/2018


Refletindo sobre o período de festas do final de ano…..

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A diversidade na sociedade está cada vez maior, encontrar semelhantes com nossa forma de pensar / sentir é muito rápido através das redes sociais, apesar do Brasil ser um país preponderantemente cristão, já identificamos grupos cada vez maiores de pessoas que professam outras formas de religiosidade.

Algumas formas de religiosidade não se alinham com o Natal conforme propõe as religiões cristãs, porém visando aglutinar um maior número de pessoas com este período e desconectá-lo do motivo inicial em que foi pensado e proposto, criaram o personagem do Papai Noel, visando o incentivo ao comércio local.

Não estou aqui propondo criticar esta ou aquela postura melhor ou pior, hegemônica ou não, entendo que o período é propício para construir, apesar da religiosidade de cada grupo, uma agenda comum de consenso, de forma que possamos criar um ambiente propício para cultuar o Amor, a Fraternidade, o bom relacionamento entre as pessoas, já que são estes valores comuns a todas as formas de religiosidade cultuadas nos grupos identificados.

Aqui no Brasil, você sendo ou não cristão, estará debaixo de um calendário que respeitará estas datas festivas e significativas para os cristãos. Que possamos todos, emanados por valores comuns de amor e respeito mútuos, com nossos irmãos de convívio diário, construir uma Egrégora (do grego egrêgorein, «velar, vigiar»), é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas) positiva e que todos possamos sair ganhando com esta postura positiva, construtiva e fraternal, possibilitando propor um ambiente propício de esperança e otimismo para o ano vindouro.

Que todos, sem exceção, tenham um ótimo período de festas, cheio de paz, harmonia e muitas felicidades, sejam cristãos ou não, pois já ficou claro que precisamos aprender a conviver com as diferenças e construir uma plataforma harmoniosa de futuro respeitoso e produtivo.

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Publicado em: 05/01/2018


Refletir nossa busca incessante por obter conhecimento…

Parcerias são o melhor caminho de sucesso profissional

Quero deixar claro que não sou contra, em momento algum, a obtenção de conhecimento, até porque como diz um ditado popular já antigo, “conhecimento não ocupa espaço”.

Esta ânsia pela busca por conhecimento, justificada pelas inovações tecnológicas e de novas práticas em todas as áreas de conhecimento, que vem nos surpreendendo diariamente, em todos os ramos de negócio, não deveria sobrepor nossa necessidade e capacidade de nos relacionar com nossos pares diuturnos de convivência.

Nota-se uma incapacidade de escutar contrariedades ao nosso modo de pensar, viver e a verdade que absorvemos. Precisamos da conscientização que com o advento da internet e as conexões infinitas que podemos fazer na busca por informações, verdadeira ou não, notadamente teremos cada vez mais pessoas que podem pensar diferente de nós, se compararmos a 30 anos atrás, quando a disseminação da informação só ocorria pelo radio, jornais e televisão e não afetava todos.

Precisamos urgentemente buscar o conhecimento e em seguida obter a habilidade de conviver pacificamente com nossos “contrários” em opinião. Da mesma forma que estamos nos surpreendendo com a rapidez com que a tecnologia está mudando a forma com que fazemos as coisas, também as pessoas estão sendo atropeladas por volumes cada vez maiores de informações, corretas ou não, moldando sua froma de julgamento e se posicionando intransigentemente diante daqueles que pensam diferente, sem antes ter a paciência, trabalho e carinho de avaliar os argumentos e fatos que sustentam a outra forma diferente da sua de pensar a vida.

Mesmo que você já tenha tido o trabalho, paciência e carinho de analisar a realidade que suporta a forma que seu “opositor” pensa e age, daí concluindo que ele está errado, isto não nos dá o direito de aplicar qualquer tipo de restrição ou punição em função disto, enquanto claro que esta postura não infrinja seus direitos como cidadão. Todos nós pagamos nossos impostos e temos o direito de divergir um dos outros, sem com isto nos dar o direito de aplicar a este ou aquele qualquer tipo de punição, até que este não ultrapasse os aspectos legais definidos para a boa convivência em sociedade.

Precisamos aprender a conviver pacificamente com nossos “diferentes” e construir uma Egrégora (do grego egrêgorein, «velar, vigiar»), é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas) positiva e que todos possamos sair ganhando com esta postura positiva, construtiva e fraternal, possibilitando propor um ambiente propício de esperança e otimismo para o ano vindouro.

Conhecimento sem Amor perde o valor e torna-se perigoso


Publicado em: 05/01/2018


Tolerância – Algo a ser desenvolvido e exercido em 2018…

Tolerância a ser desenvolvida

O Brasil, como um país preponderantemente cristão, nesta época de Natal, falamos muito em vivenciar o AMOR, através de suas inúmeras formas de expressão. Precisamos não só exercer o AMOR durante o mês de Dezembro, como e principalmente durante todo o ano de 2018.

Numa das inúmeras oportunidades de estudo que me propus, verifiquei que o AMOR tem uma série de outras vertentes, se assim posso chamar, de formas de ser exercido. A paciência, a caridade, a bondade, enfim, posso ficar aqui enumerando várias formas de exercer o AMOR.

Queria gastar alguns minutos falando sobre uma dessas formas que pouco tem sido falado e que 2018 vai requerer muito de nós para permitir que o tecido social seja fortalecido e que o BEM possa reverter o que o mal já instalou.

TOLERÂNCIA – Não estou falando da postura permissiva, cumplice que estamos vendo diariamente o último de nossos símbolos de resistência do BEM aplicar aos seus apadrinhados através do STF e demais instâncias do judiciário. Precisamos entender que a forma que outro cidadão vive, desde que respeite as leis instituídas pelo homem e as leis naturais, preservando meus direitos individuais e segurança pessoal, esta forma de viver dele deverá ser respeitada mesmo que não nos seja adequada ou aprovemos.

Hoje o mal como se apresenta está se aproveitando de nossa intolerância para seguir ganhando terreno, contando que não nos unamos em uma pauta única, apesar de nossas diferenças de forma de viver. Precisamos demonstrar neste ano de 2018 que haverá um basta para todo este descalabro de situações que estão nos apresentando. Toda vez que pegamos em nossas mãos a justiça, permitimos que outras pessoas com mais poder e melhor organizadas, assim também o façam. Precisamos nos mobilizar enquanto sociedade organizada, através de pautas únicas e bem direcionadas e “forçar” com que nossos representantes, em todas as esferas de poder a cumpram com todo o desvelo e seriedade.

Esta semana recebi a visita de um amigo que considero muito e que tem muito bom trânsito dentro do judiciário Paulista e estava preocupado que a descrença está grande e que falta pouco para ascender um estopim que poderá reverter muito do que já ganhamos até agora, não importando se a revolta virá de cima, de baixo, da direita ou da esquerda, todos perderemos direitos civis.

Por isso não sessarei de divulgar minha determinação que consigamos grupo por grupo, por menor que seja difundir esta ideia de TOLERÂNCIA para as diferenças e nos unamos em torno do bem comum.

Da forma que estamos divididos por “pequenas coisas”, somente os maus ganham com isto, pois é mais fácil governar um grupo dividido por si só. O máximo que precisam fazer é fomentar os motivos desta divisão. Não precisa ir muito longe, vejam o noticiário e os programas televisivos, a prioridade que dão a estes temas.

Tenhamos em 2018 a perseverança em buscar resultados melhores pela e através da coletividade e saibamos que o verdadeiro PODER está na maioria, porém esta MAIORIA precisa estar unida para se fazer ouvida e respeitada.

Convivência pacífica entre os diferentes, aproveitando o melhor

 


Publicado em: 05/01/2018


Refletindo sobre o Natal…

Refletir sobre o papel do cristão no Natal

História è Estudiosos dizem que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, nascido na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

São Nicolau foi transformado em santo após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu inicialmente na Alemanha e se espalhou pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

Interessante citar que até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. O cartunista alemão Thomas Nast, em 1886, criou uma nova imagem para o bom velhinho, com roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto e foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Hoje a figura do Papai Noel está presente na vida das crianças do mundo todo, principalmente durantes as festas natalinas. O velhinho bonachão de barbas brancas e roupa vermelha e branca continua levando presentes para as crianças que foram obedientes e se comportaram bem durante o ano. Segundo a imaginação infantil, ele vive no Pólo Norte e com seu trenó, sempre puxado por lindas renas, leva alegria para as famílias durante o Natal.

Notem que a figura do Papai Noel nasceu de um bom exemplo e à medida que o tempo foi passando a mídia estruturada e a necessidade de aumentar o comércio vigente enalteceu o aspecto da troca de presentes no Natal, especialmente aproveitando-se da ingenuidade das crianças que participam, através dos seus pais, do espírito de Natal do bom velhinho. Com o passar do tempo as crianças viraram adultos e mantêm viva a forma de cultuar o Natal através da troca de presentes entre as pessoas.

Não há como dizer que há algo de errado na base dos exemplos apresentados e vendidos pela mídia para o bom velhinho, fraternidade, bondade, pois o ato de dar um presente pressupõe enaltecer o bem querer e a lembrança por uma pessoa e não a obrigatoriedade do dar.

Para os que não são cristãos, incorporar valores do bom velhinho, até me parece uma boa prática, visto que na base são positivos, precisando apenas recuperar a essência dos motivos do bom velhinho para uma boa convivência entre as pessoas.

O que os cristãos não podem permitir é esquecer que o Natal é uma data cristã e tem um aniversariante muito especial. Não há problema e absorver do bom velhinho algumas características de enfeite nos lares ou mesmo a mesa farta para as refeições, só não podemos deixar escapar quais são os verdadeiros motivos para este evento.

Rever pessoas que o dia a dia do trabalho e correria não permite para conviver num ambiente de alegria, saudades, renovação e fortalecimento dos laços de amizade e amor entre as pessoas. O que Jesus nos deixou de exemplos e caminho a seguir deveria nortear nosso planejamento para o ano vindouro, aproveitando que em poucos dias vamos comemorar a virada do ano, estruturando nossa mudança no que aprendemos e sabemos que precisamos por em prática. O nascimento de Jesus é a proposta de renascimento de nós mesmos do “homem velho para o homem novo”, renascido e moldado através da vivência dos ensinamentos que estudamos do aniversariante do dia 25/12.

Cristãos não deixem que através do tempo, os costumes que nos são “vendidos” pela mídia e pela facilidade de incorporação destes costumes, esquecer e deixar para 2º plano o real motivo de comemoração do Natal e o propósito desta data para nossa vida. Vamos repensar o que estamos fazendo que não nos trás alegria e planejar o ano vindouro sob a ótica do que aprendemos nos ensinamentos de Jesus e melhorar nossos relacionamentos, onde quer que estejamos e demonstrar aos não cristãos que pode haver uma pauta comum de entendimento para culturas diferentes baseado na fraternidade e entendimento mútuos.

Conhecimento que transforma

 


Publicado em: 05/01/2018


Empreendedorismo e Inovação – Como fazer e obter resultados palpáveis?

Procurando alternativas para empreendedorismo e inovação

Esta semana recebi um artigo por intermédio de um amigo que compartilho o link abaixo, permitindo que possam entender minhas considerações a respeito do referido tema.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-poder-da-simplicidade-b5lpo2fh22aikquyuf90d0xqk

Para quem, como eu, está o tempo todo precisando lidar com estes dois temas, empreendedorismo e inovação, por necessidade da profissão, realmente as palestras e treinamentos ofertados, talvez para fazer brilhar os olhos de quem escuta, utilizam-se de exemplos exageradamente bem sucedidos e que pouco serão repetidos novamente. Não é pessimismo, mas em Inovação “os exemplos mais citados são o iPhone, o iPad, o Google e outros produtos da moda” e em empreendedorismo “os estudos de caso trazem uma overdose de Steve Jobs, Bill Gates e outros megaempresários norte-americanos”.

Nada contra esta abordagem dita hiper-motivante, mas provocará rapidamente desmotivação, pois dificilmente se repetirá. Não ganho nada citando esta empresa, porém vou citar para facilitar com que outros empreendedores possam confirmar minhas palavras. Em 2017 fui a vários eventos da Endeavor, onde empreendedores brasileiros mostram o que fizeram, de forma resumida, para atingir seus resultados. Mesmo menores alguns destes exemplos dificilmente se repetirão facilmente, porém o que me chamou a atenção foram algumas palestras que apontaram para certos aspectos que entendo importantes.

Alguns empreendedores de Startups disseram para que olhassem o dia a dia das pessoas e notassem no que elas precisam de ajuda para executar melhor, mais rápido e com menor custo suas atividades, sejam profissionais / particulares / lazer. Como no próprio artigo inicial demonstrou alguns exemplos simples de soluções altamente impactantes, estas com certeza poderão se repetir, porque muito ainda é possível melhorar na vida das pessoas.

Empreendedores de plantão que buscam inovações impactantes e bastante remuneradas verifiquem as necessidades básicas de seus futuros clientes e busquem atendê-las de forma rápida, fácil e se possível barata. É difícil, sem dúvida, porém será mais fácil do que sonhar em ser um novo Bill Gates ou Steve Jobs da informática. Seu nome poderá entrar na história não em substituição a estes citados, mas com certeza como alguém que realmente contribuiu positiva e fortemente impactando as vidas de milhares de clientes, proporcionando a você não só satisfação profissional, como também milhares de reais como resultados desta sua ação mercadológica.

Desejo ao que trilhar este caminho muito sucesso em 2018 e busquem seus clientes nas soluções mais simples e fortemente impactando as vidas dos seus clientes, pois opções não faltam, busquem na sua criatividade para esta inovação.

Consultoria de resultados

 


Publicado em: 05/01/2018


Uma reflexão para planejar mudanças para 2018….

Planejamento e desenvolvimento de carreira

Uma das dicas de Mary Barra (CEO da GM) para começar bem um emprego novo

  1. Coloque o cliente no centro de tudo que você faz

Se você trabalha em contabilidade, engenharia, vendas, se você acabou de sair da faculdade ou já é um vice-presidente, não importa… Lembre-se que ao focar no cliente, você sempre vai obter a melhor performance.

As necessidades do seu cliente devem direcionar cada decisão que você tomar. Se o desejo do cliente não estiver refletido em sua nova posição, você precisa encontrar alternativas, em seus primeiros 90 dias (e em todos os dias depois) para garantir que isso se torne possível.

No setor industrial o profissional ligado à produção deve preocupar-se com a total qualidade do produto produzido, conforme foi projetado, enquanto áreas como Marketing e pós-vendas, analisam quais aspectos devem ser melhorados nas próximas versões do mesmo produto.

O mesmo não ocorre com o setor de serviços e comércio, que tem contato direto com o cliente consumidor. Esta nova força de trabalho que busca colocação no mercado de trabalho deve ter isto em foco e priorizar, pois os Startups que mais tem obtido bons resultados estão buscando estes GAPs deixados pelo atendimento na área de serviços e do comércio, para buscar inovações que conquistem os clientes.

Nada melhor do que encontrar clientes não satisfeitos com o atendimento para que aceitem novidades propostas por agentes de mercado. Não precisamos ir muito longe para entender, não querendo criar polêmica, mas com certeza já propondo, olhem o caso do UBER e dos taxistas comuns? Se o serviço prestado pelos taxistas fosse aprovado por unanimidade dos seus clientes, mesmo o UBER propondo custos mais baratos, como fez, não encontraria sustentação no público usuário. Não foi o que ocorreu…. a própria população não satisfeita com os serviços em geral prestados, pelos custos altos que retirava boa parcela de usuários do consumo deste serviço, migrou rapidamente para o UBER. Tenho amigos consultores que optaram por deixar seu carro em casa e só se deslocar na capital pelo UBER em função do custo menor, prontidão de atendimento e agora conseguem no trânsito fazer algumas coisas, por exemplo, revisar algum tema antes da reunião de trabalho que vão participar. Óbvio que outras questões também contribuíram, mas a satisfação do cliente usuário ainda é o principal sustentador das mudanças e disrupturas no mercado.

Podem procurar e rapidamente acharão outros agentes com este mesmo perfil, onde o valor agregado à operação e a satisfação do cliente são baixos. Motoristas de ônibus, o próprio cobrador que já está em fase de extinção nas linhas de ônibus. Inicialmente o fato de ter que carregar crédito no cartão do ônibus era um empecilho, porém com o tempo vários foram os motivadores que fizeram este transtorno diminuir. Hoje escutei sobre o aumento da passagem do ônibus e todo crédito aplicado ao cartão até 06/01/2018 continuará, até seu término, pagando o valor da passagem antiga. Depois da tecnologia implantada, outros benefícios poderão ser ofertados produzindo ainda mais pessoas convertidas ao novo sistema e abandonando o anterior, fazendo com que o cobrador seja cada vez mais dispensável deste processo.

Não estou aqui fazendo análise de valor positiva ou negativa desta ou daquela função, apenas demonstrando que a longevidade da profissão ou função que abraçou está diretamente relacionada com quanta força e dedicação você coloca seu cliente no foco de suas prioridades.

Reflita com carinho neste início de 2018 e planeje seu ano contemplando este foco em satisfazer seu cliente através da sua postura como fornecedor dos serviços que ele estiver consumindo, será uma boa postura para a longevidade do que escolheu fazer profissionalmente.

Veja a dica número 5 que a mesma CEO coloca em sua entrevista, que fecha este texto como lembrança de se adaptar às necessidades dos seus clientes.

5ª dica – Adapte-se e aprenda

No final do dia, muitas vezes o seu sucesso não será determinado apenas por quão boa é a sua estratégia, mas sim quão bem você se adapta para atender às mudanças nas necessidades de seus clientes.

Tempo de foco no cliente


Publicado em: 05/01/2018


Reflexões propostas para 2018 – Ano de eleição

Com certeza conseguimos obter consenso em temas estruturantes para o bem comum, sem que com isto tenhamos que discutir o sistema de governo

Inicialmente vou buscar um pouco de história e conhecimentos didáticos para desenvolver minha lógica com vocês.

Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar), consiste em ganhar o controle de um lugar através da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem.

Esse conceito foi utilizado pelo governante romano César (divide et impera), Filipe II da Macedónia e imperador francês Napoleão (divide ut regnes).

Em nosso congresso nacional analisando a fragmentação existente, pode-se concluir que não há exigência de que pensamentos um pouco diferentes busquem convergência para juntos criarem uma plataforma única de governo e governabilidade…. é mais fácil criar um partido novo visando dar sustentação a esta diferença de pensar e concomitantemente vender muito caro o apoio a um eventual partido majoritário. Acho que isto não é novidade para nós brasileiros, pois é isto que está ocorrendo, regras muito frágeis para criação de novos partidos, consumo cada vez maior de recursos públicos para mantê-los e mais custosos para um partido majoritário obter o apoio destes pequenos partidos criados.

Neste caso utilizam de dinheiro público desviado para comprar apoio para governar, sem contar o enriquecimento ilícito, porém quando este raciocínio / lógica se transfere para a população, não podemos fazer a mesma analogia, pois nossa fragmentação entre diferenças não estruturais, provoca um enfraquecimento das bases facilitando o poder instalado. Com as várias formas disponíveis de comunicação (verdadeiras e falsas) de manipular estes blocos, de mantê-los distanciados e de fácil manobra, por não nos unirmos em torno de temas comuns, não exercemos força sobre esses governantes e funcionalismo público.

Note que não estou falando de direita, esquerda, centro, alto e baixo, não falei de ideologia de nenhuma espécie, estou falando de temas comuns aos seres humanos de todas as ideologias, como saúde, educação e segurança. Com certeza conseguimos obter consenso em temas estruturantes para o bem comum, sem que com isto tenhamos que discutir o sistema de governo. Tenho certeza que todos ou a sua maioria quer serviços de qualidade, nem que isto nos cobre um custo adequado. Ocorre que hoje o custo é alto e não recebemos nada, nem serviço e nem qualidade. São poucas as ilhas de excelência que conseguimos identificar e precisamos nos unir para dar um recado bem claro èos serviços precisam funcionar independentemente do sistema de governo.

Fica muito cômodo para quem está no governo colocar as divergências de forma de governo (direita e esquerda – presidencialismo / parlamentarismo / monarquia) em questão, pois como este tema é espinhoso e divide a sociedade, deixa-se para 2º plano a questão da qualidade nos serviços públicos e a eficiência da gestão do governo instalado.

Deixemos de lado, pelo menos temporariamente até a próxima eleição de 2018, questões relativas sobre qual o melhor sistema de governo e nos unamos em torno de fazer com que o sistema que for eleito funcione e gaste nosso dinheiro de forma adequada e eficiente. Temos mais força do que imaginamos, porém estamos criando buraco em nossa própria capacidade de pressão quando priorizamos temas que favorecem os eleitos e não os eleitores.

Analisem com carinho esta minha proposta e nos unamos em temas mais estruturantes e que juntos, se necessário for ir às ruas para exigir que as coisas funcionem, sem com isto estar dizendo ser a favor deste ou daquele sistema de governo, mas que desejamos que aquele que está no poder agora nos atenda em nossas necessidades básicas de saúde, segurança e educação, conforme compromisso assumido por eles durante o processo de eleição.

Como sugestão, analisando a situação ter chegado num ponto muito difícil de separar o joio do trigo, fica minha proposta de não reeleger ninguém nesta próxima eleição no congresso nacional. Todos de uma forma direta ou indireta estão alinhados e recebem recursos desviados da máquina pública, erraremos menos se não reeleger ninguém e colocar gente nova, porém em seguida nos organizando para cobrar, o governo eleito, que funcione num sistema democrático instalado, não aceitaremos nenhum regime totalitarista implantado, seja de direita ou de esquerda, democracia é a única via possível.

Deixemos de lado, pelo menos temporariamente até a próxima eleição de 2018, questões relativas sobre qual o melhor sistema de governo e nos unamos em torno de fazer com que o sistema que for eleito funcione e gaste nosso dinheiro de forma adequada e eficiente

 


Publicado em: 19/01/2018


Quem ganha com o antagonismo patrocinado??

Existem grupos interessados em potencializar as diferenças entre Empresários X cliente / consumidor

Hoje vamos pincelar sobre o tema relação Empresário X Consumir / Cliente. De certa forma está institucionalizada a impressão histórica de que o empresário busca, no ambiente capitalista, o lucro a qualquer custo e esta impressão foi reforçada pelos fatos divulgados pela mídia organizada, sobre os eventos de corrupção, onde em todos havia grandes empresas e empresários por trás financiando o processo para potencializar seus lucros sem precedentes éticos e morais. Mesmo notando-se que em sua maioria eram obras públicas, não há como retirar do processo o “cliente” por trás do resultado pagando um preço exageradamente alto pelo resultado obtido. Exemplos não faltam para exemplificar em outras áreas de negócio.

Não quero aqui defender nenhum dos lados, pois existem empresários gananciosos, porém existem empresários conscientes do seu papel dentro da sociedade democrática e capitalista. O que gostaria de destacar é que existem grupos interessados em potencializar estas divergências desta relação visando cada vez mais distanciá-los, fazendo-os esquecer de que tem uma pauta comum que poderia muito bem se juntar para buscar estes objetivos.

O grande volume de empresários é de pequenas e médias empresas e pela quantidade envolvida, não há como generalizar que todos tem o viés de corrupção como prática rotineira, nem mesmo generalizar que todas grandes empresas só tem empresários com viés de corrupção. Não podemos esquecer que cada dia mais o ambiente requer maior competitividade e não podemos crucificar estes que buscam otimizar seus lucros num ambiente com esta extrema competitividade.

As empresas estão cada dia mais investindo verba para divulgar seus produtos e serviços, visando conquistar mais clientes e fidelizar os existentes, porém a relação de conquista e fidelização poderia ter outro viés que não apenas divulgação, promoção, preço e qualidade percebida. Estes indicadores são importantes, porém não são os únicos existentes e que podem trazer bons resultados para a relação positiva e construtiva entre cliente x fornecedor.

Os empresários poderiam destacar parte de sua verba publicitária para construir uma nova relação com seu público alvo existente e os seus anseios. As atitudes “ditas negativas” dos governos estabelecidos, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, afetarão diretamente tanto o cliente como o fornecedor, enquanto cidadãos, porque não desenvolver uma relação que permita construir maior confiança e gerar fidelização por outro meio que não somente os quatro acima citados.

Apresento esta opção não como a única, mas como mais uma que poderá auxiliar que esta relação, que quase inexiste hoje, entre empresário x cliente em função do histórico percebido pelo cliente. Vou apresentar um exemplo que poderá explicar melhor a ideia, porém poderá ter muitas nuances específicas quando trocadas para outras áreas e tipos de serviço / produto.

Um supermercado local poderia destacar uma parte da sua verba publicitária para construir uma relação mais produtiva. A partir de consulta aos seus clientes consumidores, buscar identificar objetivos interessantes para eles nas três esferas de governo, municipal, estadual e federal, visando priorizar estes objetivos quantitativamente junto ao seu público existente ou ao que se deseja conquistar ou fidelizar. Imaginemos que o objetivo mais votado no público consultado foi a reforma da praça próxima ao supermercado visando dar um ambiente mais adequado para a comunidade local aproveitar.

Existem hoje várias formas viáveis de marketing digital e ferramentas que permitem confeccionar petições diretamente nas subprefeituras e ou órgãos da Prefeitura local, buscando coletar, dentro desta mesma comunidade que foi consultada, abranger ainda mais o volume de assinaturas que requerem este objetivo atendido pela Prefeitura local. Na cidade de São Paulo, por exemplo, petições com 50.000 ou mais assinaturas deverão entrar como objetivos a serem viabilizados pela Prefeitura no próximo ano. Claro que existem meios de nossos representantes eleitos atrasarem, de forma legal, este atendimento, porém a equipe deste Supermercado continuaria fazendo monitoramento desta iniciativa e regularmente dispararia outras campanhas de marketing digital junto ao público interessado para reforçar esta prioridade junto ao órgão competente para programá-lo no próximo ano.

Este exemplo poderá ser expandido para qualquer iniciativa no âmbito estadual e federal também, o que muda é a necessidade de maior quantidade de assinaturas para que o objetivo seja priorizado dentro da respectiva casa legislativa ou poder executivo. A campanha de marketing digital precisará buscar junto ao público, que será mapeado como de interesse ao atingimento do objetivo, para obter o referido apoio e “obrigar” que o órgão efetue o tratamento do tema e priorize seu atendimento dentro da referida casa e ou poder executivo.

As possibilidades de objetivos são infinitas, porém vai requerer que a comunidade que apoiará, via este fornecedor, se una em torno de um tema e o priorize em detrimento de outros, visando dar maior força a este escolhido. Se multiplicarmos estas ações em vários fornecedores dentro da cidade, por exemplo, São Paulo estará priorizando alguns temas junto ao poder estabelecido, seja em que amplitude for, para que priorize seu atendimento, aspecto que não temos hoje de forma estruturada.

Desta forma o fornecedor poderá construir uma relação de fidelização que não seja só baseada nas quatro pilastras (divulgação, promoção, preço e qualidade) conhecidas, mas também através do reconhecimento que este fornecedor está também mobilizado a nos ajudar a priorizar ações que atendam necessidades que esta comunidade entenda como necessárias. Com certeza se este fornecedor não estiver com o melhor preço, desde que não seja absurda a diferença, haverá clientes que optarão manterem-se fiéis a este fornecedor em função dos resultados adicionais oferecidos e que desejamos. Concomitantemente estaremos construindo uma capacidade de organização local da comunidade que não temos hoje e melhorando a percepção deste empresário que o lucro não está sendo objetivado a qualquer custo e que estão devolvendo parte do seu lucro buscando objetivos de interesse da comunidade cliente.

Reflitam a respeito e avaliem como podem estruturar estas ações e se quiserem mais informações é só fazer contato, consegui evoluir um pouco mais este tema com alguns interessados e parceiros.

Somente com trabalho comunitário em equipe conseguiremos superar nossas diferenças e obter resultados para todos

 

 


Publicado em: 19/01/2018


Soft Skills – Habilidades requeridas para a vida e não só para a profissão…

SOFT SKILLS HABILIDADES NECESSÁRIAS PARA BEM EXECUTAR SUAS FUNÇÕES

As Soft Skills são um conjunto de traços de personalidade produtiva que caracterizam os relacionamentos de alguém em um meio. Essas habilidades podem incluir bom humor, habilidades de comunicação, habilidades linguísticas, hábitos pessoais, empatia cognitiva ou emocional, gerenciamento de tempo, trabalho em equipe e traços de liderança. As Hard Skills eram as únicas habilidades necessárias para o emprego na carreira e eram geralmente quantificáveis e mensuráveis a partir de antecedentes educacionais, experiência de trabalho ou através de entrevista.

Por exemplo, não há como contratar alguém para uma função que requer conhecimento técnico de engenharia que só tenha as Soft Skills, ou seja, dentro do ambiente técnico que o profissional está inserido, seu conhecimento técnico é absolutamente necessário para exercer sua função adequadamente. Então por que hoje estão dando tanta importância e foco para as Soft Skills?

O ambiente de trabalho está em constante alteração e a previsão é que nos próximos 10 anos as mudanças sejam ainda maiores e mais impactantes. Então, se o recrutador estiver buscando um perfil que requer determinado conhecimento técnico, dará prioridade aos que detêm o conhecimento necessário e têm experiência de aplicação deste conhecimento no ambiente profissional.

Quando este recrutador obtiver um conjunto de profissionais selecionados sob este aspecto técnico, deveria passar a analisar características que demonstrassem que cada candidato pré-selecionado tivesse mais e maiores Soft Skills, através de entrevistas, dinâmicas de grupo, entre outras ferramentas apropriadas para esta métrica.

Com a dinâmica transformadora vigente no mercado, cada vez mais e mais novas soluções tecnológicas sendo disponibilizadas e impactando fortemente a maneira da empresa de fazer negócio e auferir sua receita e lucro, que a faz sobreviver, as Softs Skills estão sendo valorizadas e fazendo a diferença entre escolher um ou outro profissional no processo seletivo de uma vaga, prioritariamente técnica.

Hoje já não existem mais profissões que são consideradas ilhas. O grau de necessidade de relacionamento entre pessoas com tipos diferentes de conhecimentos técnicos em busca de soluções que impactam diretamente a saúde da empresa aumentos significativamente. Não só através dos projetos, mas como já citamos, as novas tecnologias que estão sendo disponibilizadas estão nos tirando da “zona” de conforto e exigindo posturas mais e mais proativas e de liderança, características marcantes das “Soft Skills”.

O ambiente de projetos, onde atuo há mais de 20 anos, já demanda estes perfis “Soft Skills” há muito tempo, em função das características inovadoras e integradoras dos projetos nas empresas. Os gerentes de projetos já buscam desenvolver esta ou aquela “Soft Skills” que não têm ou que se mostram ainda incipientes.

Agora chegou a vez dos demais profissionais buscarem desenvolver ou aprimorar suas “Soft Skills” para melhor realizar suas atividades profissionais num ambiente em constante mutação e de recorrentes desafios.

Não podemos esquecer que as “Soft Skills” também são requeridas para um melhor e mais equilibrado relacionamento das pessoas em seu ambiente pessoal e familiar.

SOFT SKILLS HABILIDADES QUE PODEM SER ADQUIRIDAS E OU APRIMORADAS


Publicado em: 26/01/2018


Fórum Econômico Mundial e as 4 habilidades priorizadas desenvolver…

FÓRUM DE DAVOS - 4 HABILIDADES PRIORIZADAS PARA O PROFISSIONAL PARA 2020

Partindo do texto do link abaixo referente Soft Skills e analisando as habilidades que foram priorizadas no último Fórum Econômico Mundial de 2018, veremos que estas habilidades são todas Soft Skills.

https://www.linkedin.com/pulse/soft-skills-habilidades-requeridas-para-vida-e-não-só-paulo-aguiar/?lipi=urn%3Ali%3Apage%3Ad_flagship3_profile_view_base_post_details%3B593p1EmUQ2q3XoPGgnQvFw%3D%3D

O Fórum Econômico Mundial discutiu vários temas e destacaram quais serão as habilidades que determinarão a empregabilidade dos profissionais!! O site do G1 apresentou mais um texto, que se analisarmos em conjunto com as 4 habilidades requeridas, poderemos entender melhor o objetivo.

“Será que em breve as entrevistas de trabalho serão feitas em frente a um computador capaz de analisar até expressões faciais? A inteligência artificial agita o mundo do trabalho e apenas com formação será possível evitar a destruição maciça de empregos, alertam empresários reunidos em Davos.”

“Tecnologias que até pouco tempo atrás pertenciam ao campo da ficção científica, como os algoritmos para o diagnóstico médico, os robôs inteligentes ou os veículos sem motorista, estão se tornando realidade.”

Todas as atividades que tiverem o perfil serão objeto de automação através da inteligência artificial, reforçando que esta substituição inicial será apenas o começo, pois à medida que utilizamos estas soluções, mais aprenderemos com ela e potencializaremos sua abrangência.

Então quando o Fórum coloca como prioridade 4 habilidades específicas que distinguem o ser humano da máquina, não é a toa, ou seja, as atividades que puderem ser substituídas por robôs ou inteligência artificial, serão, porém o que não puder vai requerer que o ser humano, que nelas for atuar, algumas habilidades específicas que serão destacadas abaixo, não serão apenas estas, mas que estas foram priorizadas neste evento em questão.

Acredite, se até o ano 2020 você não tiver se desenvolvido de acordo com essa tendência, certamente terá muitas dificuldades. Confira o ranking com das 4 habilidades priorizadas:

Ⅰ- Habilidade para solução de problemas complexos.

O sonho de todo gestor é ter uma equipe hábil em solucionar qualquer problema!

Se você tiver essa habilidade desenvolvida, e também souber demonstrá-la de maneira adequada em uma primeira entrevista, você certamente se destacará!

Ⅱ- Pensamento crítico

Não estou falando de colocar defeito em tudo, mas de usar a lógica e o racional para identificar quais os pontos fortes e fracos das soluções e quais alternativas podem ser criadas para solucionar o (s) problema(s).

Ⅲ – Criatividade.

É hora de deixar de lado aquela velha opinião formada sobre tudo. Em períodos de crise econômica, novas tecnologias e competitividade, a criatividade é a chave para quem deseja ser notado como inovador e surpreendente.

Ⅳ- Gestão de pessoas

Nem chefinho, nem chefão. Se você quer ser reconhecido para um cargo de gestão aprenda a identificar talentos, motivar e desenvolver as pessoas.

Reiterando, não há como contratar alguém para uma função que requer conhecimento técnico e que ele só tenha as Soft Skills, ou seja, dentro do ambiente técnico que o profissional está inserido, seu conhecimento técnico é absolutamente necessário para exercer sua função adequadamente.

Com a dinâmica transformadora vigente no mercado, cada vez mais e mais novas soluções tecnológicas sendo disponibilizadas e impactando fortemente a maneira da empresa de fazer negócio e auferir sua receita e lucro, que a faz sobreviver, as Softs Skills estão sendo valorizadas e fazendo a diferença entre escolher um ou outro profissional no processo seletivo de uma vaga, prioritariamente técnica.

Tenho acompanhado vários comentários em posts no LinkedIn reforçando a constante “guerra” entre capital X trabalho (Empresário x Empregado), como se hoje, em função dos desafios que a dinâmica transformadora vigente no mercado, colocando estes dois atores frente a frente para elaborar uma nova forma de relacionamento, esquecendo ou deixando o histórico passado influenciar menos em suas decisões futuras.

Não estou aqui advogando para nenhum dos lados, porém não vejo que este antagonismo patrocinado, também pela mídia, vá trazer resultados positivos para nenhum dos lados. Precisamos esquecer o passado e a partir de um presente totalmente desafiador, nos perguntar (empresários e empregados) se continuarmos nos portando da mesma forma se obteremos os resultados “ditos” necessários, neste ambiente dinâmico e transformador que se agiganta diante de nós.

Tem um ditado, que não sei dizer sua origem, mas que o considero muito presente… “Se queremos resultados diferentes, não obteremos se continuarmos a nos comportar como sempre o fizemos.” Reflitam com carinho e acuidade que profissional e empresário deseja ser no futuro, é sabido que ter capital sempre fará diferença, porém quanto mais automatizados forem os processos, mais precisaremos de uma massa de profissionais capazes e dispostos a utilizar esta tecnologia na obtenção de mais e melhores resultados para a empresa e que vai minimizar a importância e a diferença que é ter o “capital”.

FORUM DE DAVOS - RELAÇÃO EMPRESÁRIO X EMPREGADO PRECISA SER REPENSADA OU RECRIADA


Publicado em: 01/02/2018


Proposta de nova forma de liderança

LIDERANÇA DENTRO DA SUA COMUNIDADE E EMPRESA

A condução de um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados, é chamada de liderança. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe e da organização, seja do tipo empresarial ou social.

QUADRO ALFABETISMO FUNCIONAL - ESPAÇO PARA POSTURAS CRIATIVAS

Para saber mais sobre cada um dos níveis, acesse o link http://download.uol.com.br/educacao/2016_INAF_%20Mundo_do_Trabalho.pdf.

Considerando o estudo utilizado como base, somente os níveis Proficiente e intermediário tem habilidade de ler e interpretar um texto apresentado (narrativo, jornalístico ou científico), ou seja, somente 31% da população estão aptas a garimpar informações, interpretá-las e buscar discernir o certo do errado do que foi lido ou apresentado pela mídia.

Se você se considera dentro do grupo dos 31% acima, solicito refletir com carinho nestas poucas linhas que vou apresentar a seguir.

Se este grupo (31%) for partidário da democracia e não estiver coeso em torno de uma única opção de ideologia ou forma de governo, entenderei que estes 31% serão fracionados ainda em várias partes conforme o entendimento e valores que cada grupo considerar mais adequado para si e seus, concorda? Daí concluindo que este grupo, que consegue garimpar informações e discernir melhor entre o certo e o errado, não conseguirá sozinho eleger nenhum cargo majoritário, apenas alguns cargos legislativos, concorda?

De uma análise simples e superficial que fiz, não vejo como não propor o papel de liderança deste grupo de 31% da população para o restante 69% da população, que carrega uma dificuldade intrínseca de discernir adequadamente o que lê ou o que recebe de informação nas diversas mídias disponíveis. Pode inicialmente parecer uma proposta paternal ou ditadora, porém se analisarmos em mais detalhes verá que não é.

Não estou propondo “tutelar” um grupo de pessoas, ou seja, empurrá-las a determinado objetivo e sim como a definição de liderança coloca – “habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe“. Se comprometer a compartilhar e divulgar informações corretas, conforme nossa linha de valores entende correta, possibilitando que outras pessoas possam melhor entender o meio em que vivem, visando dar melhor direcionamento e aí sim poder se responsabilizar completamente pelas suas decisões como cidadão. Não vejo como cobrar integralmente deste grupo de 69% a responsabilidade de discernir adequadamente o rumo a seguir, pois o sistema educacional proposto não os habilitou corretamente neste sentido e como o voto do cidadão é igual, seja ele participante do grupo de A ou B, entendo como necessário que as pessoas participantes do grupo de 31% se proponham a agir de forma a liderar grupos de pessoas, não para pensarem como você pensa, mas para alimentá-los com informações corretas e de fácil entendimento, de forma que possam tirar suas conclusões e deixar de participar da massa de manobra que são hoje.

Não proponho que controlemos o que um grupo de pessoas venha a decidir, isto será uma pequena ditadura, mas passar a ser um agente de mudança proativo no meio em que convive, compartilhando ativa e didaticamente informações corretas para este grupo de pessoas do seu alcance, de forma que eles possam se tornar pessoas mais capazes de tomar decisões “corretas” baseadas em informações corretas que assimilaram. Devemos substituir, na medida do possível, a fonte de informações “fake” que estas pessoas estão consumindo ou auxiliá-los a discernir as informações que estão consumindo, de forma a tomarem a melhores decisões. Não estou com isto querendo induzir ninguém a decidir conforme meus valores, a postura é mais difícil do que imaginam, é fornecer conteúdo sustentável da realidade e de fácil assimilação de forma que as pessoas que fizerem uso delas possam, através dos valores de cidadão e povo que carregam, tomem as melhores decisões.

Infelizmente gostaria de apresentar uma solução mais rápida e segura de construirmos um país melhor, porém não há como fazer isto sem construir primeiro dentro de cada cidadão alguém melhor, mais conhecedor da realidade do seu país e capaz de discernir entre o certo e o errado, participando de forma mais consciente e responsável destes resultados.

Não entenda esta minha proposta como única que poderá trazer soluções para o nosso país, porém se cada componente deste grupo de 31% de pessoas aptas a arquitetar soluções inovadoras e potencialmente boas para obter resultados não se propor a fazer algo, sinceramente não sei onde vamos chegar com o destino do nosso país, permitindo que um grupo oportunista continue manipulando esta grande massa de gente sem que façamos algo, sem sair da zona de conforto e através de proatividade propor novos rumos e soluções aos problemas que estamos vivenciando.

PROATIVIDADE ÚNICA MANEIRA DE MUDARMOS O STATUS QUO EXISTENTE


Publicado em: 08/02/2018


Educação – uma prioridade hoje e não para amanhã

EDUCAÇÃO UMA PRIORIDADE HOJE E NÃO AMANHÃ

Recentemente recebi um vídeo pelo celular que me remeteu novamente a reflexões sobre o futuro ambiente de trabalho e as funções requeridas para atendê-lo. Compartilho um link que achei no YouTube facilitando assistir.

Esta 1ª loja aberta dará subsídio para entender os ajustes que se farão necessários para que próximas sejam implantadas, não obrigatoriamente pela Amazon, mas por empresas já estabelecidas no mercado oferecendo produtos aos clientes através de processo similar de escolha, checkout, pagamento.

Notem que em breve futuro não terá mais uma grande necessidade da função de caixa de loja / supermercado. No ritmo que está evoluindo, as novas gerações tendo um celular cada vez mais cedo, este tipo de proposta de atendimento terá grande sustentação dos seus futuros clientes para uso e adequação.

O que hoje já é crítico e tudo indica que se não fizermos nada, tenderá a ficar mais crítico no futuro, será um grande contingente da nova geração continuar a não ter acesso à educação formal de qualidade e perder o “bonde” do conhecimento, como se verifica hoje. Se com as atividades ditas mais “braçais” ainda disponíveis, nosso país tem um nível assustador de desemprego, agravada por uma crise econômica, imagine se não fizermos nada para mudar o caminho que o “trem” está tomando e não recuperarmos a disponibilidade e qualidade da educação básica ofertada à maioria da população??!!

Não estou fazendo apologia ao apocalipse, mas quando falamos do tema educação, quase nada se consegue realmente mudar de uma hora para outra. É necessária quase uma geração inteira para adequar o novo às novas turmas, enquanto se faz um processo híbrido para as turmas em curso pelo sistema antigo. Tudo isto porque talvez não haja condições de aplicar o novo sistema / processo na geração atual, precisaremos atuar na geração que estará adentrando ao sistema educacional aos 5 anos de idade.

Vale lembrar que talvez não tenhamos professores preparados para aplicar este novo sistema, sem antes requalificá-los para tal, pois não sabemos quanto este novo sistema será diferente do anterior em didática e postura junto ao que deve ser ensinado e a forma de ensinar.

Muitos dirão que já temos gerações perdidas, porém precisamos parar de perder futuras gerações agora e não amanhã. Fica aqui o alerta para esta comunidade de profissionais que considero aptos a atuar na sociedade para influenciar mais pessoas a buscarem novos resultados diante da estrutura de governo que se apresenta. Esquecer as diferenças existentes entre rótulos como empregados ou empregadores, professores ou alunos, militares ou civis, negros ou brancos, não importando sua condição ideológica atual e sim quanto estamos dispostos a participar para construir um país que nos orgulharemos no futuro, num ambiente propício para o desenvolvimento de nossos filhos e netos para a nova economia baseada na tecnologia que se apresentará e que mal conseguimos vislumbrar com exatidão hoje.

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Publicado em: 15/02/2018


Uma visão de Esperança e Otimismo

DÁ TRABALHO E EXIGE ESFORÇO SER OTIMISTA

Um dia destes recebi pelo Whats App um vídeo do professor Mario Sergio Cortella falando de Otimista / Pessimista e outro sobre Esperança. Em função de uma série de acontecimentos a minha volta e com pessoas conhecidas, passei a refletir estes acontecimentos sob a ótica do que o Professor falou nestes 2 vídeos. Quero compartilhar com vocês estas reflexões para ver se auxilio mais alguém, além de mim mesmo, com estas reflexões.

No primeiro sobre otimista ele foi enfático que o pessimista é um “vagabundo” que se auto intitula de “realista”, pois pouco faz para que as coisas a sua volta melhorem, apenas faz julgamentos apressados negativos e não empenha nenhum esforço para que haja mudanças neste panorama analisado. Por isso que o professor tão bem o caracteriza por “vagabundo”, pois é mais fácil e dá menos trabalho só criticar e esperar que quem estivesse a frente da empreitada, sem auxílio de quem pode ajudar, acabem por não conseguir sucesso nos seus objetivos.

Sempre estamos querendo, especialmente em épocas de crise como a que estamos enfrentando, que as empresas e o mercado sejam melhores do que estão se apresentando, mas a pergunta que fica e não cala, quanto realmente estamos contribuindo para que haja esta mudança para melhor? Será que não estamos nos colocando na posição do pessimista, não fazendo nada e aguardando para “realisticamente” dizer que nada tem jeito neste país? Será que se optasse por participar de iniciativas positivas, que com certeza precisarão de muito trabalho para ser implantadas e obter bons resultados, não seríamos mais um remador fazendo com que a canoa desta proposta evoluísse para frente, mesmo que ao final não atingisse os resultados pretendidos, mas trouxesse ensinamentos importantíssimos pelas lições aprendidas das dificuldades enfrentadas e não vencidas / superadas? Todos os gurus empresariais de empreendedorismo e start-ups dizem que devemos aprender muito com os erros, porém quando a iniciativa está relacionada ao ambiente público, nossa postura é de só criticar os erros e nada aprender com eles.

Precisamos nos lembrar de que o ambiente público não é do governo e sim de toda a população, momentaneamente existe um governo empossado, mas que precisa, com nossa ajuda, seja da ideologia que for, atingir metas para cumprir com suas obrigações como mandatários temporários do poder outorgado.

O outro vídeo falava sobre a visão dele da “esperança”, não a esperança do verbo “esperar”, mas a esperança do verbo “esperançar” que significa ir atrás, fazer a sua parte para que o resultado atual mude para algo diferente. A “esperança” contida na frase muito usada “Espero que as coisas mudem”, não é esperança e sim o verbo esperar, que não tem ação contida nele para obter a mudança que queremos ou precisamos.

Refletindo nestes dois vídeos e analisando nosso meio atual que vivemos, precisamos nos comportar mais como “otimistas e esperançosos”, atuando no sentido de algo fazer, pelo menos o que tenho ao meu alcance para mudar a situação atual. Vamos a alguns exemplos simples, este ano teremos uma eleição importantíssima, onde teremos a oportunidade de renovar toda a câmara dos deputados e 2/3 dos senadores do senado, além de presidente e governadores dos estados. Precisamos identificar com muito cuidado opções para ver com clareza a ficha de cada candidato, hoje temos aplicativos disponíveis na internet que nos mostram muitas informações importantes destes candidatos. Outras opções estão aparecendo muito interessantes que estão criando corpo, como o votanet baseado no RJ e que breve deve estar espalhado pelo Brasil inteiro. Não são as únicas, saia de sua postura de acomodação e aplique esforço pesquisando que opções, em sua opinião serão as melhores, para te orientar a fazer a melhor escolha no momento da eleição. Não vamos perder mais esta oportunidade. Outra coisa importante é trabalhar para também esclarecer outras pessoas que talvez não tenham a capacidade ou discernimento de buscar estas opções para melhor se armar de informações para melhor decidir. Se deixarmos que a maioria da população, como é o nosso caso atual, fique dependendo apenas da mídia oficial, sabemos muito bem aonde esta mídia oficial vai levar……

Utilizei este exemplo da eleição, mas podemos encontrar muitos outros na sua comunidade, no seu prédio, no seu trabalho, iniciativas que buscam obter resultados positivos para sua coletividade, porém encontrarão mais dificuldades para atingir seus resultados por causa de uma “porção bem grande” de pessimistas ao seu redor. Outra coisa importante de participar ativamente dos processos é que sua participação coibirá que “espertalhões” se aproveitem da não “participação” para atingirem objetivos escusos aos iniciais propostos na “venda da oportunidade”.

Precisamos largar nossa parte de acomodação e pegar as rédeas do que podemos nas mãos e dar rumo aos destinos deste país, hoje somente os ditos “espertalhões” estão à frente fazendo o que querem, seja no ambiente público ou privado. Precisamos, com nossa participação, fazer com que iniciativas positivas ganhem mais apoio e obtenham sucesso, iniciando um processo virtuoso em nosso meio de convivência. Ótima reflexão a todos, da mesma forma como estes dois vídeos me tocaram, abaixo deixo a link deles para que possam escutar a integra dos mesmos.

Pessimista –> https://www.youtube.com/watch?v=71IfGDXwDVA

Esperança –>  https://www.youtube.com/watch?v=AAwU9ynCDVc

PROVAVELMENTE PARA SER OTIMISTA E ESPERANÇOSO VOCE TERÁ QUE MUDAR SUA ESTRATÉGIA


Publicado em: 22/02/2018


Refexão – Momento especial para contratação

CONTRATAÇÃO DE PROFISSIONAIS ESPECIALISTAS - RECUPERAÇÃO DAS EQUIPES

Em conversa descontraída com amigos consultores de diversas áreas do mercado, abordamos uma situação que deve rondar a preocupação dos RHs das empresas e dos diretores que foram alçados a este cargo depois que as empresas, nos dois últimos anos, provocaram um achatamento da estrutura hierárquica. Muitos profissionais competentes em cargos gerenciais, porém sem a total experiência requerida, foram guindados para posições de diretoria.

Em nossa conversa não houve apologia a qualquer demérito destes profissionais, mas o aspecto de que as empresas estão retomando a contratação de novos profissionais para áreas de gerenciamento, visto que o enxugamento foi muito forte e algumas áreas e profissionais estão trabalhando no limite de suas forças para manter suas áreas cumprindo com seus objetivos com um mínimo de qualidade.

Estas empresas ao divulgar a abertura de vagas para cargos de gerência, em função de muitos diretores dispensados no enxugamento estarem ainda disponíveis no mercado, acabarão por se candidatar a vagas hierarquicamente inferiores ao que estavam. A questão levantada e que forneceu material para acaloradas discussões foi se os diretores guindados à posição, com capacidade para tal, porém menos experientes, irão prover o retorno destes profissionais mais maduros e experientes disponíveis no mercado para atuarem em funções hierarquicamente abaixo deles com tamanha experiência?!

Muitas dúvidas foram levantadas quanto a um provável medo deste diretor em trazer alguém com tamanha experiência para trabalhar sob seu comando e criar uma possível situação de “sombra” deste para consigo mesmo. Alguns entenderam que este novo diretor deveria avaliar nas entrevistas o perfil de cada candidato e não se intimidar de contratar alguém com mais experiência do que ele no conjunto de especialidades de sua diretoria. Agregar pessoas com maior experiência poderá trazer muito valor à sua área de conhecimento e gerar melhores resultados que serão atribuídos à sua diretoria.

Outros analisaram a possibilidade do profissional contratado identificar fragilidades em seu diretor e atuar para que fiquem perceptíveis aos seus pares, visando em futuro próximo poder substituí-lo no cargo.

Outros fizeram a seguinte pergunta: “Qual é o papel do RH nestas situações?” – Não seria do RH o papel de identificar esta situação e trabalhar para trazer um profissional gabaritado, se possível acima do desejado, em função de condições momentâneas mercadológicas, trabalhando junto ao diretor e ao novo contratado estes aspectos para agregar maior valor à sua empresa? Qual seria o papel do RH nesta situação? Muitas foram as opiniões divergentes e não chegamos a nenhum consenso, apenas que o RH deveria ter uma postura proativa nesta situação desenhada, sem conseguirmos desenhar com clareza qual.

Este processo está iniciando no mercado, as empresas começam a recontratar parte dos profissionais que foram demitidos nestes últimos dois anos e como ainda temos muitos profissionais qualificados disponíveis no mercado, não há como não pensar que esta situação ocorrerá em algumas empresas e ficou a seguinte dúvida estatística entre os presentes. Há como pensar

Qual situação ocorrerá com maior frequência:

  1. O diretor tratará diretamente o processo e verificará as qualificações do candidato, excluindo prováveis candidatos acima do desejado ou que pudessem fazer sombra a ele mesmo?
  2. O diretor solicitaria auxílio ao RH, exporia a situação identificada e em conjunto verificariam uma estratégia adequada para o melhor para a empresa?
  3. O RH tomaria as rédeas do processo, considerando que o atual diretor tem fragilidades em função da estratégia que a empresa adotou no processo de enxugamento durante a crise e a partir disto priorizaria trazer maior valor para a empresa, considerando e preservando o atual diretor, porém conversando abertamente esta situação com ele, propondo uma gestão interina ou até auxiliando no crescimento do diretor atual?

Qual é sua opinião?

DIFICULDADE EM CONTRATAR PROFISSIONAIS ESPECIALISTAS?


Publicado em: 01/03/2018


Uma esperança identificada nas gerações chamadas X, Y e Z

ÉTICA ANALISANDO AS GERAÇÕES X,Y E Z NO MERCADO DE TRABALHO E SOCIEDADE

Em função de meu atual estágio de vida e maturidade, tenho procurado ler e me inteirar sobre as novas e futuras gerações que estamos precisando gerenciar, tenho identificado algumas características muito diferentes na juventude que está atualmente no mercado de trabalho, até os 40 anos e aquela que está entrando agora, a partir dos seus 18 anos.

Uma visão superficial e imperfeita, notaremos certa impaciência destas gerações com a hierarquia e também passando a impressão de que não estão compromissados com os resultados e objetivos da empresa a que se agregam a trabalhar, nota-se uma inquietude muito grande por agilizar ou fazer tudo cada vez mais rápido.

Na medida em que lemos a respeito destas gerações e convivemos mais de perto com representantes destas gerações, notamos que a percepção inicial está muito errada, não que não existam pessoas neste grupo com estas características, visto que em toda coletividade existem diferentes do grupo estudado. Notamos sim um compromisso com o que é correto e ético, estas novas gerações vieram com valores muito mais fortes do que as gerações anteriores, não aceitando passivamente o que existia desde quando o Brasil era colônia de Portugal, a corrupção e o jeitinho de levar vantagem em tudo…..

Os resultados que estão aparecendo na justiça Brasileira, apesar de termos ainda gerações anteriores no topo desta classe, as gerações que estão compondo a base já se faz presente exigindo que as coisas mudem e que o correto e o ético prevaleçam. Vale lembrar que esta mudança não é fácil de ocorrer, pois o todo ainda é bastante “povoado” pelas gerações anteriores que são “coniventes” ou com valores éticos forjados no respeito inquestionável a hierarquia constituída e ao poder sem limites. Nossa democracia gatinhava enquanto se estruturava as instituições que dariam suporte ao regime escolhido pelos brasileiros.

As novas gerações são impacientes com os resultados e já não aceitam mais a hierarquia sem limites e o poder pelo poder, vemos autoridades jovens constituídas, nas várias áreas do direito e segurança, suportando esta mudança que se faz necessária, porém é tão difícil porque o povo brasileiro tem uma característica trabalhadora e cordata, ainda precisando de lideranças éticas e positivas, oriundas destas gerações, que trarão seus valores mais éticos para a política.

É fácil de imaginar porque estas novas gerações conseguiram lugar nas carreiras concursadas do que nas carreiras políticas!!! Nas carreiras políticas precisariam se curvar diante das regras do jogo vigentes, enquanto nas carreiras concursadas só dependiam do seu esforço de estudar e não deveria “benção” a nenhum grupo, a partir do momento que conquistasse sua posição no seu ambiente de trabalho, apenas a sua consciência e valores adquiridos.

Precisamos agora identificar nestas novas gerações pessoas com vontade e determinação para atuar no ambiente político e fazer a renovação. Vale lembrar que não podemos deixar que estas pessoas precisem se submeter às regras do jogo vigente, eles acabarão por se comprometer com os grupos que estão no poder que querem manter as regras atuais. Precisamos, enquanto eleitores, procurar com lupa estes novos valores que emergirão do grupo da sociedade e que, com certeza, não serão financiados pelos grupos participantes do poder atual, para elegê-los e renovar o ambiente com estas novas gerações visando dar novo rumo à política brasileira.

Reflitam a respeito e comentem, mas não deixem de participar do processo eleitoral que está por ocorrer neste ano, com todo o cuidado e carinho que o processo requer, pois depois de eleito um candidato errado, somente após 4 anos de sofrimento conseguiremos tirá-lo de lá. Vale a pena os próximos 6 meses de esforço para obter acuidade para que a escolha seja mais acertada e nos próximos 4 anos foquemos em trabalhar e fazer o país crescer…..

INSERÇÃO DA NOVA GERAÇÃO X, Y E Z NO MEIO POLÍTICO PARA RENOVAÇÃO DE VALORES

 


Publicado em: 07/03/2018


É hora de mudar o pronome que conjugamos ….

REVENDO SEUS VALORES DE EGOÍSMO PARA OUTRAS MAIS FRATERNAIS

Tenho me cobrado escutar todas as vertentes de opinião dos amigos que me cercam. Tenho amigos extremados contra o Lula, outros continuam achando que foi golpe contra a Dilma. Apesar de discordar parcialmente ou totalmente de algumas opiniões, tenho me obrigado a escutá-los com atenção e carinho, pois já cheguei à conclusão que a unanimidade é burra. Com o volume de informações distorcidas disponíveis, é cada vez mais difícil uma pessoa obter toda a verdade, tendo seu tempo muito consumido pela sua atividade diária de buscar o pão de cada dia para sua família, achar que dominará todas as verdades dos fatos que ocorrem a sua volta.

Interessante perceber que estes amigos, que são diametralmente opostos entre eles e também parcialmente comigo, são pessoas estudadas, ativas em seu dia a dia profissional, mantendo o exercício diário do discernimento num bom nível. Então cheguei à conclusão que não há como não escutá-los quando a situação e o tema aparecem, verificar seus argumentos e a base lógica com que sustentam suas decisões ou direcionamentos. Muitas vezes me fazem rever algumas certezas que carrego, mudando-as ou ao contrário fortalecendo minhas convicções atuais.

De toda a diversidade que conversamos, seja de política, economia, convivência em sociedade, nossas ansiedades diante de escândalos que se apresentam na mídia em geral, relacionada à corrupção, à segurança, à saúde e também à educação, esportes do coração, enfim toda a diversidade de assuntos que amigos e confrades costumas conversar, procuro compilar e retirar um mínimo múltiplo comum.

Com o volume de informações disponíveis, nosso poder, maior ou menor, de acessar as verdadeiras das nem tanto, nossa capacidade de interpretar e discernir com exatidão as informações que coletamos, dificilmente obterá unanimidade dentro de qualquer conjunto de pessoas que avaliarmos, ou seja, as diferenças / divergências vieram para ficar entre nós.

Temos notado cada vez mais a capacidade de certas classes profissionais de se organizarem na sociedade, visando defender seus pontos de vistas e seus direitos, muitas vezes em detrimento dos direitos de outras classes menos organizadas ou menos numerosas.

Então considerando tudo que conversei e tudo que entendi da diversidade de opiniões que escutei, se queremos construir uma sociedade mais justa e fraterna, precisamos diminuir a conjugação do pronome “EU”, para buscar mais a conjugação do pronome “NÓS”. É claro que é muito mais fácil externarmos nossos sentimentos íntimos, mesmo enquanto classe, pois é o que sentimos diretamente na pele. Ocorre que não há como construímos uma sociedade justa e fraterna se continuarmos a buscar soluções para uma determinada classe ou grupo de pessoas, mesmo que seja justo o pleito, passando a conta do problema para outra parcela diferente, sem que esta parcela maior esteja concordando com este ônus ou priorizando isto em detrimento de outro objetivo.

Imaginemos que por um passe de mágica a corrupção fosse erradicada de nossas relações, sejam públicas ou privadas, num primeiro momento teríamos mais recursos disponíveis, porém mediante o volume de pleitos justos da comunidade, precisaríamos determinar prioridades a serem atendidas com o mesmo recurso disponível. Aí chega o momento de conjugar o “NÓS” com maior ênfase. Avaliem com sinceridade estas poucas palavras acima grafadas, não precisam concordar comigo, temos sempre o direito de discordar, sem nenhum ônus, porém se queremos que a maioria de nossos problemas sociais seja corrigida, precisamos iniciar o plantio da semente chamada “NÓS”. Um ótimo feriado de páscoa a todos e que nosso renascimento seja poderoso e profícuo no meio em que vivemos.

SUA AÇÃO É FUNDAMENTAL PARA QUE O TODO SEJA MELHOR


Publicado em: 23/03/2018


A Intolerância precisa diminuir

A DIVERSIDADE DE PENSAMENTO ENTRE AS PESSOAS É O SAL DA TERRA, DESDE QUE SAIBAMOS LIDAR COM ELAS

Em função de fatos e ocorrências apresentadas nas várias mídias e redes sociais, me peguei nos últimos dias refletindo alguns aspectos, que vou compartilhar com vocês.

Eu tenho formação mais em exatas, sempre tive uma tendência, desde jovem, por disciplinas em exatas, por isso acabei me interessando pela área de TI, onde atuei por mais de 20 anos. Iniciei como operador de computador de grande porte, os chamados mainframes, depois programador, nas diversas escalas possíveis, depois analistas de sistemas em todas as escalas, mudando ao final para empreendedor e gestor de projetos, onde estou hoje.

Conheço pessoas de outras formações em diversas áreas de conhecimento e que por causa disto, têm convicções parecidas ou totalmente antagônicas às minhas e nem por causa disto, deixei de ter neles menor amizade ou cerceá-los para exercer esta ou aquela atividade, baseado somente na sua capacidade técnica ou a minha confiança na sua habilidade em fazer o que precisa.

O que faz uma sociedade forte é exatamente sua pluralidade de abordagem e convicções de vida, onde esta diversidade propiciará, seja por sentimentos natos ou por conhecimento intrínseco ao tema em discussão, ponderar a respeito de determinados temas com riqueza de detalhes, pois teremos pessoas analisando de acordo com sua visão e qualquer resultado será mais bem atendido quando assim nos comportamos.

Na disciplina de gerenciamento de projetos, onde milito hoje, as melhores práticas propostas nos vários institutos que congregam este conhecimento, sempre nos orientam a cuidar dos envolvidos que são afetados positiva e negativamente, visando obter toda a informação e apoio para o melhor resultado.

Se pensarmos que nossa sociedade é um grande programa e sua população os stakeholders afetados positiva e negativamente, dependendo do direcionamento de determinados projetos deste programa, caso não envolvamos ou consideremos todos os envolvidos, ouvindo sua opinião e sabendo como ele será afetado, nosso projeto, componente deste programa, não atingirá o resultado esperado.

O que me espanta é que atualmente, em nome de uma discordância de ideologia, que nem acredito que realmente exista de fato, não conseguimos conversar com quem pensa diferente, sem que queiramos eliminá-lo, como se este fosse um inimigo. Não estamos conseguindo objetivar resultados comuns a todos, indiferentemente da provável ideologia que professa. Vale lembrar que saúde, educação e segurança, são temas que podem gerar resultados comuns independentemente da ideologia de quem recebe. As possíveis diferenças poderão ser aplicadas mais no detalhe dos grupos específicos, enquanto no geral os serviços básicos seriam todos atendidos.

Reitero que a riqueza de um povo / sociedade está na diversidade de como esta sociedade pensa e de seus valores, porém acrescento mais um ingrediente importantíssimo, que até então não havia lido em lugar nenhum, povo este que saiba lidar construtivamente com esta diversidade produzindo resultados para todos os seus cidadãos.

Boa reflexão e abaixo a intolerância vigente….

NÓA TEMOS CAPACIDADE DE CRIAR UM PAÍS MELHOR PARA AS PRÓXIMAS GERAÇÕES


Publicado em: 12/04/2018


Nosso ponto de vista

TOLERÂNCIA PRECISA SER PRIORIZADA EM NOSSAS RELAÇÕES

Outro dia assisti a um filme, que no início me pareceu muito estranho, pois repetiu a mesma cena, acho que 5 vezes, porém a cada vez sob a ótica de um espectador que participou da ocorrência apresentada.

O filme evolui depois destas 5 apresentações, desenrolando as mesmas óticas, agora consumindo menor tempo para cada uma delas, focando mais nos protagonistas do filme, sem perder de vista os demais e seu ponto de vista.

O filme mostra que nem todos conseguem perceber as mesmas coisas, até porque cada uma tem uma participação diferente na ocorrência, alguns estavam gerando a ocorrência e outros estavam recebendo o ocorrido com surpresa, porém todos tinham a sua visão de observador diferente dos fatos.

Hoje me deparo na televisão e nas redes sociais com opiniões radicalmente diferentes do mesmo evento da queda do edifício no centro de São Paulo. Lembrei-me deste filme e percebo que cada um está comentando sob sua ótica ou pelo ângulo que percebeu num primeiro momento.

Se analisarmos a complexidade de estilos de vida e as situações em que as pessoas estão vivendo neste momento, é muito natural que cada um analise o evento por uma ótica diferente e até extremamente oposta entre si. O que me parece que está faltando não é a análise dos temas que nos são apresentados na mídia, mas sim a empatia de nos colocarmos, nem que seja por um minuto, no lugar da pessoa que emitiu um comentário contrário e tentar entender e quem sabe até desculpar qualquer postura preconceituosa que teve.

Se pararmos um minuto para analisar os comentários veremos pessoas vivendo situações muito diferentes uma das outras e este ambiente que vivem agora norteará muito o teor de seus comentários. Uma pessoa com viés socialista cobrará do poder público a responsabilidade do evento e uma política de moradias para a população carente. Se a pessoa tiver um viés de classe alta, onde a dificuldade monetária há muito tempo passa longe, poderá criticar as pessoas que querem que o poder público resolva todos os seus problemas, e assim, não querendo criticar qualquer viés ou postura diante do evento, nós embasaremos nossos comentários e ou críticas em função de nossas experiências e valores que carregamos, bem como as dificuldades que vivenciamos, superadas ou não.

Não estou aqui criticando quem não tem problemas, pois é o sonho de consumo de todos, mas é certo que ao não passarmos por certas dificuldades, desde a falta de pão na mesa, dinheiro para tomar uma condução ou comprar um remédio, ou não ter convênio médico e depender de uma estrutura de saúde pública que não valoriza o ser humano, será muito natural que seus comentários não venham carregados e sustentados por experiências que não viveu. De qualquer forma não podemos nos condenar por agirmos assim, pois não podemos dar algo que não temos, seja qual for a carência que carregamos, de empatia pela dificuldade alheia ou por quem não tem problemas básicos.

Já faz algum tempo que venho divulgando posts nas redes sociais convidando as pessoas a refletirem em situações simples de nosso cotidiano e tenho o propósito de que possamos criar certa empatia pelas dificuldades alheias, sejam elas quais forem, dentro e proporcional à capacidade que tenho de influenciar no meio em que convivo.

Enquanto nós pessoas e cidadãos não desenvolvermos certo grau de tolerância para com a opinião alheia, considerando os aspectos acima apresentados quanto às nossas experiências e dificuldades enfrentadas, não conseguiremos construir uma sociedade mais justa e fraterna, pois não sairemos do estágio da crítica e julgamento do que chamaremos sempre de opositor, quando não inimigo….

É hora de mudar o pronome que conjugamos ….

Tenho me cobrado escutar todas as vertentes de opinião dos amigos que me cercam. Tenho amigos extremados contra o Lula, outros continuam achando que foi golpe contra a Dilma. Apesar de discordar parcialmente ou totalmente de algumas opiniões, tenho me obrigado a escutá-los com atenção e carinho, pois já cheguei à conclusão que a unanimidade é burra. Com o volume de informações distorcidas disponíveis, é cada vez mais difícil uma pessoa obter toda a verdade, tendo seu tempo muito consumido pela sua atividade diária de buscar o pão de cada dia para sua família, achar que dominará todas as verdades dos fatos que ocorrem a sua volta.

Interessante perceber que estes amigos, que são diametralmente opostos entre eles e também parcialmente comigo, são pessoas estudadas, ativas em seu dia a dia profissional, mantendo o exercício diário do discernimento num bom nível. Então cheguei à conclusão que não há como não escutá-los quando a situação e o tema aparecem, verificar seus argumentos e a base lógica com que sustentam suas decisões ou direcionamentos. Muitas vezes me fazem rever algumas certezas que carrego, mudando-as ou ao contrário fortalecendo minhas convicções atuais.

De toda a diversidade que conversamos, seja de política, economia, convivência em sociedade, nossas ansiedades diante de escândalos que se apresentam na mídia em geral, relacionada à corrupção, à segurança, à saúde e também à educação, esportes do coração, enfim toda a diversidade de assuntos que amigos e confrades costumam conversar, procuro compilar e retirar um mínimo múltiplo comum.

Então considerando tudo que conversei e tudo que entendi da diversidade de opiniões que escutei, se queremos construir uma sociedade mais justa e fraterna, precisamos diminuir a conjugação do pronome “EU”, para buscar mais a conjugação do pronome “NÓS”. É claro que é muito mais fácil externarmos nossos sentimentos íntimos, enquanto classe ou agrupamento de pessoas que tem a mesma opinião sobre determinado tema. Ocorre que não há como construímos uma sociedade justa e fraterna se continuarmos a buscar soluções para uma determinada classe ou grupo de pessoas, mesmo que seja justo o pleito, passando a conta do problema para outra parcela diferente, sem que esta outra parcela esteja minimamente concordando com este ônus ou priorizando isto em detrimento de outro objetivo.

Imaginemos que por um passe de mágica a corrupção fosse erradicada de nossas relações, das públicas e privadas, num primeiro momento teríamos mais recursos disponíveis, porém mediante o volume de pleitos justos da comunidade, precisaríamos determinar prioridades a serem atendidas com o mesmo recurso disponível. Aí chega o momento de conjugar o “NÓS” com maior ênfase. Avaliem com sinceridade estas poucas palavras acima grafadas, não precisam concordar comigo, temos sempre o direito de discordar, sem nenhum ônus, porém se queremos que a maioria de nossos problemas sociais seja corrigida, precisamos iniciar o plantio da semente chamada “NÓS”.

Novas formas de pensar e raciocinar nos levam a novos resultados


Publicado em: 04/05/2018